Páginas

Mostrando postagens com marcador soja. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador soja. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 20 de maio de 2011

fingers

Audience Of One _ rise against

I can still remember
The words and what they meant
As we etched them with our fingers
In years of wet cement
The days blurred into each other
Though everything seemed clear
We cruised along at half speed
But then we shifted gears

We ran like vampires from a thousand burning suns
But even then we should have stayed
But we ran away
Now all my friends 're gone
Maybe we've outgrown all the things that we once loved
Runaway
But what are we running from ?
A show of hands from those in this audience of one
Where have they gone ?

Identities assume us
As nine and five add up
Synchronizing watches
To the seconds that we lost
I looked up and saw you
I know that you saw me
We froze but for a moment
In empathy

I brought down the sky for you but all you did was shrug
You gave my emptiness a name

But you ranaway
Now all my friends 're gone
Maybe we've outgrown all the things that we once loved
Runaway
But what are we running from ?
A show of hands from those in this audience of one
Where have they gone ?

We're all ok, until the day we're not
The surface shines, while the inside rots
We raced the sunset and we almost won
We slammed the brakes, but the wheels went on

We ran away
Now all my friends 're gone
Maybe we've outgrown all the things that we once loved
Runaway
But what are we running from ?
A show of hands from those in this audience of one
Where have they gone ?
 
Rise Against Give You a 'Reason' to Celebrate With Track List and Art Work for Upcoming Record photo 2

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Receita Pessoal




Receita exclusiva de algo que ainda não patentizei, porém além de ter futuro
é a origem de minha alegria e poder de amar.

ANTES, DICA IMPORTANTE_

A PREPARAÇÃO (também chamada popularmente de as PRÉ).

1. Não passe perfume no dia que for fazer qualquer comida,
ou seja, só passa perfume quando interessa.


2. Nada de musiquinhas, no máximo e inevitável o barulho dos cachorros
latindo ou os pássaros cantando, ou os cachorros cantando e os pássaros
se reproduzindo.


3. Roupas brancas, pra manchar bastante mesmo


4. e lógico. Com o cabelo preso ou de repente despenteado cheio de dreads até a cintura.

5. ESPAÇO físico e temporal.




Ingredientes básicos_

______Uma Punela (voz de português de Portugal) grande e tensa

_____Uma punela de esquentar leite ("leiteira" fica muito pejorativo)

____3 super copos com leite desnatado integral

_____35 colheres de farinha de soja integral (kinako)



1. Compre (ou pegue na parte de “biscoitos” do armarinho da cozinha) algum waffer que não tenha gosto de plástico ou de pão molhado com nescau. (você sabe quais são, eu sei, eles sabem).
Não citarei marcas, dessa forma aconselho que o sabor seja de doce de leite.
Se tiver algum poder monetário um waffer AMANDITA cai muito bem.

2. Despeje a metade do pacote do biscoito em um liquidificador ou pegue algum utensílio pesado e grosso (talvez roliço, talvez não) que não seja o martelo da casa e sim algo dentro das gavetas da cozinha mesmo ou seus arredores (ou sei lá onde ficam coisas assim na sua casa, apartamento ou barril!) para picar, amassar e estuprar o waffer. Se não encontrar, seja audacioso: pique (pega) os waffer's (waffer's!!!) com colher normal até ficarem trituradinhos e nem dê para lembrar que um dia tinham alguma forma.
Mas voltando a hipótese do liquidificador, bata os biscoitos com meia xic. de leite de soja. Se o bicho travar e fazer barulho é por que precisa de mais um pouco de leite de soja. Fique alternando
as potências do seu liquidificador, fazendo barulhinhos ao apertar os botões. CUIDADO pra não apertar o botão "pulsar/lavar"!

3. Quando estiver moído e frágil, derrame a mistura em um recipiente que dê sem ficar escroto. Depois misture um tablete de paçoca (daquelas de cantina de colégio) é bem auspicioso e feliz. Depois pegue o recipiente e coloque no microondas. Aperte a opção "descongelar chaos de FRU” ou simplesmente descongelar. Vai ser solicitada a quantidade, aí você aperta qualquer número uma vez só e START.

33333. Enquanto isso você pode ir fazendo a receita principal, mas talvez esqueça de tirar a mistura do microondas, então relaxe, leia um jornal ou revista, de repente algum "Estágios & Empregos", uma "ATREVIDA", ou a maternal "CARAS". Mas lembre-se: NUNCA leia VEJA nem ÉPOCA, muito menos GALILEU nos intervalos.
2 minutos e 3 segundos depois, retire o pote do microondas e ponha na geladeira pra fingir que vai acontecer alguma coisa diferente.


4. Agora, Vá preparar a receita principal *-*


5.Coloque na panela grande os super copos com leite desnatado integral.

6. Acenda o fogão no fogo baixo, vulgo BANHO MARIA (ou não) e dê 3 pulinhos em homenagem ao “Sonenguinho”. Coloque uma colher pequenininha com cheam cheese light (ou não) e 2 xícaras de açúcar; uma de açúcar tipo maskavo e a outra de açúcar tipo refinado. Logo depois encha um copinho, daqueles típicos de cachaceiro de bar caótico, com mel (ATENÇÃO: sem vodka ou cachaça!!! SÓ O MEL, crianças CUIDADO!) e mexa feliz durante tempo suficiente para pensar no que colocar depois.

7. Coloque as 35 colheres de KINAKO e divirta-se mexendo todos os ingredientes com uma colher de silicone, de pau, ou colher normal que raspa no fundo da panela e sua mãe fica puta.

8. Se achar mais interessante, coloque mais um copinho de mel e mais uma ou duas colheres de
cream cheese (oh sim, o tipo natural,.. Não me vá colocar um cream cheese de presunto ou calabresa!!)

Se não achar interessante, vá a outra etapa. (ainda com o fogo baixo).

9. Inclua na mistura mais 2 colheres cheias de amido de milho. Se não souber o que é isso (ou não tiver) coloque uma xícara de mistura para mingau de sabor MILHO ou ARROZ (veja bem, só essas opções, se colocar outro tipo a barrinha do especial vai descer) tipo “Mucilon” (se você tiver irmãos pequenos, filhos pequenos ou for minha mãe, vai saber o que é Mucilon!). Se achar sexy, ponha mais 4 colheres da mistura cheirosa de mingau.
____ Caso também não tenha em casa nada disso, não vá comprar! Tente achar
canela (ponha 2 colheres), pó de Nescau (1 xicara.) ou mesmo cremogema (1 xicara).
Não gosto muito de cremogema, ele me lembra a violência carioca e o paradigma social Sarneyxminhaavó.

Sem dúvida a melhor opção – recomendada, ou seja, que estou mandando- é o amido de milho ou o mingau tipo MUCILON de milho ou de arroz (!! não esqueça, de MILHO ou ARROZ, NÃO me vá meter um mucilon “vitaminado” de "banana com maçã" ali dentro!!)

10. Mexa mais e bem gostoso. Desligue o forno, tampe a punela com papel toalha, papel A4 ou pano de prato. Enquanto isso vá ler um jornal como O DIA ou o MEIA HORA, ou não vá ler nada e sim dar uma mijada. Quando voltar ligue o forno novamente no fogo baixo e mexa mais, aproveite para tentar melhorar sua postura, alongar um pouco, fazer uns barulhos com a boca... mas continue mexendo.

11. Quando estiver bem quente, você pega um pacotinho de doce de amendoim (aqueles pequenininhos embalados [às vezes não embalados e sim dentro de um pote avulsos/alegres, você pede e o cara pega com um guardanapinho feliz e lembra minha infância, ou a sua, ou a nossa, ou a dele]) que vendem em barraquinhas de pontos de ônibus, ao lado da escola ou até mesmo no nosso querido BÃN. Mas nunca, NUNCA procure na Disney, lá você não vai encontrar, NÃO ADIANTA, e o inclua na receita de poção da felicidade em questão.

- Atenção: Caso você deteste doce de amendoim, coloque mesmo assim.

12. Mexa até tudo fazer parte de uma só massa, até os ingredientes diluírem e namorarem entre si em uma grande orgia.

Pronto!

12=3:__ Coloque agora em um potinho de cerâmica ou em uma tacinha de sorvete baixinha, mais precisamente um vidrinho-pote baixo, entende? uma banheira da Barbie, só que de vidro. Mas nunca, NUNCA coloque em algum recipiente de plástico ou tipo ziploc ou qualquer coisa assim ou assado de cor viva e tamanhos variados. Coloque o vidrinho/taça baixa/taçadesorvetebaixa no centro de um prato de cerâmica (nada de plásticos! Plásticos NÃO ) branco ou preto, para servir de bandejinha ou "sacanagenzinha" enfeitando como um grande pires sacana.


Dica obrigatória__

No mesmo lugar que você comprou o doce de amendoim e a paçoca é bem provável que tenha as clássicas BALAS GAMADINHO, caso goste compre e use para ''enfeite guloso'' em volta da sua tacinha/etc, colocando-as na parte vazia do prato, as bordas. Se não gostar, não quiser ou não saiba que bala é essa, pegue aquelas balas de CORAÇÕESZINHOS rosinhas e gostosinhas que grudam nos dentes e faça o mesmo procedimento. Se não conhecê-la, passará a conhecer, aumentando seu léxico e espiritualidade. A quantidade varia de acordo com o prato, mas umas 12 unidades do que escolher é a média (de acordo com o IBGE).

_Se você quiser viver no maior estilo programa de culinária “MAIS VOCÊ”, ponha moranguinhos
nas bordas e uma GOTA de chantily em cima deles.

___Minha Recomendação especial é colocar Tofu ou queijo minas caseiro (veja bem, CASEIRO, tipo do “FORNO DE MINAS” ou “QUEIJÃO” ) em volta. Não me coloque os queijos-minas de mercado! São grandes moleques e farão uma sopinha melequenta e poderá feder.


___Outra boa recomendação é, na mesma barraquinha de ponto de ônibus/Escola comprar um doce de abóbora daqueles de coraçãozinho tenso, lindo, e “cortar” uma parte (sem no entanto arrancar pedaço) que nem aqueles morangos "presos' nas taças de drinque com guarda-chuvinha. Compreende? dá uma facada, na “fenda” que abriu coloque na borda da taça/etc, assim prendendo de forma exemplar ou de repente desmantela tudo, de repente não. OU pode colocar no meio da mistura toda, boiando como uma ilha romântica e sensual.


___ Caso você ache essas técnicas muito bregas, despeje a receita-principal-quente (por questões didáticas vamos chamá-la de RP e a receita mágica de RM) em um prato fundo de cerâmica ou vidro com formato ideal para mingais (tinha escrito MINGAUS) e sopas. NÃO, DE PLÁSTICO
NÃO.


… Independente da decoração, você pega a RM da geladeira e coma compulsivamente, ou siga a risca a receita e seja forte em seus ideais simplesmente jogando-a por cima da RP, transportando uma felicidade paralela transcendental à receita. .

OU

Junte algum bombom do sabor que preferir ou barra de chocolate (melhor uma barra grande e saudável) e coloque na RP, que estará ainda quentíssima e fará seu chocolate derreter lenta e gloriosamente.

OU

os dois, porém lembre-se que vai rolar um CHOQUE TÉRMICO SABOROSO se colocar apenas o chocolate ou apenas a RM, já que com os dois ao mesmo tempo já rola um gelado a mais, aí a porra toda fica morna.


PRONTO _PRONTO!

Sua receita estará pronta para servir.

OBS: (E NUNCA PS): Rende 1 porção ou 4 (quiçá 8, para criancinhas e 16.000 para formiguinhas) depende do quanto você comer ou já tiver dedado.


segunda-feira, 6 de outubro de 2008

pinéu

Olha o hoje: ele ainda é escuro e talvez chova cólera nessa madrugada. Talvez você não entenda, mas talvez não seja mesmo pra entender aqui e agora.
As palavras precisam ser vistas como vislumbre do que sentimos. O que passamos é de certo menos que isso. Os únicos que sabem o que se passa são os que desejam passar, cientes de sua única forma de evolução.
Não fiz compreender, eu sei, mas quando não é de repente eu não sei dizer o que é melhor para o entendimento. Então é melhor nem tentar. É?

Eu passei dois séculos procurando alguma coisa que eu achei só pela metade, e a metade não é o que eu quero, por que o que eu sinto não é pela metade. Mas muita gente encontrou em mim metade só e achou que era inteiro - tão inteiro quanto o verdadeiro sentimento. Mas não era e nem nunca será. Não me importo com a importância que todos, achando serem peças de um quebra cabeça.
Me iludo sim, me iludo por que meu inteiro não é meu.
De quem ou aonde serei meu inteiro eu não sei, já tive vislumbres e por isso não estou perdida como parece, batendo cabeça por aí ou tentando ocupar meu tempo com o ócio da arte. Talvez faça isso por que... O ócio dá vazão à arte e sem saída não tenho recursos para procurar. Me sinto presa a estradas, mesas, despertadores.

Sinto-me presa a palavras repetidas, a bocas risonhas, a mesas, a canetas azuis, a fumaça do cigarro, o bafo de cerveja das pessoas, a música caótica sem som, ao tráfego caótico, aos gritos das brigas, as crianças se drogando, as drogas legais, as drogas do mundo banal, a estereótipos, a isqueiros perdidos, a rodas sem freio, a ruas cheias de carros, ao barulho dos carros, aos cavalos presos, aos bois e as vacas, as galinhas, aos peixes, a procura do dinheiro, e política que não se acredita mais e a democracia que não é mais política, aos dados sendo jogados, a cara e o coroa, ao fim dos filmes que não tiveram fim, ao clássico ser clássico, a religião limitada, a descrença, o fanatismo escondido em ambos, ao violão que arrebentei a corda, ao inglês, a língua, o preconceito na mistificação, as pessoas na espera de atendimento nos postos de saúde, aos olhos vermelhos pedindo dinheiro, as tangerinas estragadas, os cupins, os abutres, os sanguessugas, ao bem que é mal e o bom que não é tão mau, ao português acentuado, ao português antigo, ao português, a quantidade do verde, a quantidade do branco, as listras das cadeiras nas praias, ao lixo jogado na rua e a rua jogada ao esgoto, as doenças precárias, a assistência suja, a animais em notas, a promiscuidade escondida, as mentiras meio-verdades e as verdades meio mentiras, as pedras cinzas do meu primeiro colégio, ao balanço de píneo, a comprimidos revestidos azuis, verdes, beges.
Sinto-me presa como uma mosca numa teia, como uma borboleta no arame, como peixes que se debatem na rede, como pássaros na gaiola, como o ferro no imã, como aos presentes só no natal, como ouvidos no carnaval, como chocolates na páscoa, como objetos à objetividade analítica, como o subjetivo à esquerda, como direita aos direitos, como chineses, como iraquianos, como movimentos às sombras, como o Brasil no comodismo, como as idéias nas folhas que ainda não são rascunho, como a metade no inteiro e o inteiro sem metade, como as complexidades às comparações, como a vida no tempo, o sonho no sono, o sono no pesadelo, a vida na morte, a morte na vida, a esperança ao humano, o humano ao mundo e o mundo ao humano.
Sinto-me presa nas contradições, no barulho irritante, no desregrado e no regrado, no frio e no calor.
Sinto-me presa ao dicionário, aos mapas, o tempo, a redundância, a incapacidade, a insônia e a vontade de dormir.
Porque a vida está impregnada e depende disso e o mundo depende de nós. Por que não tenho asas, não posso curar o pior, não posso pensar que não posso e as pessoas também não. A confiança não existe, eu sei, mas a perseverança pode existir na esperança e na igualdade de senso comum, ao menos.
Estou presa por que isso é uma prisão cheia de pessoas que dependem de mim e ao mesmo tempo querendo me matar. Estou presa aos meus sons, gestos, palavras, a vocês.
A liberdade é um sonho que se matou por um ideal... Esse ideal é a nossa liberdade e como a expressamos e o que sentimos.
Não sei quem fez isso e não quero saber enquanto não concertar alguma coisa, aí sim, posso tentar descobrir.
Pinéu.