Páginas

Mostrando postagens com marcador som. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador som. Mostrar todas as postagens

domingo, 9 de outubro de 2011

SOAD in Rio


O melhor dessa porra é justamente não conseguir descrever, puta que pariu, só lembrar de ficar sem ar, de chorar suor, sentir a guitarra genial do Malakian, que acompanhava trambem com sua voz inconfundível, o potencial vocal e introspecção muito paradoxal do Serj, a bateria sagaz de Dolmayan tenso, o baixo do Shavo parecendo um inconsciente lokinórdico e de nao fotografar merda nenhuma por ter esquecido o cel, na fome de simplesmente curtir pulando dignamente, fazendo o meu mundo rodar e rodando com o mundo que aquilo me surpreendia existir.

No Rock in Rio, antes de 'Mind', Serj diz :
''Temos que encarar nossas mentes no tempo em que vivemos. Nós temos que roubar nossas mentes de sua incessante busca por coisas estúpidas. Tecnologia, o filho do materialismo. Coisas boas e ruins. Temos que olhar para nós e para nosso meio ambiente e dizer: “Que diabos estamos fazendo aqui?”. Como eu disse ontem em São Paulo, estou do lado dos indígenas do Brasil contra todo o desenvolvimento desnecessário por todo o país.''





Psycho

Psycho, groupie, cocaine, crazy
Psycho, groupie, cocaine, crazy

Psycho groupie, cocaine, crazy
Psycho groupie coke,
Makes you high, makes you hide,
Makes you really want to go - stop.

Psycho groupie, cocaine, crazy
Psycho groupie coke,
Makes you high, makes you hide,
Do you really want to think and stop,
Stop your eyes from flowing,
Psycho, groupie, cocaine, crazy

Psycho groupie, cocaine, crazy
Psycho groupie coke,
Makes you high, makes you hide,
Makes you really want to go - stop.

Psycho groupie, cocaine, crazy
Psycho groupie, coke,
Makes you high, makes you hide,
Do you really want to think and stop,
Stop your eyes from flowing out

So you want the world to stop,
Stop in and watch your body fully drop,
From the time you were a
Psycho, groupie, cocaine, crazy

So you want to see the show,
You really don't have to be a whore
From the time you were a
Psycho, groupie, cocaine, crazy.

Psycho groupie, cocaine, crazy
Psycho groupie coke,
Makes you high, makes you hide,
Makes you really want to go - stop.

Psycho groupie, cocaine, crazy
Psycho groupie, coke,
Makes you high, makes you hide,
Do you really want to think and stop,
Stop your eyes from flowing out

So you want the world to stop,
Rushing to watch your spirit fully drop,
From the time you were a
Psycho, groupie, cocaine, crazy

So you want to see the show,
You really don't have to be a whore
From the time you were a
Psycho, groupie, cocaine, crazy

(agora uma que nao tocaram, mas é genial também: )
Metro 
I'm alone, sitting with my broken glass
My four walls follow me through my past
I was on a Paris train
I emerged in London rain
And you waiting there swimming through apologies

I remember searching for the perfect words
I was hoping you might change your mind
I remember the soldier standing next to me
Riding on the metro

I went smiling as you took my hand
So removed we spoke in France
You were passed as shallow word
The years have passed and still a hurt
You were passed as shallow word
Years have passed and still a hurt
I can see it now smiling as I pulled away...
sorry

I remember the letter wrinkled in my hand
"I'll love you always" filled my eyes
I remember the night we walked along the Seine
Riding on the metro


I remember a feeling coming over me
The soldier turned, then walked away
Fuck you for loving me
Riding on the metro

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Pra começar




Agora estou fazendo meus próprios deseinhos, graças ao Chapolim Colorado.
Feliz feliz demais isso!

Essa música se chama "Pra começar". (Coincidências que o inconsciente explica)


''Pra começar
Quem vai colar
Os tais caquinhos
Do velho mundo
Pátrias, Famílias, Religiões
E preconceitos
Quebrou não tem mais jeito
Agora descubra de verdade
O que você ama...
Que tudo pode ser seu
Se tudo caiu
Que tudo caia
Pois tudo raia
E o mundo pode ser seu
Pra terminar.
Quem vai colar
Os tais caquinhos
Do velho mundo...'

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Tell mw why

Feel no shame about shape
Weather changes their phrase
Even mother will show you another way
So put your glasses on
Nothing will be wrong
There's no blame, there's no fame
It's up to you
The first words should be finded
Whatever hold you back
I can, I can get it off
* Tell me what, Tell me what, Tell me what you want
I don't know why, don't know why, don't know why you afraid
Tell me what, Tell me what, Tell me what you say
I don't know why, don't know why, Too late, it's too late
Have no fear for real
It's just a turning wheel
Once you start up there's no other way
Don't put your eyes on boots
Step forward your roots
There's no aid there's no trade
It belongs to you
# Before you miss something given
You should know what's the truth
I can, I can make it out 

sexta-feira, 20 de maio de 2011

fingers

Audience Of One _ rise against

I can still remember
The words and what they meant
As we etched them with our fingers
In years of wet cement
The days blurred into each other
Though everything seemed clear
We cruised along at half speed
But then we shifted gears

We ran like vampires from a thousand burning suns
But even then we should have stayed
But we ran away
Now all my friends 're gone
Maybe we've outgrown all the things that we once loved
Runaway
But what are we running from ?
A show of hands from those in this audience of one
Where have they gone ?

Identities assume us
As nine and five add up
Synchronizing watches
To the seconds that we lost
I looked up and saw you
I know that you saw me
We froze but for a moment
In empathy

I brought down the sky for you but all you did was shrug
You gave my emptiness a name

But you ranaway
Now all my friends 're gone
Maybe we've outgrown all the things that we once loved
Runaway
But what are we running from ?
A show of hands from those in this audience of one
Where have they gone ?

We're all ok, until the day we're not
The surface shines, while the inside rots
We raced the sunset and we almost won
We slammed the brakes, but the wheels went on

We ran away
Now all my friends 're gone
Maybe we've outgrown all the things that we once loved
Runaway
But what are we running from ?
A show of hands from those in this audience of one
Where have they gone ?
 
Rise Against Give You a 'Reason' to Celebrate With Track List and Art Work for Upcoming Record photo 2

terça-feira, 26 de abril de 2011

Koto


Responsável por um som maravilhoso, o Koto me fascinou desde pequena - mas na época não tinha google pra pesquisar sobre ele, além de nem saber de sua existência, apenas das músicas tradicionais japonesas normalmente ouvidas através de animês (e raramente). Enfim, wikipediando e vendo outros sites, encontrei lindas imagens e passagens interessantes sobre o koto.

''O Koto é um instrumento musical de cordas dedilhadas, composto de uma caixa de ressonância com diversas cordas, semelhante a uma grande cítara. Atualmente é o mais popular dentre os instrumentos musicais tradicionais japoneses. Tanto quanto piano ou violino, meninas em idade escolar aprendem o koto.  !
            Japanese high school students play the koto.
A história do koto é longa. O instrumento já com as suas principais características atuais foi introduzido no século VI (época do imperador Kinmei) vindo da China (dinastia T’ang). Ele já possuía o corpo feito com a madeira tradicional do Japão o Kiri (Paulownia), sendo todo laqueado. Ele era chamado de Kin-no-Koto. Data desta época a partitura mais antiga para o Koto (Yuran-fu que se encontra guardada no Templo Shinhoin).
          https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgtQnWAWS6wpTjrJcLARlUVGaQ4pd4ymE3SFiWW9cZxNSeR9XJGQdrU-MypiVxP_J3vmiHyqNivpSMa2AsyLkXcSdw-Am-6ZAgzfWcL85_oAr6l2cwNTMBdda_2Py9c4ThtQrzrlsvy73AX/s1600/kutu.jpg 
O instrumento está presente na literatura japonesa desde a antiguidade. 
Nos Contos de Genji (Genji Monogatari de Murasaki Shikibu 978-1016) o Koto aparece em diversas passagens. O seu personagem principal, o príncipe Hikaru Genji, quando exilado em Akashi tocava e mantinha diálogos musicais com Lady Akashi. Em outra obra, Contos de Heike (Heike Monogatari), a amada do imperador, Kogo, foi descoberta em seu esconderijo pelo som de seu koto.


Durante séculos a música de koto foi cultivada pela nobreza. No século XVII, Yatsuhashi Kengyo fundou um estilo independente, o Yatsuhashi Ryu. Em 1664, foi impresso um livro escrito por Sosan Nakamura, Shichiku Shoshin Shu, onde constam as partituras das principais músicas de Yatsuhashi Kengyo, Rokudan no Shirabe, Hachidan no Shirabe e Midare, executadas até hoje. Yatsuhashi criou as afinações consideradas as mais tradicionais para o koto, o Hira e o Kumoi. Neste século ainda houve a popularização do instrumento como acompanhamento de dança e como conjunto formado juntamente com Shakuhachi e Sangen.


 
Atualmente existem duas correntes, a Ikuta Ryu e a Yamada Ryu. A escola Ikuta foi fundada por Ikuta Kengyo (1757 a 1817) no final do século XVII baseada na transposição para o Koto das fórmulas existentes para o Shamisen (Sangen) principalmente na alternância de cantos com instrumentais originados do Jiuta. A característica fundamental desta escola está em sua ênfase nas técnicas instrumentais.



This page is made by 5-C group1 

 No final do século XVIII surgiu a escola Yamada fundada por Yamada Kengyo (1757 a 1817). Ela se baseava em narrativas, dando um maior destaque ao canto. Apesar de terem algumas peças do repertório em comum, os estilos se diferem na sua orientação. Tecnicamente o estilo de execução também é diferente. O formato da unha é diferente. O estilo Ikuta usa a unha com o formato retangular, e o estilo Yamada adota uma unha de forma oval, isto leva os instrumentistas sentarem de maneira diferente com relação ao instrumento. O instrumentista da escola Ikuta senta num ângulo oblíquo enquanto o da escola Yamada senta em ângulo reto. A posição que a mão toca as cordas também difere; a escola Ikuta toca com a mão inclinada em relação às cordas, e a escola Yamada toca com a mão na posição vertical.
Japanese high school students play the koto.
foto: Thomas Peters
Michiko Takaiwa tocando o koto.

No início deste século houve a popularização do koto principalmente pelas mãos de Michio Miyagi. Apesar de pertencer à escola Ikuta, Miyagui praticamente formou a sua escola, introduzindo elementos ocidentais na composição de músicas japonesas. 

A instrumentista Tamie Kitahara, do Quinteto de Música Tradicional Japonesa (tocou no CCBB)

O koto moderno tem treze cordas que podem ser de seda ou nylon. As cordas são afinadas através de trastes móveis, que permitem a mudança de afinação durante a execução da música. O corpo é formado por duas pranchas de Kiri, com aproximadamente 180 centímetros, formando uma caixa de ressonância. Existem variações no instrumento como o koto de dezessete cordas, inventado por Michio Miyagi, que faz o baixo das músicas, e outros modelos com vinte e uma e com oitenta cordas.
http://www.miyamasaoka.com/media_files/photos/images/12masaoka_koto_hands.jpg
Miya Masaoka tocando Koto.
Foto por Kim Stringfellow
A maioria das pessoas que tocam o koto são mulheres, pelo fato de seu som suave e gentil, praticamente sendo um som mais doce, mas isso não significa que não haja homens que tocam o instrumento, não há uma margem consideravel de preconceito a isso.''


   Links pra ouvir e ver e saber mais e záz:

Como se faz um koto (sensacional): comosefazumkoto

garotinhas felizes tocando koto

Yoshie Sakai tocando koto


quinta-feira, 7 de abril de 2011

Joy division - Ian curtis



Queria ver de forma terna Ian Curtis enforcado, mas não sei se a foto que encontrei é verdadeira. Na verdade isso não deveria importar, mas é que só consigo imagina-lo enforcado com o corda de estender roupa em um suicídio aos 23 anos. Por que o vocalista do Joy division logo antes da primeira turnê americana de seu sonho concretizado (sua banda) fez isso?

                                
Ian curtis tomava uma porrada de remédios contra sua epilepsia - fontes dizem que no palco mesmo suas danças malucas tinham a ver com isso... Bem, podiam ter a ver com seus remédios, mas não sei se realmente tinha ataques graves. A questão é que alguns dizem que esse foi um motivo que pesou muito em seu suicídio, até uns meses antes chegou a ser internado por overdose de um de seus medicamentos.

As prováveis razões se seu suicídio é a depressão causada por sua epilepsia, pelos efeitos das drogas que ele tomava para controlá-lo, pela dissolução do seu casamento com Deborah blablá e seu relacionamento extra conjugal com a jornalista Annik Honoré, preocupações sobre o futuro da turnê americana, seu descontentamento com a indústria musical e talvez também seu desejo mórbido de  ter um ''fim'' cedo como de seus ídolos. 

Ian ficava ansioso demais antes dos shows, talvez por isso as supostas crises no palco - que por sinal o pessoal adorava. Achavam sensacional e faziam o mesmo, como se ele estivesse fazendo uma espécie de coreografia. Bem, de repente estava, o inconsciente desequilibrado é como um paixão obsessiva.
A mídia adora falar uma coisas macabras, mas sua esposa Deborah chegou a dizer: "As pessoas o admiravam por aquilo que o estava matando". A mulher pode ter dito algo menor que isso ou dito isso só pra chocar mesmo, sabe lá.
Ian algumas vezes ficava acordado esperando um ataque pra, depois de terminado, dormir direito sem ansiedades etc. e no dia seguinte ir ao show.


                                   

Apesar de uma juventude problemática cheia de dorgas, depois de casado Ian tinha arranjado um emprego como assistente social pra reintegração de deficientes e atendia com especial carinho uma, olha que coisa, epilética. Quando soube que ela havia morrido, fez She's Lost Control.


                                    
Queria saber mais a respeito de sua relação com a filha Nathalie, onde só vejo uma foto e relatos sobre o que ela sente em relação a ele, durante muito tempo não quis saber quem era o pai ou o que fazia. "Sabia que ele estava morto, mas até aos oito anos não quis saber mais nada". Depois ela veio com o papo de que toda tristeza podia ter sido evitada, que o pai tinha uma fama de melancólico, mas dançava nos palcos... Enfim, resolvi deixar só a foto mesmo.


Já li que na música In a Lonely Place, Ian meio que antecipa seu suicídio, falando sobre um enforcamento "(...) Hangman looks round as he waits, Cord stretches tight then it breaks, Someday we will die in your dreams (...)". Mas sinceramente se for contar pelas letras ele ''antecipa'' em um monte de outras letras. É algo triste, mas as músicas são muito boas, dá pra sentir um desespero, uma catarse silenciosa, motivo que acredito demonstrar uma dor verdadeira por uma impressão até inocente da vida.



''(...)A 13 de Maio regressa a casa para ver mulher e filha. Tira uma fotografia com Natalie, a sua última fotografia. Nos dias seguintes está com amigos e colegas, discutindo com aparente entusiasmo a viagem à América. No dia 17 tem uma longa conversa com a mulher. Esta, no seu relato, recorda que nas primeiras horas da manhã ele tinha visto um filme de Herzog, bebido café e estava animado. Falaram da degradação da relação, de Annik, do seu receio em que ela conhecesse um homem enquanto ele estivesse fora. Deborah acaba por ir dormir a casa dos pais. Ian pedira-lhe para não regressar antes das dez da manhã, hora a que deveria apanhar um comboio para Manchester.
Bebe mais café, acaba a garrafa de whisky que tinham na despensa. Tira a fotografia da filha da parede, ouve The Idiot de Iggy Pop e escreve uma longa carta à mulher. Pedia-lhe para não entrar em contacto com ele durante algum tempo porque lhe era difícil falar com ela, revelou Deborah mais tarde. Esta regressa de manhã a casa. Sente a falta do cheiro a tabaco na sala. Vê a carta sobre a lareira, e, olhando para o lado, constata que Ian ainda ali está, ajoelhado, na cozinha. Fala com ele. Só então repara na cabeça tombada, as mãos sobre a máquina de lavar, a corda em volta do pescoço.(...)"

                            

Queria ver ''Joy Division'' - Documentário realizado por Grant Gee [2007, 93'], com entrevistas aos membros da banda, me parece mais confiável que Control, filme baseado no livro de Deborah contando a vida de Ian.

                        O nome '' Joy division'' veio do livro "House of Dolls", de Karol Cetinsky. Nesse livro Joy Division (Divisão da Alegria) é o nome dado para a área onde as mulheres judias são mantida prisioneiras e "oferecidas" sexualmente aos oficias nazistas.


integrantes

Ian Curtis ( vocal e guitarra )
Bernard Sumner ( guitarra e teclado )
Peter Hook ( baixo e vocal )
Stephen Morris ( bateria ) (tiveram uma porrada)




O melhor artigo sobre Ian curtis no site artes-DN , baseado em matéria suplemento DNmúsica a 13 de Maio de 2005.


"Nós fazemos música para nós mesmos , más esperamos que ainda assim outras pessoas gostem dela" . (Ian Curtis)

"A amizade sempre foi o mais importante , ela é que produz a música." (Bernard Sumner)

"Ian era um catalisador para todos nós. Ele consolidava nossas idéias. Nós compunhamos toda a música, mas Ian nos dirigia." (Peter Hook)

                              http://1.bp.blogspot.com/_hxjZf613r1w/TT35z5bIigI/AAAAAAAAAT8/O3RNdvt3Evo/s1600/1426193257_d168d826e8.jpg
www.joydiv.org/

No Love Lost

So long sitting here,
Didn't hear the warning.
Waiting for the tape to run.
We've been moving around in different situations,
Knowing that the time would come.
Just to see you torn apart,
Witness to your empty heart.
I need it.
I need it.
I need it.


Through the wire screen, the eyes of those standing outside looked in
at her as into the cage of some rare creature in a zoo.
In the hand of one of the assistants she saw the same instrument
which they had that morning inserted deep into her body. She shuddered
instinctively. No life at all in the house of dolls.
No love lost. No love lost.


You've been seeing things,
In darkness, not in learning,
Hoping that the truth will pass.
No life underground, wasting never changing,
Wishing that this day won't last.
To never see you show your age,
To watch until the beauty fades,
I need it.
I need it.
I need it.


(Second verse on Warsaw album)
Two-way mirror in the hall,
They like to watch everything you do,
Transmitters hidden in the walls,
So they know everything you say is true,
Turn it on,
Don't turn it on,
Turn it on.

Nenhum Amor Perdido

Tanto tempo sentado aqui.
Não ouvi o aviso.
Esperando a fita funcionar.
Temos nos movimentado em situações diferentes,
Sabendo que aquele tempo poderia vir.
Só para ver você se despedaçando,
Testemunha do seu coração vazio.
Eu preciso disso.
Eu preciso disso.
Eu preciso disso.


Através da tela de arame, os olhos aqueles em pé lá fora olhando
para ela como olhando para jaula de uma rara criatura de um zoológico.
Na mão de um dos assistentes ela viu o mesmo instrumento
que eles naquela manha inseriram profundamente em seu corpo.ela tremeu
instintivamente. Sem vida alguma na casa das bonecas.
Nenhum amor perdido. Nenhum amor perdido.


Você tem visto coisas,
Na escuridão, não na aprendizagem,
Esperando que a verdade passe.
Nenhuma vida subterrânea, gastando nunca mudando,
Desejando que este dia não dure.
Para nunca ver você mostrar sua idade,
Para ver até que a beleza desvaneça.,
Eu preciso disso.
Eu preciso disso.
Eu preciso disso.


(Segunda versão no album Warsaw)
Espelhos nos dois lados do corredor,
Eles gostam de ver tudo o que vocês fazem,
Transmissores escondidos nas paredes,
Então eles sabem tudo que vocês dizem é verdade.
Ligue isso.
Não ligue isso.
Ligue isso.

I Remember Nothing

We were strangers, we were strangers
For way too long, for way too long
We were strangers, for way too long
(Violent, violent, were strangers)


Get weak all the time, may just pass the time
Me in my own world, yeah you there beside
The gaps are enormous, we stare from each side
We were strangers for way too long


Violent, more violent, his hand cracks the chair
Moves on reaction, then slumps in despair
Trapped in a cage and surrendered too soon
Me in my own world, the one that you knew


(For way too long, we were strangers)
We were strangers, for way too long
We were strangers, for way too long
Way too long...

Nada Recordo

Nós éramos estranhos
Éramos estranhos
Por muito tempo distantes
Por muito tempo distantes
Nós éramos estranhos por muito tempo distantes
violentos violentos
Éramos estranhos


Enfraquecidos o tempo todo, só para poder passar o tempo
Eu em meu próprio mundo, sim você aí ao lado
As aberturas são enormes, olhamos de cada lado
Nos éramos estranhos por muito tempo distantes


Violento, mais violento, a mão dele destroça a cadeira
Move-se sob reação, então desfalece em desespero
Preso numa jaula e rendido cedo demais
Eu em meu próprio mundo, a pessoa que você conhecia
Por muito tempo distante
Nós éramos estranhos
Éramos estranhos
Por muito tempo distantes
Por muito tempo distantes

Shadowplay

To the centre of the city
Where all roads meet looking for you
To the depths of the ocean
Where all hopes sank searching for you
I was moving through the silence
Without motion, waiting for you
In a room with no window
In the corner I found truth
In the shadowplay, acting out your
Own death, knowing more
As the assassins all grouped
In four lines, dancing on the floor
And with cold steel, odour on their bodies
Made a move to connect
I could only stare in disbelief
As the crowds all left

I did everything, everything I wanted to
I let them use you for their own ends
To the centre of the city
In night waiting for you
To the centre of the city
In night waiting for you

Jogo de Sombras

Para o centro da cidade
Onde todas as ruas se encontram, procurando por você
Para as profundezas do oceano,
Onde todas as esperanças afundam, procurando por você
Eu estava me movendo através do silêncio
Sem movimento, esperando você
Em um quarto sem janelas
No canto, encontrei a verdade


No jogo de sombras, expressando em ações a sua
própria morte, conhecendo mais
Como os assassinos, todos agrupados
Em quatro linhas, dançando sobre o chão
E com aço frio, o odor sobre seus corpo deles,
Fez um movimento para conectar
Pude apenas olhar em descrença
Enquanto toda a multidão se foi


Eu fiz tudo, tudo o que eu queria fazer
Deixei eles usarem você, para os próprios fins deles
Para o centro da cidade
Na noite, esperando por você
Para o centro da cidade
Na noite, esperando por você

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O mundo é um moínho


 É contado que a filha de um amigo de Cartola queria fugir de casa,
até fugiu, creio (será que era a natasha, 17 anos??) pra viver um grande amor ou se prostituir ou qualquer coisa fora de casa. Cartola, ao ver o sofrimento do amigo, fez uma música pensando nessa menina (nathashaempotencial), já quão querida mas iludida estaria.
Cazuza e Ney matogrosso chegaram a regravar essa música, mas... 
A voz do Cartola, tão natural de quem canta por viver a cantar (e não que canta pra viver) é inigualável... Fica na cabeça, grudada, e no coração.


Cartola

Ainda é cedo amor
Mal começastes a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção querida
Embora eu saiba que estás resolvida
em cada esquina cai um pouco a sua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem amor
Preste atenção que o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões à pó

Preste atenção querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares que estás à beira do abismo
Abismo este que cavastes com teus pés





domingo, 20 de março de 2011

Abismo cercado




No mundo grosseiro existe uma intensidade que se renova, mas não deixa
de ser um maldito círculo, e por que não dizer "Circo"? Aberrações,
sons que fazem seu fígado tremer, dias testados em um laboratório falsário,
imagens distorcidas de coisas ao contrário, herois e vilões de mentira, bichos escravizados (...) e ainda sim pagamos pra ver tudo isso, mesmo caro - mesmo sabendo que nos atrasará. É divertido fazer parte de um circo, assistir palhaços e, enfim, eles não tem uma vida - e é nós que a forjamos. Agora é uma condição para continuar indo e vindo sem atraso no que agora parece exterior, mas
sempre será um interior esquecido, desconhecido - um inconsciente que ninguém
quer ser pontual...
A intensidade não é grossa, a intensidade depende da entrega. A entrega
é tão fácil se não misturamos com nossos propósitos... E é tão difícil nos entregar a nós mesmos, admitir o mundo sem nos distanciar ou conseguindo desatar tantos nós, como é difícil fechar os olhos se andamos em uma corda suspensa no céu, meu Deus, quando vamos nos libertar até das metáforas?

O sutil é uma sensação, a ternura é um estágio da liberdade pouco explorado.
Preferimos explorar a liberdade de outras formas, marginalmente, imitando
uma democracia ilusória até desgostar da realidade.

A continuidade não existe, os pedaços quebrados se estilhaçam, que
sentido fará o que não existirá daqui a 20 anos?
A existência não é uma piada, mas mesmo assim é de mau gosto, solvida
em crenças que no final das contas são apenas uma insegurança agindo como
um camaleão, só não indefeso por isso. 

Consigo perceber algumas coisas agora e assim outras vão pra casa do caralho,
logo sou apenas um sonho que teme nunca virar realidade.






sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Noção Zander


Faz uns anos me apaixonei por uma banda, "Noção de Nada". Tudo nela me fazia pensar: "foda". Suas letras
fora do óbvio e do amorzinho me prenderam, além de me amarrarem ainda pelo conjunto do instrumental, variando com Bossa nova e rock (sem rótulos específicos, se não vira viadagem).
Bem, daí que a banda nasceu em 94 e só a conheci em 2006, sendo amor a primeira escutada (e assim foi quase uma foda musical). Lembro-me que não teve tempo de ir a algum show do Noção (ok, teve, mas por falta de companhia pra ir, não fui - a unica pessoa que havia me apresentado era também a que eu não queria relacionar ao NN), a banda acabou por motivos normais dos quais sabemos 2% apenas, já que ter uma banda não é nada fácil, apesar de gostoso pra quem persevera.

Bem, foi na mesma época que conheci Dance of Days e me apaixonei por suas letras poéticas, valem um mundo inteiro de reflexões e "flores aos rebeldes que falharam" me acalmava. No dance conseguir ir em um ou dois shows maravilhosos, pulei e cantei. Comentei do Dance por gostar muito das letras, mas o vocal estilhaçado me assusta, como se fosse um primo rebelde meu. (nao tenho primos, muito menos rebeldes!) e essa é a diferença, não comparo absolutamente nada, mas quis comentar a trajetória não trágica do Dance, porém do Noção, que apesar de misturar Bossa nova e ser potencialmente LINDO, se foi. Adianta? Não sei, mas é verdade que o Dance era alma completamente, a banda inteira, e isso perpetua a banda.

Tá, a questão é que Bill (bill zander) e Phil (collins - sacanag) fizeram uma banda nova, disseram que ja tinham esse projeto e tudo mais. Fiquei puta e não quis escutar, até saber de um show do Zander aqui em JPA, onde moro (RJ!) em um lugar chamado TNQ que por sinal tocou também a banda da tal pessoa que me apresentou o Noçao de nada e que hoje é um amigo irmão. Ou seja, tive que ouvir e tive que ter mais uma foda musical - e foi gostosa de verdade.
Zander é uma banda mais ou menos do mesmo estilo, com bônus de faixas instrumentais que adoro, como "lembra o quê?". Apesar de umas letras tutacamônicas (gostei desse adjetivo, mas não existe nocexiste) ainda me conquista e queria deixar registrado com carinho, apesar de boladona de amor pelo Noção.


Entrevista (meio zuadinha) sobre o Fim do Noção de Nada: uol entrevista


Discografia do Noção de Nada:

    * Manifestos Líricos (1999) - Barulho Records
    * Trajes e Comportamentos de Acordo com os Eventos e as Ocasiões (2001) - Terceiro Mundo Produções Fonográficas
    * Faces do Terceiro Mundo (2002) - (4-way-split c\ Dead Fish, Reffer e Street Bulldogs) Terceiro Mundo Produções Fonográficas
    * Trilogia Suja de Copacabana (2004) - Manifesto Discos
    * Sem Gelo (2006) - Ideal Records/Manifesto Discos/Urubuz Records

______________________



SIte da ZANDER: zanderblues

"vale tudo que não seja nos repetir" (Zander)

OBS: Bem, Zander é uma prova de que existem pessoas que só devem cantar
em português. (eles tem uma musica chamada sunglasses que tem um refrão legal e cola, mas não dá não)

Pegue a senha e aguarde - ridiculamente engraçado e lecal

Dialeto - romântico abeça, meio tudonavida e, por isso, comercial.

Outro Dia mais - Rrasô.
 ''Quem é que dura mais?'' (Pólvora) 







@zanderblues

RJ

29.10 – Espaço TNQ (Jacarepaguá/RJ)

06.11 Heavy Duty (Praça da Bandeira/RJ) c/ Confronto e Carbonize

 


segunda-feira, 6 de outubro de 2008

pinéu

Olha o hoje: ele ainda é escuro e talvez chova cólera nessa madrugada. Talvez você não entenda, mas talvez não seja mesmo pra entender aqui e agora.
As palavras precisam ser vistas como vislumbre do que sentimos. O que passamos é de certo menos que isso. Os únicos que sabem o que se passa são os que desejam passar, cientes de sua única forma de evolução.
Não fiz compreender, eu sei, mas quando não é de repente eu não sei dizer o que é melhor para o entendimento. Então é melhor nem tentar. É?

Eu passei dois séculos procurando alguma coisa que eu achei só pela metade, e a metade não é o que eu quero, por que o que eu sinto não é pela metade. Mas muita gente encontrou em mim metade só e achou que era inteiro - tão inteiro quanto o verdadeiro sentimento. Mas não era e nem nunca será. Não me importo com a importância que todos, achando serem peças de um quebra cabeça.
Me iludo sim, me iludo por que meu inteiro não é meu.
De quem ou aonde serei meu inteiro eu não sei, já tive vislumbres e por isso não estou perdida como parece, batendo cabeça por aí ou tentando ocupar meu tempo com o ócio da arte. Talvez faça isso por que... O ócio dá vazão à arte e sem saída não tenho recursos para procurar. Me sinto presa a estradas, mesas, despertadores.

Sinto-me presa a palavras repetidas, a bocas risonhas, a mesas, a canetas azuis, a fumaça do cigarro, o bafo de cerveja das pessoas, a música caótica sem som, ao tráfego caótico, aos gritos das brigas, as crianças se drogando, as drogas legais, as drogas do mundo banal, a estereótipos, a isqueiros perdidos, a rodas sem freio, a ruas cheias de carros, ao barulho dos carros, aos cavalos presos, aos bois e as vacas, as galinhas, aos peixes, a procura do dinheiro, e política que não se acredita mais e a democracia que não é mais política, aos dados sendo jogados, a cara e o coroa, ao fim dos filmes que não tiveram fim, ao clássico ser clássico, a religião limitada, a descrença, o fanatismo escondido em ambos, ao violão que arrebentei a corda, ao inglês, a língua, o preconceito na mistificação, as pessoas na espera de atendimento nos postos de saúde, aos olhos vermelhos pedindo dinheiro, as tangerinas estragadas, os cupins, os abutres, os sanguessugas, ao bem que é mal e o bom que não é tão mau, ao português acentuado, ao português antigo, ao português, a quantidade do verde, a quantidade do branco, as listras das cadeiras nas praias, ao lixo jogado na rua e a rua jogada ao esgoto, as doenças precárias, a assistência suja, a animais em notas, a promiscuidade escondida, as mentiras meio-verdades e as verdades meio mentiras, as pedras cinzas do meu primeiro colégio, ao balanço de píneo, a comprimidos revestidos azuis, verdes, beges.
Sinto-me presa como uma mosca numa teia, como uma borboleta no arame, como peixes que se debatem na rede, como pássaros na gaiola, como o ferro no imã, como aos presentes só no natal, como ouvidos no carnaval, como chocolates na páscoa, como objetos à objetividade analítica, como o subjetivo à esquerda, como direita aos direitos, como chineses, como iraquianos, como movimentos às sombras, como o Brasil no comodismo, como as idéias nas folhas que ainda não são rascunho, como a metade no inteiro e o inteiro sem metade, como as complexidades às comparações, como a vida no tempo, o sonho no sono, o sono no pesadelo, a vida na morte, a morte na vida, a esperança ao humano, o humano ao mundo e o mundo ao humano.
Sinto-me presa nas contradições, no barulho irritante, no desregrado e no regrado, no frio e no calor.
Sinto-me presa ao dicionário, aos mapas, o tempo, a redundância, a incapacidade, a insônia e a vontade de dormir.
Porque a vida está impregnada e depende disso e o mundo depende de nós. Por que não tenho asas, não posso curar o pior, não posso pensar que não posso e as pessoas também não. A confiança não existe, eu sei, mas a perseverança pode existir na esperança e na igualdade de senso comum, ao menos.
Estou presa por que isso é uma prisão cheia de pessoas que dependem de mim e ao mesmo tempo querendo me matar. Estou presa aos meus sons, gestos, palavras, a vocês.
A liberdade é um sonho que se matou por um ideal... Esse ideal é a nossa liberdade e como a expressamos e o que sentimos.
Não sei quem fez isso e não quero saber enquanto não concertar alguma coisa, aí sim, posso tentar descobrir.
Pinéu.