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terça-feira, 17 de maio de 2011

Robôs que não são

Quando estamos bem com uma idéia e determinados em realizá-la, nada é tão difícil que não podemos sobrepor.
Existe a autocrítica e a pressão social, a pressão familiar e a sentimental; estamos sendo pressionados todo o tempo, mas também estamos pressionando as pessoas todo o tempo também, até involuntariamente. A verdade é que não precisamos provar nada pra ninguém, mas sempre tentamos provar, assim como achamos sempre que as pessoas precisam provar que são assim, assim, assim.
Podíamos parar de pensar tanto e falar mais, viver mais, ter menos medo de parecer tão infantil, tão estúpidos, tão folgados e simplesmente sermos humanos e entendermos com compaixão os motivos e as carências dos outros... Mas só podemos fazer isso quando admitimos os nossos.
x²- Quando temos um vislumbre do que realmente queremos, não há nada nem ninguém que atrapalhe, principalmente quando só queremos que as pessoas sejam um pouco mais humanas que são e menos metidas a robôs que não são.
Então não levamos tão a sério nossos pequenos conflitos internos a ponto de atrapalhar nosso convívio com quem também tem conflitos nesse mundo de solidões colecionadas que deviam ser solidões unidas, numa individualidade saudável.

É fácil falar mesmo?

'Quem tira a foto sempre diz mais do que quem está sendo fotografado, com certeza - e é uma forma tão boa de unir um só pensamento, mesmo que seja com duas pessoas completamente diferentes. ' -

quarta-feira, 13 de abril de 2011

backup

30/09/10 (fotolog)


Já escrevi tanto. Acho que tudo que escrevi nos meus diários etc. desde pequena dá uns 50 livros, 60, 70, sei lá. Fora as cartas enormes, poemas, um livro que eu comecei a fazer com 12 anos e não terminei até hoje...

Muitas fotos, muitas! Não consigo me transferir pro dia da foto ali congelado, apenas lembro como foi uma ou duas coisas e se valeu a pena. Sei que em todas essas épocas não teria vivido nem a metade se não fosse impulsiva.
Tenho a ilusão de achar que hoje sei distinguir exatamente quando algo vale a pena e quando não vale. Tudo tem a ver com ser produtivo ou não,
e confesso que compreendo que muitos erros valem a pena,

... o problema é: essa expressão: "valer a pena" não faz sentido algum, valer a pena o cacete, só se for pena literalmente, maldita expressão feia que não traduz o que realmente vale!
Mas procurando outra forma de dizer: "valeu a pena", fico estagnada:
"foi suficiente"
"foi realmente considerável"
"não me arrependerei" (...)

A única expressão que lembrei com "valeu a pena" é carpediem, que significa "aproveite o dia".
Então.. vale a pena =
"foi aproveitável"
"aproveitei de verdade" (...)
Mas essa coisa de "aproveitei" é estranha também.

Enfim, o que interessa mesmo é que tudo foi interessante o suficiente pra que eu escrevesse,
e meu interesse em certas épocas é bem diferente de hoje. Aliás nem mesmo escrevo tudo de interessante hoje em dia, mas consigo dizer que tal coisa eu faria questão ou não e de repente desenhar na minha agenda a temática do dia.

A maioria das coisas que me dava uma dor dilacerante estão agora entre histórias, traumas e uma memória feliz, que necessariamente não quer dizer que tal época foi feliz e sim que tal lembrança agora me traz felicidade. Sabe, uma espécie de biografia poética, que é extremamente ruim pra quem está ali, mas pra quem vê é simplesmente... poético.
E é isso, meu backup valeu a pena, é poético.

Ervilha de laboratório


Se pararmos pra pensar um entusiasmo não deixa de ser uma ansiedade.

Qualquer comentário fica fora de todos os contextos e ao mesmo tempo se enquadra em qualquer um...
Falo da análise de qualquer coisa, permitindo o abstrato e o absurdo até. Pra entender melhor, é só olhar pra uma imagem, cada um vai ver de sua forma particular (até mesmo os que sabemos que falam por que outros falam, os chamados pseudo pseudos intelectuais).
A questão é que até mesmo os que avaliam de forma "lógica" procuram no objeto a ser analisado uma referência sutil pra garantir uma revelação.
A referência sutil é na verdade um lugar onde nossas próprias características pesam, até mesmo
por não pesarem. É como um ecossistema mental.

Ok, sempre existe um ponto de
partida.

O começo é pela empatia, por exemplo: se eu acabar percebendo em qualquer alvo
uma coincidência, estarei sem dúvida admitindo
uma ingenuidade que não me deixa ser crítica, nem
mesmo discernir o que de fato é bom.
Perai. Mas como assim bom?
Depende dos critérios.
[critério
s. m.
1. Faculdade de distinguir o verdadeiro do falso, o bom do mau.
2. Capacidade, autoridade para criticar.]

Sinceramente todos se identificam ou mapeiam inspirados em seus próprios meios... Ou seja, na verdade perceber uma coincidência não é ingenuidade e sim ser um idiota bem burro, daqueles que são carentes e não admitem que podem admitir suas lamentações psicológicas em cada análise que fazem, seja de qualquer coisa e principalmente pra qualquer um.
Cara, tudo rende demais e ainda há quem
tenha tédio (repare, justamente são os pseudo
psceudos intelectuais. No entanto considerá-los
extremamente burros é outra burrice, apenas são carentes e se ghandi deixar um dia serão proveitosos pra si mesmos e não só como ratos de laboratório.).
(18/11/09, postado no meu fotolog)

E olha que escroto: No gartic já desenharam algo parecido com uma ervilha,
aí eu arrisquei: "ervilha" e as pessoas ficaram: O.o, 'ervilha? NOSSA, ervilha não é
assim!". É incrível não saberem como é de fato uma ervilha, sabe, elas não nascem em latas daquele jeito, gente, elas são compridinhas e sua vagem também é usada.





"As ervilhas serviram a Johann Gregor Mendel para as experiências que o levaram à descoberta das leis da herança biológica, hoje conhecidas em todo o mundo como leis de Mendel." (wiki)

"Ervilha não é com H."
"Claro que é, ninguém fala ervila."
(Chaves)