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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Hino fusiforme



Era uma vez um problema: um sonho efusivo que não se endireitava na fila dos sonhos.
Ele gritava, não queria ficar parado, queria viver o quanto antes, queria ver-se realizado apenas por existir.

As revoltas, vitórias e perdas estão no palco e é de bom grado serem aplaudidas, portanto paramos para isso. É prestigiar-se no final das contas, como um valor a ser apresentado.

Sutilmente, algo lhe aprisiona em um momento que não deveria.
Nós, embaraços, uma bagunça.
E que preguiça dá desembaraçar, arrumar, desatar!
Mas que bom é ter, conquistar, usufruir.

Lidar com as capacidades sempre foi bem difícil. Você é responsável por administrar sua potencialidades, e não desenvolve-las é como deixar de viver (definitivamente).
Você realmente não vive se perde o que é, apenas sobrevive como se fosse alguém normal, estúpido, que só passa e não passeia.

Mas ok, o passear agora é crime, de qualquer forma.
 Mesmo com significado, mesmo teorizando, ainda não é testar o que pode.
Dá nervoso quando alguém está tentando desatar um nó e você sabe como fazê-lo. Dá nervoso desatar um nó que você não sabe se é pra desatar, principalmente. Pra alguns, dá nervoso apenas não desatar nó algum.

Mas insisto nos questionamentos
A obra prima de amanhã é um ataque de fúria agora ou uma idiotice tendenciosa, portanto é bom simplesmente criar sem futuro, sem passado, Encarar a criação como um presente para alguém querido é um bom começo (pra quem precisa de um).

E era uma vez um problema, um sonho efusivo que não se endireitava na fila dos sonhos. Ele gritava, não queria ficar parado, queria viver o quanto antes, queria ver-se realizado só por existir. Esqueceu-se que existir não é assim apenas respirar. Estava simplesmente na fila errada.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Sem glamour algum

Por quê eu demoro tanto tempo escolhendo roupa?

- A pesquisa de preço é árdua. Não consigo comprar
algo sem ver em mais 3 lojas de diferentes bairros
o preço - e em ocasiões específicas de ir a tal bairro de qualquer forma.

Em copacabana tem uma loja bem parecida com
uma aqui da freguesia/JPA/zonaoeste: só que
as camisas de 10 reais são menos feias do que
as daqui, que também são 10 reais. Além dessas, também vestidos de 70, 35, 60, 55 reais, aí é óbvio que vou dizer: "estamos em copacabana, uma loja aqui é muito mais cara". É até por esse mesmo motivo que prefiro não comprar roupas em shopping.

Fui então até a Taquara/JPA/zonaoeste, o lugar mais perto (praquemmoranazonaoeste) pra se comprar roupas baratas. Show... Fui em mais de 5 lojas e, cara, coisas menos piores lá estavam por 60 reais - e ainda sim não eram do meu feitio.

Tem gente que acha 60 reais baratíssimo, o pessoal de copacabana por ex.. Agora, o pessoal da Taquara não acha o vestido de 60 caro? Não!
Pois acho caro e feio, meu Deus, pra quê tanta estampa? Céus, eu não quero estampa.

- Esse é feio, não dá não.
- Ué, mas é parecido com o que você está.
- Sim, e você acha que eu gosto do que eu tô?
É prático: barato e leve, por isso comprei e uso.

Aí as mulheres na loja repetem coisas como: "mulheres demoram muito pra escolher, não adianta!!" - etc.. Acho que outras mulheres, e homens
inclusive, fazem essa pesquisa de preço... Não são grande parte, mas sinceramente toda vez que compro roupa eu penso o que eu poderia estar comprando de produtivo com o dinheiro extra que pagaria se fosse em qualquer loja sem pesquisa alguma.
E aí, sou prática?

Não importa, ali sou mais uma mulher que demora pra comprar roupa.
Não tenho orgulho disso, não acho o máximo do feminino e engraçadinho a mulher se importar tanto com a aparência, ter tantos padrões e competição. Isso ainda é consequência de um machismo, ainda é a mulher se tornar escrava de uma beleza idealizada por homens ou para homens ou mulheres que pensam em padrões que nem sabem da onde vem - menos ainda se perguntam porquê. É bonito se tornar fantoche do capitalismo? É feminino gastar muito dinheiro em roupa?

Não julgo tecidos e o quanto são confortáveis, esquentam ou são frescos, concordo também com essa procura - afinal, quem pode, por que não comprar um tecido que lhe agrada mais, mesmo sendo mais caro? Trabalhou, manda vê, compra sim... Mas cara, poucas as pessoas que falam em tecido relacionando a conforto. O normal é relacionar ao preço, a "finura". 

Lembro de uma roda de discussão da faculdade em que o professor levantou a questão dos preços das coisas, influências etc.. Na sala a maioria das meninas falava bastante de bolsas. Há, e na sala inteira só tinha um cara - que faltava - o resto era mulher. ótimo? Bem, então uma mulher foi comentar que não ligava nem um pouco pra isso, que estava mais preocupada com outras coisas e tentava economizar sempre etc. Perguntei onde ela ia comprar roupa. "Vou ali no barra shopping mesmo, pra minha filha compro na bicho comeu blablabla". A bicho comeu é uma das lojas de roupa infantil mais caras do Rio, é uma marca conhecida e tal, assim como qualquer loja de shopping você vai encontrar preços maiores... Isso não é se importar? É ser alienada? E a alienação é culpa dela só? Não é só culpa dela e é sim um sintoma de influência, capitalismo, vaidade. Ninguém está livre da vaidade seja lá em quê área da vida, mas não querendo ser tão chata (mas já sendo chata), se  não se importa com marca etc. o que diabos fará na bicho comeu? No  barra shopping? Tem cartão da renner? leeder? Não têm. Foi uma discussão interessante e desinteressante é alfinetar as pessoas,
sabia que estava ali pra colocar em prática o que tanto falo: a união. 

A mulher é insegura, o homem é inseguro. Todos somos vítimas e também propulsores do capitalismo.

Nós alimentamos isso aí, sorrindo e achando graça de comerciais de lojas que exploram a busca da beleza padronizada. 


FEITIO

1. Forma, configuração, feição, conformação.
2. Corte; talho.
3. Fig. Espécie, laia, qualidade.
4. Carácter!Caráter, modo de pensar ou de proceder, génio, índole.
5. Mão-de-obra; preço do trabalho (do alfaiate, modista, etc.)
6. Excremento de coelho, raposa e outros animais.




''A existência da moda é uma das grandes sacadas da estrutura do sistema capitalista. As roupas, calçados, maquiagens, penteados, etc. mudam no mínimo a cada estação, isso faz com que os produtos se renovem a cada momento, mas a grande sacada desse setor é que muitas vezes podem ser apresentadas modas espelhadas em outras épocas, o que faz com que compremos novamente os produtos que tínhamos na década de 1970, ou seja, acabamos comprando duas vezes o mesmo produto só que em épocas diferentes, não necessariamente porque gostamos, mas porque o grupo social assim exige.
Cabe aqui ressaltar que a moda não trará novamente algo de cinco anos atrás, pois se corre o risco de eu ainda ter guardado no meu armário e, dessa maneira, não necessitarei fazer a compra.
Essa é a nossa famosa lógica do consumo, a qual está fundamentada na nossa cultura, na estrutura do sistema capitalista, e faz com que, por intermédio de vários patamares, sendo um deles a MODA, o fluxo financeiro continue fluindo concretizando a estrutura do sistema capitalista.
Revista Sociologia/Tatiana Martins Alméri é socióloga pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, mestre em Sociologia Política e professora na Unip e na Fatec (taalmeri2@hotmail.com)''

willtirando

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

(1) Sobre o inteiro só existir verdade

(título 2: Gênios marinhos que vomitam fadas já cheias do fogo capitalista)

 Nem parece que é o final do ano. Na verdade nem em dezembro parecia ser natal. Não é um comentário qualquer, realmente sinto isso... Mas de fato é qualquer coisa pra introduzir e traduzir algo que não esteja explodindo no peito.

...Comparar aos outros finais de ano não dá certo, mas sei que novembro e dezembro já não são tão tristes como eram, e que consegui uma estabilidade emocional, como ser serena com os acontecimentos e que uma unidade não se divide.

Tantas notícias boas, algumas coisas superaram minhas expectativas esse ano, sério... Principalmente aqui no Rio de Janeiro, coisas incríveis, meu Deus, que até uma pessoa que se diz apolítica deveria reconhecer. A educação vai melhorar, sério, e já entendi essa coisa de Dilma, não tem jeito. As discrepâncias da nossa desigualdade vão continuar existindo, culpa das pessoas que continuam a perpetuá-la com sonhos sobre rodas, sobre marcas, sobre estrelas que não brilham - são apenas as pontas delas, feitas de qualquer outro material que não seja luz.

Essa coisa de que o mundo está perdido não é verdade, do mesmo jeito que
atos bondosos, atos horrendos também existem e assustam.

Na palavra cruzada caiu o seguinte: "Destruidor de ídolos". =zzz Como assim, é uma máquina? Eu achei engraçado, ficamos pensando o que era e no fim tive que ver no final da revista... Era "iconoclasta", cara, sem noção, até onde eu sei iconoclasta é o cara que não gosta de cultuar imagens e é isso aí.

Achei escrota também a definição da diferença entre"cinestesia" e "sinestesia" wikipédica. Dá uma olhadela, voce vai ter vontade de olhar mais umas vezes e não vai adiantar.

''Neste primeiro momento destacamos a existência de uma certa confusão com relação aos termos cinestesia e sinestesia, o primeiro termo refere-se ao sentido muscular, a um conjunto de sensações que nos permite a percepção dos movimentos (Michaelis, 98); o segundo termo, objeto de nosso estudo neste trabalho, refere-se a uma sensação secundária que acompanha uma percepção, ou seja, uma sensação em um lugar originária de um estímulo proveniente de um estímulo de outro (Michaelis, 1998 e Dorsch, 1976). Portanto, é importante termos em mente que o termo sinestesia empregado neste trabalho não se restringe à percepção do movimento e suas propriedades (peso e posição dos membros), mas engloba um conjunto geral de percepções e sensações interconectadas por processos sensoriais.''

Depois o cara vem falar que  tudo tem a ver com a idéia do subjetivo e do objetivo, o que é coeso, só que esse paradigma é causado pela história e seu contexto vai ser óbvio até alguém vir e revolucionar isso. Sabe, estamos rodando muito rápido,tanto que não dá pra enxergar direito e ficamos confusos, assim o único jeito é rever teorias antigas.

...Faz um tempo não tenho uma sensação sinestésica e confesso que as poucas vezes que senti foram desesperadoras: algumas tem a ver com remédios, outras podem ser interpretadas pela metafísica. Estamos novamente na corda bamba entre o objetivo e  subjetivo? Estamos novamente no cordão da bola preta?


E aí volto nessa coisa característica que destrói meus sonhos lindos e minhas ilusões horríveis: a desconfiança. Não que tenha a ver com o subjetivo e o objetivo, talvez se interliguem sinestesicamente (zagana), mas só tem a ver pelo cordão da bola preta, sabe, um dia de samba e outro dia você queima cartas em puro meio dia, em um sol
idiota.

Manuel Bandeira está errado, eu te digo, bastante errado e foda-se essa merda de ótica, de ângulo, de verdade relativa. Ele fala que pra sentir o amor devemos esquecer a alma, que os corpos se entendem, mas as almas não. O cara com certeza guardava um sentido pra essa afirmação, obviamente essa coisa simbólica da alma se torna uma sutileza pra ateus fervorosos, sabe, ateus com fé no ateísmo. Bem, a questão é que as almas são capazes de se entender, os corpos não, os corpos não se entendem, eles se fodem, se encaixam, movimentam, mas o que move isso tudo?

...Quero dizer que amor existe e só a alma pode compreender isso, afinal a paixão é facilmente explicada cientificamente, já o amor não e Einstein e carinhas legais abeça concordam e eu acho que são gênios sim, mas não da lâmpada.

Lembrei de um professor meu que mostrou a verdade sobre Nelson Rodrigues,
ao comentar que na realidade suas obras critícam a forma como as pessoas vêem o amor. Ele expõe uma realidade, é  verdade, e eu concordo com ela e com ele, mas não mais com o professor, ele é ''iconoclasta'' demais, é um destruidor de ídolos, um psicopata, um serial killer. Mas no final todos estão ali falando de amor e tal, e pimba na gorduchinha.

Deixo de dizer, explicar, não há como. Sabe quando você sente uma coisa e não tem como prová-la? É bem diferente de quando você prova uma coisa e sente. Só que a segunda opção tem a ver com se conectar com o mundo inteiro e isso é chato, isso é fanho e um acontecimento fanho é muito escroto, um dia você terá um e assim entenderá. Pior que acontecimento fanho é acontecimento nu, cru, uma delícia de acontecido e assim mesmo é ''pior'' e o pior é libertador, uma verdade que te consome, você vomita verdades e limpa depois, e aí fica com vontade de vomitar de novo e perde o sentido da porra toda. Então, tudo isso é pra dizer que a verdade dói, mas cura, cura muito.

Eu agradeço todas os momentos maravilhosos de um ano inesquecível com pessoas
inesquecíveis e aperto as patinhas do dragão marinho que solta fogo. Por quê? Porque ele é foda, ele mostra que contos de fadas são machistas e que as fadas são racistas sim e muito. Mas essas espécies existem em um mundo bem mais real que todas as questões culturais que você e seus amigos e familiares seguem ridiculamente a risca, todas essas pequenezas sobre comportamento, rótulos, meu Deus. 

E eu fico com raiva, caralho, tomar no cú, pro inferno essa porra toda, 
nego é chato pacaralho, porra, por que diabo é difícil só calar a porra da boca?
As pessoas são extremamente insensíveis, puta que pariu. E ainda acham que insensibilidade é falar palavrão, que amor é casar e que omitir é diferente de mentir. Se isso é ter a cabeça no lugar, eu quero mais é andar sem cabeça por aí,
e que se dane se alguém vai achar horrendo. Horrível é não se preocupar, não se colocar no lugar das pessoas. Isso é horrível.

Bem,
Nem parece que é o final desse texto.. Na verdade nem o começo parecia tão começo e esse é um comentário qualquer, só pra perpetuar a tradução do que explode no peito.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Pouca catarse

''Sem saco pra falar de sentimentos
acontece que não existe mais chance de entender tudo
que aconteceu
O sofrimento afogou os sonhos, íamos casar e morar
perto uma da outra, ia ter uma passagem subterrânea
até e a gente ia falar muito mal e muito bem do mundo inteiro, achar sentido pras coisas mais absurdas e achar absurdos em sentidos.
Não teve a ver com nada, teve a ver com tudo,
por que ainda demoro pra entender coisas que nem
páro pra pensar?
É prefirível fingir que o motivo foi o fim, mas não existe fim nenhum, nunca acreditamos nisso.
Não tem nada a ver com relações de amorzinho
entre casais idiotas, meu Deus, é incontestável que a paixão é a única coisa que move a todos, mas não é
dela que eu preciso nem vou querer pra vida inteira.
Penso que nunca devíamos ter deixado nada disso acontecer...
Mas em que diabo de mundo que vivo que o tempo não fecha as portas pra ninguém além de pra mim? ''





quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Eyeballing



Só uma música, peguei ela emprestada pra fingir que tinha
uma trilha sonora agora.
Ela não é de ninguém, não é sua, mas eu devo isso
Devo melodias por aí,
quando vou olhar como se as tivesse ganho?

Depois de uns dias ainda tinha em mente meu coração,
logo depois volto daquele céu maravilhoso e estou correndo
entre faíscas, de braços abertos.

Não interessa buscar essas coisas, nada disso é interessante o suficiente

Que o mundo inteiro busque e eu diga "não",
logo estarei novamente colocando todo mundo em mute

Os movimentos são lentos, se alguém pretende registrar luzes estúpidas
precisa correr através do tempo,
Precisa recomeçar agora em outro ritmo, sem no entanto ficar pra trás

Mas definitivamente não é no futuro que caio, nem do passado que
emergiu,
nem de movimentos sobre o quanto a burocracia é estúpida,
infelizmente
 
Enquanto isso vivo com os olhos ardendo,
as vezes até pergunto como é a sensação de conseguir fechar os olhos


Vi no jornal essa tal atividade, vodka eyeballing

Se eu fosse você eu só fecharia os olhos

sábado, 4 de setembro de 2010

Arquétipo


Eu mesma não entendo, mas a verdade é que isso
não me emociona. E o que não emociona acaba é me incomodando, verdade. Pensando bem, realmente, pensar e sentir nesse sentido dão no mesmo, praticamente. Ou seja: o incomodo é minha culpa ou culpa da culpa que eu sinto? Por que sentir
culpa por ver amor em tudo? Jung não resistia a isso,
mas Sabina é que se sentia culpada?
Sentindo bem, realmente, nada é prático.

sábado, 28 de agosto de 2010

Pokesabe




É estranho, as pessoas não se questionam sobre nada.

Pergunto o por que pras pessoas, por ex:
Por que você gosta de amarelo?
"por que sim, é bonito"
Sim, mas por que é bonito?
"Por que eu gosto"
"Certamente. MAS POR QUE VOCE GOSTA?
"Sei la carol, voce é maluca, por que SIM ué.

É normal de cara ter esse tipo de reação, mas depois é bom se perguntar, é libertador, você se conhece melhor. Sei, ninguém tem mais tempo pra se perguntar nada, correria da vida prática nos robotiza.
Mas se ainda sim queremos nos acalmar, uma boa forma é se perguntar as coisas. Dá pra fazer no ônibus, antes de dormir, enquanto come etc, ao invés de remoer coisas mal resolvidas, procurar erros baseados em conceitos gerais. Uma coisa é a forma como se administra alguma coisa, outra é como você se sente. Mas tudo isso se interliga... Enquanto ninguém se questiona seus próprios porquês, continuam vivendo o por quê geral, o que criticam até. Assim o sistema continua da mesma forma e pior que estar de qualquer maneira é não ser assimilado, estudado. Não conseguem (por que não tentam) simplesmente pensar de outra forma que não seja alguma lida ou que lhe ensinaram.
Não são pessoas burras, ninguém o é. Algumas pessoas não tem acesso a informações, outras que têm não aproveitam. Uma boa pergunta é "como aproveitar?"
Parece bobo apenas se perguntar o por quê de gostar de tal coisa, mas esse é o começo de um ciclo.
Nada é óbvio, só o dinheiro (quando vivo).
A intenção é conseguir um dia se perguntar por que de sentir ciúme, por que de sentir tanta preguiça, por que de sentir vergonha de algo... E tudo isso sem se saciar com respostas do tipo: "ah, por que me faz mal!", "me faz sofrer"! Sim, faz, mas por quê?
Se não entendermos o por quê, não nos entenderemos e parte da nossa personalidade será apenas sofrer, se lamentando por coisas que nem mesmo entendemos, mas que é '' normal '' não gostar. Importa mais o que você não gosta do que o que gosta, portanto é melhor começar por saber
exatamente o por quê de se agradar com coisas que muitas vezes sofremos por não ter, mas que se tivermos também sofreríamos, só que com o foco diferente.
É bom entender seu próprio mecanismo.
Ex: Não adianta tomar neusaldina sempre, a gente precisa saber o por quê de sentir sempre dor de cabeça!

Tente se perguntar o por quê das coisas, de todas elas e o por quê do por quê do por quê. Tá em uma fila reclamando? Quer uma revista pra se distrair? Tente pensar! Porra, se ler!

Enfim, "Por que sim" não é resposta
E creia, nem mesmo "sim" é resposta!

 fonte>:  Meu fotolog, Livre ILustrado *-*

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Sobre

Como poderia um ser humano tão esclarecido
achar que o amor verdadeiro é o que renuncia não por tomar partido de um deles e sim
por renunciar sua própria dor por saber que ela é negativa e não sadia, e assim não fazer o outro sofrer com mil situações mentais negativas possessivas das quais minha mente
tem mais que a dele e mais que a sua e mais que a de todos que conheço, e é exatamente por estar viva nesse plano que precisamos aprender!?

Isso é indescritível!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

pinéu

Olha o hoje: ele ainda é escuro e talvez chova cólera nessa madrugada. Talvez você não entenda, mas talvez não seja mesmo pra entender aqui e agora.
As palavras precisam ser vistas como vislumbre do que sentimos. O que passamos é de certo menos que isso. Os únicos que sabem o que se passa são os que desejam passar, cientes de sua única forma de evolução.
Não fiz compreender, eu sei, mas quando não é de repente eu não sei dizer o que é melhor para o entendimento. Então é melhor nem tentar. É?

Eu passei dois séculos procurando alguma coisa que eu achei só pela metade, e a metade não é o que eu quero, por que o que eu sinto não é pela metade. Mas muita gente encontrou em mim metade só e achou que era inteiro - tão inteiro quanto o verdadeiro sentimento. Mas não era e nem nunca será. Não me importo com a importância que todos, achando serem peças de um quebra cabeça.
Me iludo sim, me iludo por que meu inteiro não é meu.
De quem ou aonde serei meu inteiro eu não sei, já tive vislumbres e por isso não estou perdida como parece, batendo cabeça por aí ou tentando ocupar meu tempo com o ócio da arte. Talvez faça isso por que... O ócio dá vazão à arte e sem saída não tenho recursos para procurar. Me sinto presa a estradas, mesas, despertadores.

Sinto-me presa a palavras repetidas, a bocas risonhas, a mesas, a canetas azuis, a fumaça do cigarro, o bafo de cerveja das pessoas, a música caótica sem som, ao tráfego caótico, aos gritos das brigas, as crianças se drogando, as drogas legais, as drogas do mundo banal, a estereótipos, a isqueiros perdidos, a rodas sem freio, a ruas cheias de carros, ao barulho dos carros, aos cavalos presos, aos bois e as vacas, as galinhas, aos peixes, a procura do dinheiro, e política que não se acredita mais e a democracia que não é mais política, aos dados sendo jogados, a cara e o coroa, ao fim dos filmes que não tiveram fim, ao clássico ser clássico, a religião limitada, a descrença, o fanatismo escondido em ambos, ao violão que arrebentei a corda, ao inglês, a língua, o preconceito na mistificação, as pessoas na espera de atendimento nos postos de saúde, aos olhos vermelhos pedindo dinheiro, as tangerinas estragadas, os cupins, os abutres, os sanguessugas, ao bem que é mal e o bom que não é tão mau, ao português acentuado, ao português antigo, ao português, a quantidade do verde, a quantidade do branco, as listras das cadeiras nas praias, ao lixo jogado na rua e a rua jogada ao esgoto, as doenças precárias, a assistência suja, a animais em notas, a promiscuidade escondida, as mentiras meio-verdades e as verdades meio mentiras, as pedras cinzas do meu primeiro colégio, ao balanço de píneo, a comprimidos revestidos azuis, verdes, beges.
Sinto-me presa como uma mosca numa teia, como uma borboleta no arame, como peixes que se debatem na rede, como pássaros na gaiola, como o ferro no imã, como aos presentes só no natal, como ouvidos no carnaval, como chocolates na páscoa, como objetos à objetividade analítica, como o subjetivo à esquerda, como direita aos direitos, como chineses, como iraquianos, como movimentos às sombras, como o Brasil no comodismo, como as idéias nas folhas que ainda não são rascunho, como a metade no inteiro e o inteiro sem metade, como as complexidades às comparações, como a vida no tempo, o sonho no sono, o sono no pesadelo, a vida na morte, a morte na vida, a esperança ao humano, o humano ao mundo e o mundo ao humano.
Sinto-me presa nas contradições, no barulho irritante, no desregrado e no regrado, no frio e no calor.
Sinto-me presa ao dicionário, aos mapas, o tempo, a redundância, a incapacidade, a insônia e a vontade de dormir.
Porque a vida está impregnada e depende disso e o mundo depende de nós. Por que não tenho asas, não posso curar o pior, não posso pensar que não posso e as pessoas também não. A confiança não existe, eu sei, mas a perseverança pode existir na esperança e na igualdade de senso comum, ao menos.
Estou presa por que isso é uma prisão cheia de pessoas que dependem de mim e ao mesmo tempo querendo me matar. Estou presa aos meus sons, gestos, palavras, a vocês.
A liberdade é um sonho que se matou por um ideal... Esse ideal é a nossa liberdade e como a expressamos e o que sentimos.
Não sei quem fez isso e não quero saber enquanto não concertar alguma coisa, aí sim, posso tentar descobrir.
Pinéu.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Auto


(Vladimir Kush)

Hoje quis ele fazer uma ponte consigo próprio, quis saber o que sentia para expor. E logo expõe aos montes, e grita, quando descobre-se debruçado em seus sonhos. Pensa se alguns têm o poder de fazer flores desabrocharem dentro de si, mesmo quando a flora intestinal não vai tão bem assim.
Esquece-se de idéias sobre ternura e sobre amargura e se permite fazer piadas com desgraças, que agora, nada mais são, que impulsos da vida.

É complicado até dizer "às vezes". É complicado até dizer que está com frio. Tudo é psicológico e tudo é simples ao mesmo tempo, a complicação vem do ângulo que se esta vendo.
Então como sempre, existe o relativo. E se ele não existisse, nunca existiriam os nossos complexos; que chamamos de ser "complexo".
Para o mundo, ela (e) era a doença ou era a cura. Era a beleza dos risos e ao mesmo tempo do: "por que ri, e se não amargo, por que doce agora? "

Quis responder-se mais do que um dia quis que o mundo o demonstrasse, e aí sim, o mundo lhe mostrou. Normal, não é? Típico dos que dizem que nunca acharam o amor quando o procuravam... E sim, quando nem esperavam por ele.
Também não é normal não. Tudo é mentirinha, cada caso é um caso e vamos lá falar em demasia e tirar ou dissecar a simplicidade das coisas como de praxe.
Ainda sim, a simplicidade das coisas pode vir a ser o tesouro maior delas...

Eis que permite enxergar que ouro é ouro por que não quebra, brilha sempre e nos permite, assim, lapidar... E, ora bolas, muitas brigas, de fato. As analogias deste podem corresponder a muitas coisas, depende de quem lê. Pessoalmente não digo nada mais dramático do que já disse ou já foi dito.
E se um dia disser, será de remeter-me ao crepúsculo. Até por que de nada adianta tudo sem o subjetivo. Cabalistas que o digam. A bíblia é muito ao pé da letra, não é? Seja subjetivo.
Quando escuta, quando fala, quando come queijo minas e quando deixa de comer.

Eis que é subjetivo quando descasca laranja, quando dá um beijo. Seja muito subjetivo ao beijar, se não nunca saberá fazê-lo. Ou nunca será realmente feliz.

E a felicidade, o que é dentro deste mundo? E o mundo não é uma cadeia, ou é, visto pelo ecossistema, mas... Tirando essas psceudobjetivas e ao mesmo tempo subjetivas, veja bem: ecossistema de falhas, de erros, de tentativas, precisa-se do outro e ao mesmo tempo mata-se, por precisar também. Em muitos casos fatais e outros problemas sócio-políticos, problemas "irremediáveis" ( nada que seja chato e sim que deva ser dito, explorado demasiadamente não só por ele, por elas, por telefone ou em mesa de bar fumando, etc. etc.)
Mas enfim, se for falar, demorarei muito mais. Portanto, continuando:
A felicidade, queria este expor, que só está dentro de nós. Muitos ajudam, mas se equilibrar em pessoas é falta de equilíbrio em sua própria “coluna vertebral psicológica”. E em religião, em sorvete, em cigarro, drogas. Drogas que podem chamar-se relacionamentos, compulsões em si, e auto-flagelamentos inesperados.
Mas oras, somos seres complexos, precisamos de coisas imbecis! Nãão, Mesmo assim, somos felizes, feitos para isso, exatamente isso.
Ser feliz e não desencadear discórdia, tentar ser veículo e ainda sim, ter equilíbrio. Não somos deuses, não somos anjos, não somos o Demo.

Eis que ele pensa que é um anjo, ora pois, nada faz para o mal. Mas tudo é relativo. O mal, o bom e principalmente quem nada faz.
Você, parado simplesmente, é o que chamam de: " esse povo que não faz nada" . " Esse povo de merda, acomodado". Você é uma estatística, uma fofoca, uma espécie que não esta em evolução. Esteja, por favor, é o mínimo e o máximo. Eis que não ligue para o que dizem, é o melhor, os que dizem são as piores estatísticas de fato, o que fazem é manipular verdades, como jornalistas de revistinha. Porém, todos de mal grado, com inveja na ponta da língua ou etc. e tal. Eis que é melhor seguir os seus fatos, aqueles que dentro de si gritam: Eu sou feliz assim, assim, assim.
Normalmente se você perguntar-se o que te faz feliz com clareza, terá resposta positiva. Positiva no sentido de: nada destrutivo para si mesmo nem para o mundo. A felicidade é uma fonte pura, quando a consegue, não se precisa de intermediários ilusórios.
E isso é até objetivo, a clareza é subjetiva quando se precisa de paz para isto.
E vamos lá: Como alguém tem paz para parar um tempo, “meditar” do seu modo e perguntar-se: “ o que me faz realmente bem, de fato?”, neste mundo? Se tiver este tempo, pergunte-se. E se não tiver, pergunte-se por que não têm, e verá que não está bem. E por que fazer coisas imbecis se você têm paz para alimentar seus sonhos?
Bom, algum começo.
Todos são capazes. Mas não de julgar. Recrio esta mesma frase de inúmeras formas, pois tenho calado mil formas de fazer o mundo feliz, e ainda sim, infeliz, ao desequilibrá-lo. Então melhor é transmitir tudo pouco à pouco. Cada um só entende o que precisa naquele momento e o melhor é tentar entender: o que precisa, o que o outro precisa e como repassar isto.

É fácil repassar de certo em arte, em música, em escrita.
A música é transmissão. Poucos os que vêem ainda como forma de fazer tocar a alma, fazer valer a pena os momentos mais do que fama, competição, etc. Mesmo assim, ainda é relativo. Mas ainda sim consegue-se perceber o agrado da vida em melodias perfeitas. Perfeitas, pois têm a capacidade de repassar um momento, um timbre de vida e tirar uma lágrima de si, de nós, de emoção - emoção é transbordar. Quem escuta, sente o que um dia sentiu quando escutou ou marcou. Outros, sentem a música, a vida. A amplitude dela se espalhar em cada canto.

Escutar com subjetividade é filosofia? Kant que o diga: o essencial é filosofar com tudo. Um dia eu prometo citar Platão, seria histórico.


Mas enfim, só escute e vá além, pois música é mais que tudo isso, música transforma pessoas, evolui. Não usamos economia nela e algumas vezes tudo é bem vindo. Quem faz, gosta de verdade e têm-se um paradoxo.
Como a pintura e suas adjacentes: vemos como cremos. É a coisa mais interessante saber o que cada um vê. Entender por quê Dora Maria vê um arco íris em um poço ou Mario (Sim, aquele Mario) vê uma grinalda em uma cachoeira. Acho que muita gente perde tempo com pequenezas, imagine se fizessem coisas realmente gostosas como essa... É uma soma fazer, entender algo. Entender o que cada um vê, também é multiplicar-se.
Ao mesmo tempo quem não gosta, que faça a própria arte, pois que diabo, não precisa saber fazer, somos a própria e a transmitimos, já nascemos sabendo. Incrível quem pára e pensa: 'Isso não está bom, não está legal, preciso de um momento, mais imaginação!"
A arte não se esgota como dinheiro se esgota. Faça isso, depois outro. Depois outro...

A arte continua em tudo, palavras, desenhos, pinturas, coisas que só você vê, fotos e gravuras sem pé nem cabeça pra uns, é o seu corpo e sua mente ali, que tudo vê. Um rabisco pode ser mais e uma paisagem morta pode dar vida a um poema sem fim.

A de se ver em cada um, a tristeza e a felicidade e tudo que existe de intermediário de ambos, e até palavras nunca vistas no dicionário e pinturas nunca feitas. Dentro de sí mesmo cada um guarda uma riqueza grandiosa, que é possível com olhos sensíveis, ver. E outras vezes, é possível até entender, outras encantar-se, outras descartar para aprender outras formas. O jeito e a forma de cada um em si já é pura em arte (e bela) e como tal pessoa transmite, dá vida a um desenho, à sua própria imagem.
Ver tudo isso é ter clareza, mesmo na obscuridade de muitos e muitos casos. Ganhar tempo com isto e fazer algo para isso é a melhor forma. O trabalho que vejo na psicologia é único para quem consegue ver a subjetividade de tudo isso, e com isso, ajudar mais, reunir mais. Não é a mulher da zona sul que vai ao analista. Mas quem disse que ela, só por ser rica, também não precisa? E os mais pobres, e quem têm tantos " traumas" por céus, pouco pensam, trabalham apenas e esta sim é sua terapia!. Mas quem disse que vivem plenamente? Quem disse que não estão a causar traumas também? Quem disse que ninguém se magoa?
Eis que é melhor conectar-se com o fator: HUMANO. Todos somos, todos precisamos de certos aspectos. Cada um tem uma área mais desenvolvida dentro de si e, é bom sentir alguém desenvolvendo coisas não destrutivas, coisas que só irão amenizar problemas e, por que não construir um mundo assim?
A ciência cresce mais e mais e cada dia mais pessoas sentem-se perdidas em si próprias. A verdade é que se formos falar de métodos não encontraremos soluções divinas de contos de fadas e mesmo se encontrarmos para uns não será um agrado... Mas, o objetivo comum de todos é sentir-se feliz. E encontrar a felicidade é conectar-se a ela. E nesta historinha não tem como não ser “parcialmente” subjetivo. E o maior veículo é a arte e tudo que existe por trás dela, pois afinal, tudo é e tudo transforma. E precisa-se disto.

Hoje quis ele fazer uma ponte consigo e com o mundo. Hoje quis estar sem rédeas. Hoje quis estar em paz. E esteve, ora, pois, o que tem mais a ver com querer do que fazer? O poder é autocrítico, apenas.

É pensando que se aprende mais e lendo mais que se aprende a criticar mais, pois nada se pode crer apenas por estar publicado. E ao mesmo tempo existe um mundo de coisas para alimentar-se por aí. Difícil é não querer doce de maracujá, mas não impossível, acomodar-se é que é desagradável neste mundo, certo?

Eis que ele quis simplesmente sentar e desenhar em cima de rabiscos.