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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

domingo, 3 de fevereiro de 2008

A arte do papel branco



- Kandinsky

Antes de ir, mais um pouco entrelaçado com tudo...

Linguagem constituída como ponte, resta-nos como veículo à administrar outros caminhos - e se fácil fosse entender tantos e tantos textos deixados, não existiriam os sábios à ver nas entrelinhas, mais poema e mais prosa do que a arte cênica de outros textos.
O melhor meio de se expressar, é arte, crítica e a própria íris. E os estilosos são tão louváveis quanto tudo de artificial que existe: apenas uma falta de astúcia misturada com uma roupagem fútil, que não se entrega a palavras e própria linguagem, e o íntimo pouco dito: o alheio quando dramático, é máscara do verdadeiro evasivo-burro, portanto, ressalvo a linguagem de si: subentendida e intrigante.


Quando irrita, acho bonitinho, como o burro do Shrek. (sabes?)


Nada mais.

Então, rumo à passeios carnavalescos, têm-se a impressão de já ter visto tudo antes, e fatigado a maioria continua, pois a vida não quer ser evasiva como as palavras, a vida quer ganhar prosa.
Já outra ala do mesmo instante que passeava-se enfeitado, têm a impressão de dar prosa a vida, dar linguagem aos sentidos, sem métrica nem alcance mútuo: simplesmente o que lhe remete, antecede e sonha, como pinceladas sob o papel branco são as palavras a escorrerem, tripudiando e louvando poucos, deixando apenas a interrogação que acho absurdo de divino: sinal que existe a vontade de Saber.

Essa vontade sempre será a mola mestre de todos... E se uns não alcançarem mesmo participando-a na rotina, que comecem do início mesmo, sem vergonha, vá para as fabulas.

Sobre os que temem:um bocado de confiança em sua própria fórmula.
De resto, explore e explore.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Simpatia é quase amor

Um pouco depois; "Carna em Ipa";


Oba la vem ela, estou de olho nela, a noite é linda... e ela mais ainda. (Jorge Ben)


Meu bem no mínimo tem que se achar no carnaval, as tribos tão aí e se você é de todas o carnaval é todo seu. A noite é uma criança chorando fininho, querendo crescer e quando cresce, que pena, já é dia, e quando é dia, ainda é carnaval.

Ipanemear está no astral, não se passeia, se viaja. Não se dorme, cochila.
E se acaso preocupar-se com o interior dizendo "chega" é só escutar direitinho: É CHEGA MAIS.

Olhos de pessoas em reencontro, olhos de pessoas que nunca mais vai ver, o nascer do sol nem chega a ser ressaca, é natureza de quem já viu tantas e tantas vezes e vale a pena, vale a pena sentir no ouvido o carinho do samba, dos seus amigos querendo mais do próprio Rio.
Mas meu bem eu só procuro sair daqui para estar mais perto da onde a calma me fulmina, me atinge.

O carnaval para vagabundo carioca como aqui é antes, muito antes, e quem faz aniversário nesta época prestigia a calma interior de tudo isso, sair daqui para encontrar-se ainda mais, sentir o sol sem queimar e o abraço de quem te faz feliz só por ser feliz.
Se eu falar de agora não vou falar, só mostrar o carnaval que fulminou, como um festival de belezas relativas, de fotos dos próprios
pés e sons.
Monogamia não existe e nesse tempo a gente finge que esquece que nunca existiu.
. .

Outro dia li outro livro, livro escrito com linhas tortas e muitos rabiscos,
outro dia sonhei com mais um dia, escrevendo mais um pouco do que virará mais uma página...
...desse amor que é quase simpatia de carnaval.

Ipanema inc. Serás viva, bem vinda.
" Em mim" - Realejo, Teatro Mágico.





(- Carolina.)