Vodka
O aparecimento da Vodka deu-se há mais de 800 anos.
No entanto, atingiu o auge da sua popularidade depois de 1940.
História
O seu nome deriva da frase russa "Zhiznennia Voda", que significa "Water of Life" (água da vida).
A palavra vodka foi mais tarde adoptada. Os polacos reivindicam para si a origem do nome vodka (woda). Consta que no século XI, na Pérsia, produzia-se um espírito semelhante à Vodka. Mas os russos afirmam que a Vodka foi uma descoberta deles e que o seu aparecimento se deu no ano de 1300, num local chamado Fonte de Viataka. A Vodka popularizou-se também rapidamente na Finlândia e Polónia. Neste último país a Vodka era apenas utilizada pelos monges, farmacêuticos e famílias nobres. Só no século XVI o segredo do fabrico da Vodka passou a ser conhecido entre os polacos. No ano de 1546 o rei polaco Yan Olbretch publicou uma lei segundo a qual autorizava todos os cidadãos a prepararem como entendessem as suas vodkas. Isto deu origem ao aparecimento das vodkas aromatizadas e com sabor a frutas e a ervas. Mais tarde, em 1780, o Czar da Rússia contratou um químico, Theodore Lowitz, para encontrar uma fórmula que tornasse esta bebida mais higiénica e pura. Lowitz inventou a técnica da purificação da Vodka, filtrando-a através do carvão. Quarenta anos mais tarde, a família Smirnoff, oriunda de Moscovo, fundou uma companhia que aperfeiçoou este sistema e simultaneamente deu o seu nome a uma das vodkas mais famosas no mundo.
Como é feita a Vodka
A Vodka inicialmente era considerada um espírito proveniente da batata. Actualmente entram na sua composição diversos cereais, como o milho, trigo, centeio e cevada.
Nalguns países a Vodka é ainda produzida a partir da batata ou com uma grande percentagem de batata (Polónia, Rússia e Noruega). Como exemplo, a Vodka Smirnoff tem na sua composição uma maior percentagem de milho, a Vodka norueguesa, Vikin Fjord, tem com base a batata, a Wyborowa tem no rótulo a designação Grain (cereais).
Processo de fabrico
Os cereais são misturados e cozidos a alta pressão e em seguida espalhados num local próprio, onde são arrefecidos e lhes é adicionada água. A esta mistura junta-se malte ou enzima para que a fécula se torne açucarada.
Na fase seguinte são adicionadas leveduras e outros produtos fermentados, em quantidades e num processo semelhante ao do fabrico do whiskey (Bourbon). A mistura final é destilada pelo processo Patent Still ou Continuous Still (fogo directo) a temperaturas elevadas, afim de extrair todos os possíveis sabores ou aromas dos produtos usados na mistura. Quando sai do alambique a Vodka tem normalmente 95º.
Purificação
O processo Patent Still tem, geralmente, duas colunas: uma para a destilação e outra para rectificação. Quando se usa para destilar espíritos neutros (ver Aquavit) deve ter mais uma coluna que serve para a purificação.
No caso da Vodka, este processo não é ainda suficiente, sendo na maioria dos casos filtrada através do carvão. A Vodka não requer qualquer envelhecimento. Pode ser consumida logo após o seu fabrico. Isto diz respeito às vodkas clássicas: incolores, inodoras, etc. Mais à frente falaremos dos tipos de Vodka e veremos que algumas são envelhecidas. Ainda sobre as vodkas clássicas acrescentamos que a sua graduação alcoólica varia entre os 37,5º e os 50º. A Smirnoff tem dois tipos: Blue Label e Red Label (rótulo azul e rótulo vermelho). O primeiro tipo tem uma graduação alcoólica de 50º e destina-se a um tipo específico de consumidores. A Red Label normalmente tem 37,5º ou 40º, conforme o país onde é produzida. A vodka Finlândia tem também duas versões: a Black Label (rótulo preto) com 40º e a Silver Label (rótulo prata) com 50º.
Tipos de Vodka
Aparentemente apenas existe um tipo de Vodka e poderá parecer que a Vodka é toda igual, mas não é assim.
Existem diversos tipos que exemplificamos. Vodkas Polacas: Produzidas, as de maior renome, nas cidades de Gdansk, Kraków e principalmente em Poznan. Para estas vodkas, na maioria dos casos fazem-se três destilações para apurar uma remessa ou quantidade com suavidade suficiente. Wyborowa: É uma das clássicas polacas mais conhecidas no mercado, que aparece em duas versões: Blue Label (a mais forte), 42º, e a Red Label, 38º. No fabrico de ambas predomina o centeio. Zubrówa: Faz parte das Flavored Vodkas. Nela está incorporado o gosto da relva do Parque Nacional de Bialowieza, onde pastam habitualmente búfalos de uma raça especial. A relva verde é para transmitir a força e a intensidade características dos búfalos da zona. Esta Vodka é suave e macia ao beber. A sua cor é verde pálido. Nalguns sectores erradamente esta Vodka é considerada russa, no entanto é polaca. Starka: É outro tipo de Vodka, também invulgar. Apresenta-se em cor castanho-dourado e é envelhecida em cascos. Antigamente era colocada para envelhecer quando nascia a filha de um casal e apenas bebida na festa do seu casamento. Hoje é raro manter-se esta tradição. A esta Vodka adiciona-se vinho espanhol Málaga para a tornar mais suave, dar-lhe cor e tirar-lhe o acentuado sabor a centeio. Krakus: Vodka de fina qualidade, produzida à base de centeio, é adocicada e apresenta-se incolor e o seu paladar é suave. A graduação alcoólica é de 40º. Luksusowa: Costumam chamar-lhe a Vodka de luxo polaca. Produz-se à base de batata. Apresenta-se incolor e tem um paladar adocicado. A sua graduação alcoólica é de 44º. Jarsebiar: Esta Vodka é aromatizada com romãs. O seu paladar é adocicado. A sua graduação alcoólica é de 40º. Existem ainda na Polónia algumas vodkas a que se adicionam nozes verdes, cerejas e outros frutos, consoante o paladar ou aroma que se pretende. Vodkas russas: A vodka Smirnoff, originária da Rússia, não pode ser considerada como russa, pois os seus direitos de produção são da firma Hublein (americana) e é produzida sob licença em diversos países. A Rússia tem, no entanto, outras marcas e tipos de Vodka também bastante famosas. Podemos encontrar no mercado português a Stolichnaya e a Moskovskaya. A Moskovskaya é uma das Flavored Vodkas pois na sua produção entram algumas ervas, que lhe são adicionadas. Russkaya: Uma Vodka pouco conhecida fora da Rússia mas também uma Vodka do tipo das clássicas. Pertsovka: É um tipo de Vodka vermelha escura a que se adiciona pimentão. O seu aparecimento deve-se a Pedro, O Grande, que tinha por hábito polvilhar a Vodka com pimenta preta antes de a beber. Esta Vodka é consumida por um tipo especial de bebedores, considerados os bravos. Krepakaya: Esta Vodka faz parte do grupo das Grain Vodkas. É bastante forte. A sua graduação alcoólica é de 56,5º. As vodkas são tradicionalmente produzidas a partir de cereais, no entanto são usados na sua produção outros produtos agrícolas, batatas, beterraba e outros. Vodkas inglesas: As vodkas inglesas têm a fama de possuírem uma óptima qualidade. São, regra geral, incolores e inodoras. Utilizam-se muito em mixed drinks e cocktails. Que tenhamos conhecimento, apenas existe em Inglaterra uma Vodka de tom avermelhado, produzida segundo uma fórmula russa. A sua graduação alcoólica é de 40º. Na Inglaterra a Vodka líder no mercado é a Smirnoff, seguida da Vladivar. Algumas das vodkas que se fabricam na Europa e nos Estados Unidos têm nomes russos. No entanto, essa é apenas a única relação que têm com a Rússia, excepção para a Smirnoff (e algumas outras) que é realmente de origem russa. A Vodka Sueca Absolut, que produz quase todos os tipos de vodkas, lançou há pouco tempo a Vodka Absolut Kurant aromatizada com groselhas.'' "
De acordo com esse artigo
A pesquisa, feita pela Universidade de Illinois, em Chicago conta que pessoas que estão alcoolizadas, tem compreensão mais intuitiva em problemas difíceis de associação de palavras e que indivíduos sóbrios fazem associações de palavras de forma mais deliberativa, o que diminui a velocidade delas.
![]() Na pesquisa, metade dos participantes bebeu vodka quase no limite do percentual aceito pelas leis americanas — 0,08% — e metade não bebeu nada. Após isso, uma série de problemas de três palavras foi exibido a todos, e eles precisavam encontrar uma palavra que juntasse todas as palavras em uma situação. Na média, participantes alcoolizados responderam em 11,5 segundos, enquanto os sóbrios precisaram de 15,4 segundos." |
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quinta-feira, 29 de março de 2012
800 anos de Vodka
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Lapa PeB
Lugar sujo, poças de lama e tanta gente pra lá e pra cá.
Uma barraca parecida com aquelas que colocam brincos e cordoes etc
nas ruas cedo, fora transformada em um bar itinerante com garrafinhas pet
de várias cores fluorescentes diferentes, verde, rosa shock, laranja shock, amarelo-marca texto. Achei que as bebidas seriam servidas ali, mas não, era em um copo grande desses de plástico - de colocar guaraná e cantar parabéns com música da xuxa.
Pedi uma caipirinha de morango que mais tarde parecia tripa, em um vermelho fígado tenebroso. Mas era alimento e bebida ao mesmo tempo, valia a pena.
Um rapaz de cabelo comprido chama o ''barmen'' da tal barraca de família. "E AÍ FAMÍLIA, ME VÊ UMA FODCA". Rio alto, ele olha pra mim risonho, comento que achei engraçado chamar de "família" e ele: "somos todos uma família, esse aqui é meu primo".
Eu disse que o barmen era meu irmão. Meu irmão nos ofereceu mais açúcar.
Dos becos molhados músicas diversas, um funk antigo e mulheres grandes
dançando com gays pequenos. Do meu lado cai um cara, empurrado por outro,
que mais parecia ter saído da possa de lama (e assim levava o outro em seu lugar).
Marchando, tudo estranho, pessoas conhecidas, tudo aquilo parecia um maldito bloco fora de época teoricamente. Prático era ser daquele jeito mesmo.
Um garoto extremamente bêbado tinha o nome do meu pai e repetia coisas caóticas que bebados repetem, pois era um menino ainda, queria parecer um velho bêbado que fala coisas caóticas que bêbados falam e por isso assim agia e dizia que amigo meu era um irmão pra ele, apontando, abraçando e discorrendo várias bandas de gosto comum aos dois.
Vejo uma cara conhecida, ali fico até sair dali e ir pro tal gramado "calvo''. Achei
isso engraçadinho. Caras de cabelo comprido, projetos de mutantes.
Apresentações de meninas simpáticas.
Signos à parte. ''Vamos no banheiro perto do arco íris"
Ok, vamos.
Era um bar/restaurante, não podia entrar com bebida - então deixei minha tripa com cachaça no lado de fora e entramos no banheiro quente. As meninas mijaram, acho que falei coisas de meninas e saímos, estava quente demais mesmo.
Tinha um bar com nome tipo ''deleite'', com luz vermelha e uma escada misteriosa.
Queria ir ali, mas supostamente era caro. Uma menina dava dicas de como varrer
para um lixeiro que varria uma porrada de coisas do chão, onde as pessoas acham super normal jogar copos e papéis. Sabe, é como se limpo não fosse o lugar que queriam
estar e sabiam que estavam. Ou seja, se lá estivesse limpo eles não estariam ali, ficariam desconfigurados. Enfim, rinocerontes de Ionesco em seu Teatro nonsense.
Pés doendo, bares fechados - isso é a famosa lapa? ok, ali todos eram irmãos,
mas as coisas boas fechavam cedo. Desculpa, se for assim prefiro rio das trevas, perto da roça. Nos restara um bar com forró que as 8 da manhã tocava "chupa que é de uva". Achei justo, tinha um cara que parecia o hit - o palhaço que come crianças na obra prima do medo. Uma das bebidas era gengibre com cachaça. ''Quero isso aí mesmo''. Pombos voavam meio putos da vida e construções históricas me deixavam menos perturbada com aquilo tudo.
Dá pra beber e voltar pela manhã sem problema se é justamente nessa hora
que a bebedeira te rouba a consciência e assim não se cansa de andar e andar.
MAS estava consciente e por isso essa parte não foi legal - tirei os sapatos
e andei pela lama nada poética já que era dia. Um casal colocou uma toalhinha
em cima de uma mesa no meio da calçada e pôs-se a vender café, chocolate quente e café com leite. Ela nos deu um copinho (estilo copo grátis de café do mercado) com um outro copinho embaixo, já que estava muito quente. Tentamos comprar um pão com manteiga,
mas cobraram quase 5 reais, achei um absurdo e quase coloquei as mãos pro alto.
"Pastel chinês, pastel chinês", amigo meu repetia, e repetia também "cigarro, cigarro,
varejo!" há, e parando no meio do caminho pra comentar com olhar sensacional, completando: "ficarei por aqui, o bar numseioquê (nao lembro o nome e seria antiético dizer também) precisa de mim".
"Se comprar um cigarro a varejo eu juro que vou embora daqui no 1o ônibus". -
digo.
Treme o ônibus e pra mim é como estar em um berço, já que meus pés estavam doendo demais e finalmente havia sentado.
Mais um tempo e páro em um ponto, pensando: "ó, e agora, quem poderá me defender?".
Antes do chapolim colorado aparecer, um cara de moto amarela parou e disse: "oi, sou eu". Eu disse: "não conheço você" e ele ficou olhando. Repeti: "não te conheço". Bem, finalmente ele se foi - fiquei pensativa, será que era o chapolim? Não era.
Logo estou sã e salva, com os pés em uma água maravilhosa. Uma hora acordo e sou feliz por lavar os pés durante mais duas horas.

Só fica legal em preto e branco.
Uma barraca parecida com aquelas que colocam brincos e cordoes etc
nas ruas cedo, fora transformada em um bar itinerante com garrafinhas pet
de várias cores fluorescentes diferentes, verde, rosa shock, laranja shock, amarelo-marca texto. Achei que as bebidas seriam servidas ali, mas não, era em um copo grande desses de plástico - de colocar guaraná e cantar parabéns com música da xuxa.
Pedi uma caipirinha de morango que mais tarde parecia tripa, em um vermelho fígado tenebroso. Mas era alimento e bebida ao mesmo tempo, valia a pena.
Um rapaz de cabelo comprido chama o ''barmen'' da tal barraca de família. "E AÍ FAMÍLIA, ME VÊ UMA FODCA". Rio alto, ele olha pra mim risonho, comento que achei engraçado chamar de "família" e ele: "somos todos uma família, esse aqui é meu primo".
Eu disse que o barmen era meu irmão. Meu irmão nos ofereceu mais açúcar.
Dos becos molhados músicas diversas, um funk antigo e mulheres grandes
dançando com gays pequenos. Do meu lado cai um cara, empurrado por outro,
que mais parecia ter saído da possa de lama (e assim levava o outro em seu lugar).
Marchando, tudo estranho, pessoas conhecidas, tudo aquilo parecia um maldito bloco fora de época teoricamente. Prático era ser daquele jeito mesmo.
Um garoto extremamente bêbado tinha o nome do meu pai e repetia coisas caóticas que bebados repetem, pois era um menino ainda, queria parecer um velho bêbado que fala coisas caóticas que bêbados falam e por isso assim agia e dizia que amigo meu era um irmão pra ele, apontando, abraçando e discorrendo várias bandas de gosto comum aos dois.
Vejo uma cara conhecida, ali fico até sair dali e ir pro tal gramado "calvo''. Achei
isso engraçadinho. Caras de cabelo comprido, projetos de mutantes.
Apresentações de meninas simpáticas.
Signos à parte. ''Vamos no banheiro perto do arco íris"
Ok, vamos.
Era um bar/restaurante, não podia entrar com bebida - então deixei minha tripa com cachaça no lado de fora e entramos no banheiro quente. As meninas mijaram, acho que falei coisas de meninas e saímos, estava quente demais mesmo.
Tinha um bar com nome tipo ''deleite'', com luz vermelha e uma escada misteriosa.
Queria ir ali, mas supostamente era caro. Uma menina dava dicas de como varrer
para um lixeiro que varria uma porrada de coisas do chão, onde as pessoas acham super normal jogar copos e papéis. Sabe, é como se limpo não fosse o lugar que queriam
estar e sabiam que estavam. Ou seja, se lá estivesse limpo eles não estariam ali, ficariam desconfigurados. Enfim, rinocerontes de Ionesco em seu Teatro nonsense.
Pés doendo, bares fechados - isso é a famosa lapa? ok, ali todos eram irmãos,
mas as coisas boas fechavam cedo. Desculpa, se for assim prefiro rio das trevas, perto da roça. Nos restara um bar com forró que as 8 da manhã tocava "chupa que é de uva". Achei justo, tinha um cara que parecia o hit - o palhaço que come crianças na obra prima do medo. Uma das bebidas era gengibre com cachaça. ''Quero isso aí mesmo''. Pombos voavam meio putos da vida e construções históricas me deixavam menos perturbada com aquilo tudo.
Dá pra beber e voltar pela manhã sem problema se é justamente nessa hora
que a bebedeira te rouba a consciência e assim não se cansa de andar e andar.
MAS estava consciente e por isso essa parte não foi legal - tirei os sapatos
e andei pela lama nada poética já que era dia. Um casal colocou uma toalhinha
em cima de uma mesa no meio da calçada e pôs-se a vender café, chocolate quente e café com leite. Ela nos deu um copinho (estilo copo grátis de café do mercado) com um outro copinho embaixo, já que estava muito quente. Tentamos comprar um pão com manteiga,
mas cobraram quase 5 reais, achei um absurdo e quase coloquei as mãos pro alto.
"Pastel chinês, pastel chinês", amigo meu repetia, e repetia também "cigarro, cigarro,
varejo!" há, e parando no meio do caminho pra comentar com olhar sensacional, completando: "ficarei por aqui, o bar numseioquê (nao lembro o nome e seria antiético dizer também) precisa de mim".
"Se comprar um cigarro a varejo eu juro que vou embora daqui no 1o ônibus". -
digo.
Treme o ônibus e pra mim é como estar em um berço, já que meus pés estavam doendo demais e finalmente havia sentado.
Mais um tempo e páro em um ponto, pensando: "ó, e agora, quem poderá me defender?".
Antes do chapolim colorado aparecer, um cara de moto amarela parou e disse: "oi, sou eu". Eu disse: "não conheço você" e ele ficou olhando. Repeti: "não te conheço". Bem, finalmente ele se foi - fiquei pensativa, será que era o chapolim? Não era.
Logo estou sã e salva, com os pés em uma água maravilhosa. Uma hora acordo e sou feliz por lavar os pés durante mais duas horas.
Só fica legal em preto e branco.
quarta-feira, 30 de março de 2011
No beco molhado ninguém se conhece
Não tinha morango, a caipirinha foi de manga (polpa), achei legal o cara sair da ''cozinha'' do bar e mostrar como é a polpa, congelada num saquinho.
Sentamos e prontamente mexi na bolsa, peguei um bloquinho pequeno (que mais tarde amassado ria de mim no chão) e fiz um jogo da velha, que como sempre ganhei.
Zezinho. Era um cara de baixa estatura e cabelos alisados, pontiagudos quase. O cara esbugalhava os olhos e gesticulava muito enquanto falava que lutou muito pra estar no RIo de Janeiro trabalhando como cabeleireiro e que faria nosso cabelo e ficaríamos lindos etc etc. Ele era da Paraíba em potencial.
Um monstro em potencial não é um monstro e, como todos os fumantes, devem
fumar do lado de fora do estabelecimento.
Fotos do Ayrton Senna me fizeram dizer que nada daquilo fazia sentido,
até me dizerem o nome do bar e eu entender e achar que sinuca nada tem a ver
com tudo isso e o que mais tem no lugar é sinuca, meu deus.
Quando você amanhece em um bar não tem como não se sentir caótico,
é quase impossível. Sua cara não está arrumada, achar que está com olheiras
já te faz estar com elas e então sua cara está péssima e a luz cada vez mais clara.
Você pensa em pessoas saudáveis indo caminhar pela manhã, ou trabalhar porque são responsáveis etc. ou querem ter dinheiro pra beber até de manhã também como em um ciclo.
Outro dia no mesmo horário fui pra academia fazer yoga, cantei o mantra final da prosperidade e sai feliz, até o calor não me tirava a tranquilidade, em pleno verão. Mas nesse dia em questão já outono o calor era insuportável e fico feliz em não lembrar de todos os detalhes e revoltada em pensar que, porra, gastei tanto dinheiro com bebida, resolvi ir embora de taxi, pensando: que se dane, devo gastar no meu bem estar no mínimo o que gasto com meu mal estar.
Uma menina veio falar comigo que meu vestido estava preso no short,
o que é bom já que pelo menos eu estava de short. Encontrei ela no banheiro
depois e comentei qualquer coisa só pra ser sociável e mostrar que achei legal
ela ter me avisado. Ela disse que falaram pra não me avisar, que queriam pelo menos ter visto, mas que como isso ja ocorreu com ela, ela sabia que não era legal e me falou uhuk, ela nao queria que eu passasse o mesmo, é um ser adorável.
Meu irmão tava contando que caiu no ônibus e todos riram dele, apenas um
mendigo - um cara excluído social que a maioria tem asco - que perguntou se ele queria ajuda e o ajudou. Ele era Jesus cristo disfarçado ou sei lá. Aí outro dia
meu irmão topou com o mesmo cara, o cara lhe pediu cigarro e ele deu uma porrada (de cigarro! hsusd).
Jesus fuma, ser generoso e excluído socialmente te faz ficar tenso abeça, mesmo, mas mentira, ele sabe que de nada adianta e que cientificamente só te deixa mais ansioso fumar.
Dei um tapeware pro Coruja (figuraça clássica do meu bairro, morador das ruas) pra ele colocar as comidas que também tinha comprado ali dentro, guardar e tal, comer ali ja que era mais fácil. Tudo pra eles é descartável, tá errado? Coruja faz uma crítica direta a dificuldade de reciclagem de tapewares - e a dificuldade de dizer o plural de tapeware que achava ter R mudo no final.
Não comi nada quase o dia inteiro prostrada na cama e descobri no dia seguinte do dia seguinte que 20 anos da minha vida vivi pura ilusão, achando que era a pessoa mais higiênica do mundo e descubro uma barata em uma gaveta do meu quarto.
Nunca achei que a desordem causava falta de higiene, não na minha vida. Olha que no tal dia da caipirinha de manga comentei sobre tocs de lavar minhas mãos com álcool e sabão de coco, querente como olhar debaixo da cama antes de dormir, o que não faço na verdade, mas monstros em potencial fazem.
Fujo dessa nojentisse? - mas meu quarto sou eu também, tipo reflexo..., aí descubro a metáfora da barata na minha personalidade. A barata existe a 500 mil anos, não é bonitinha como no Wall-e e lembra que minha falta de decisão sempre gerará conflitos que mais tarde mudarão todo o curso do meu sono. Por exemplo, não dormi no meu quarto justamente por ter uma barata lá e ser nojento o risco de enquanto eu durmo talvez aparecer uma e me estrangular ou simplesmente ser nojenta com seus rastros de merda e tal. Isso é praga por zuar as pessoas que tem medo de baratas, sem dúvida.
O lugar era um bar de rock em potencial e vi casais sambando e pessoas colocando kelly key e pagodes caóticos. Ficha pro jukebox tava cara, algumas
pessoas pediram coisas boas e do nada alguem pediu Mr Jacksson e fiquei
boquiaberta, disse: "meu deus" e meu amigo monstro em potencial conhecia
e isso foi legal também, eu ouvia essa musica com uns 13 anos e achava o máximo, mal sabia que anos depois lançariam He ya e seria tão chato.
Disse que era impossível uma musica de pagodeetc usar a palavra apogeu,
então resisti, não era apogeu, mas era apogeu sim a música é "temporal".
.
Katinguelê ou Art popular é cult agora, voce rockeiro metaleiro etc pode escutar que assim mesmo nao será uma contradição, apenas cult e essa palavra me irrita um pouco.
''No beco molhado ninguém se conhece" - frisava umas partes, entendia tudo
errado tipo velha da praça e depois ria, eu realmente entendia errado,
achava que: "voce reclama do meu apogeu" era: "voce reclama do meu aconchego". Incapaz não eram as musicas de pagode antigas e sim eu,
percebo.
Engraçado que o Ayrton Senna parecia muito com um amigo do meu irmão
que eu era apaixonadinha e escutava "apogeu" lembrando dele. Tudo se interliga,
cara. Essa musica é de 96.
''Faz tempo que a gente não é aquele mesmo par
Faz tempo que o tempo não passa
É só você estar aqui
Até parece que adormeceu
O que era noite já amanheceu
Cadê aquele nosso amor
Naquela noite de verão
Agora a chuva é temporal
E todo céu vai desabar
Éh, até parece que o amor não deu
Até parece que não soube ama..a..a..ar
Você reclama do meu apogeu ( do meu apogeu )
E todo céu vai desaba..a..a..a..a..a..a..ar ( ah, desabou )''

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Mesa redonda
Ele faz uns versos, ele faz outro texto. Ela:
- Bebe dois chopes e fuma mais dois cigarros e prossegue. -
Não salvo o poema, salvo a vida transbordando em palavras, procurando essência sem tema.
Com tal introdução, não poderia avaliar pequenezas.
O evasivo, mesmo distinto, à mim continua restrito, como todas as drogas que me conflagram humana.
Revejo a lembrança como nossa magia, nossa um dia insensatez. Aquela que reproduzimos como vida, nosso marlboro, nosso seguro porto, não dito nem exposto.
Escrevo assim como quem bebe, vive ou sonha e tampouco sonha ou vive.
Mas contemporizar nesse mundo afinal é viver... Mesmo que assim: diferente de quem vive, tornando-se ressonância, redundância. Puta tarja preta e insolação.
Afinal, em meu azulejo interno, só poderia salvar como sempre o fiz, o subjetivo, sem a rima,
sem aviso.
Como vida; paradoxal.
Não salvo o poema, salvo a vida transbordando em palavras, procurando essência sem tema.
Com tal introdução, não poderia avaliar pequenezas.
O evasivo, mesmo distinto, à mim continua restrito, como todas as drogas que me conflagram humana.
Revejo a lembrança como nossa magia, nossa um dia insensatez. Aquela que reproduzimos como vida, nosso marlboro, nosso seguro porto, não dito nem exposto.
Escrevo assim como quem bebe, vive ou sonha e tampouco sonha ou vive.
Mas contemporizar nesse mundo afinal é viver... Mesmo que assim: diferente de quem vive, tornando-se ressonância, redundância. Puta tarja preta e insolação.
Afinal, em meu azulejo interno, só poderia salvar como sempre o fiz, o subjetivo, sem a rima,
sem aviso.
Como vida; paradoxal.
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