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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Ervilha de laboratório


Se pararmos pra pensar um entusiasmo não deixa de ser uma ansiedade.

Qualquer comentário fica fora de todos os contextos e ao mesmo tempo se enquadra em qualquer um...
Falo da análise de qualquer coisa, permitindo o abstrato e o absurdo até. Pra entender melhor, é só olhar pra uma imagem, cada um vai ver de sua forma particular (até mesmo os que sabemos que falam por que outros falam, os chamados pseudo pseudos intelectuais).
A questão é que até mesmo os que avaliam de forma "lógica" procuram no objeto a ser analisado uma referência sutil pra garantir uma revelação.
A referência sutil é na verdade um lugar onde nossas próprias características pesam, até mesmo
por não pesarem. É como um ecossistema mental.

Ok, sempre existe um ponto de
partida.

O começo é pela empatia, por exemplo: se eu acabar percebendo em qualquer alvo
uma coincidência, estarei sem dúvida admitindo
uma ingenuidade que não me deixa ser crítica, nem
mesmo discernir o que de fato é bom.
Perai. Mas como assim bom?
Depende dos critérios.
[critério
s. m.
1. Faculdade de distinguir o verdadeiro do falso, o bom do mau.
2. Capacidade, autoridade para criticar.]

Sinceramente todos se identificam ou mapeiam inspirados em seus próprios meios... Ou seja, na verdade perceber uma coincidência não é ingenuidade e sim ser um idiota bem burro, daqueles que são carentes e não admitem que podem admitir suas lamentações psicológicas em cada análise que fazem, seja de qualquer coisa e principalmente pra qualquer um.
Cara, tudo rende demais e ainda há quem
tenha tédio (repare, justamente são os pseudo
psceudos intelectuais. No entanto considerá-los
extremamente burros é outra burrice, apenas são carentes e se ghandi deixar um dia serão proveitosos pra si mesmos e não só como ratos de laboratório.).
(18/11/09, postado no meu fotolog)

E olha que escroto: No gartic já desenharam algo parecido com uma ervilha,
aí eu arrisquei: "ervilha" e as pessoas ficaram: O.o, 'ervilha? NOSSA, ervilha não é
assim!". É incrível não saberem como é de fato uma ervilha, sabe, elas não nascem em latas daquele jeito, gente, elas são compridinhas e sua vagem também é usada.





"As ervilhas serviram a Johann Gregor Mendel para as experiências que o levaram à descoberta das leis da herança biológica, hoje conhecidas em todo o mundo como leis de Mendel." (wiki)

"Ervilha não é com H."
"Claro que é, ninguém fala ervila."
(Chaves)

sábado, 25 de setembro de 2010

Recanto


Fragmentos _ 28/10/09

Até ontem gostava de passear pela cidade
encontrar rostos indecifráveis e entupir expectativas
fazer tudo virar formas com o lápis de cera e, enfim, bem velho achar que nada tem a ver com as esquinas

Queria conhecer a Mandy, entrei na Mandy
fiz ela descobrir o orgasmo e fui embora

Ansiedade que nao existe
insisti que viesse refazer sem jogar nada fora

Sumindo ali e aqui, aparecendo pra sonhar sonhos
imbecis e amanhã ser mandado embora

Tá de sacanagem comigo? espero que nada disso faça sentido poético, pare de pensar que são versos e rimas e climas e crinas

- Sim, ainda, mas agora não me iludo com idealizações.
Eu precisava passar por isso e finalmente vejo que a questão sempre foi essa adoração por waffer.

Os legos disseram que querem nosso quarto de volta,
o bananinha morreu, voce lembra? Te fiz chorar pelo
elefantinho, foi sem querer, mas eu precisava
usar sua dor pra esconder a minha, olha só que
infantil

Aí tinha a Lilica e um dia estava no pátio do colégio
com ela, o ônibus do passeio ia embora, eu resolvi
passear e quando voltei fiquei desesperada.
Cade a lilica? cadê o gorrinho, cadê a carlinha,
cadê aquela boneca grande? tá, ela não faço questão encontrar. Cadê as coisinhas que perdi quando
os computadores explodiram? Cadê minha vida gay
e umas sacanagens pra me fazer feliz sem achar
que não estou feliz?

Psicologicamente falando nunca quis esconder nada caótico, apenas o que considerava caótico demais pra considerar,
algo instável que não tem a ver com a realidade.

Tá, eu perdi as coisas, não quero mais perder nada.
Será que vou rasgar, colocar no mundo do capeta?

Lembro que amava ouvir uma musiquinha do Oasis bem característica e emocionante. O problema é que o donwload não foi completo e entrar na internet
aquela época era algo meio árduo, eu até chorava com isso, aos 15. Enfim, então escutava a música 3 vezes por dia e ficava emocionadinha. Eu sabia que a música estava incompleta, mas precisava ouvir "i need more time i need more time..", então ela acabava na parte
climax e então devia ser precoce pra escutar o que vem depois. Ainda lembro onde ela terminava, é muito engraçado

preciso de mais tempo, preciso de mais tempo

Voce é um lírico que toma banhassos de água fria e
só sabe tocar o final das músicas e não a introdução
e só por isso é um lírico,
só por isso é um personagem legal do RPG sonho
Enfim, vamos lá

Seus dedos em cordinhas que brilhavam na sala de aula
tram tram
Acreditava que um dia arrancaria seus olhos
Acreditava que era com eles que tocava

Comecei a achar que os poemas anônimos
restauravam minhas esperanças, nunca pensei
que justamente deixaria de fora sonhos inconscientes

um dia voce apareceu na janela, sorriso de nervoso
será que apareceria novamente?

talvez eu pudesse ver além disso, de repente era o Drummond dizendo Olá, vamos ser realistas e falar sobre sonhos?
Não foram essas palavras, talvez tenha sido algo realmente certo

O vento aconchegante agora é poeira da rua, baby, vamos amar de verdade sendo patriotas?

um dia voce apareceu na janela
todos queriam entender a música que as estrelas
tocavam, o por que ficavam no alto e tal