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domingo, 30 de outubro de 2011

Córtex mundial


Sinto segredos por todo os lados, sinto a pele das pessoas mentindo todo o tempo - sinto que as pessoas não sabem sentir cheiro, sentir gosto, realmente enxergar ou tocar de coração. O padrão dos cheiros, das cores combinadas, dos gostos artificiais  demais, das imagens que há séculos distorcem as coisas com uma objetividade tramada, calculada.

Ninguém sente a própria alma, ninguém mais sabe o que é sentir vergonha ou pedir ajuda de coração.
Essa expressão parece boba, mas significa a consciência de estar vivo, de sentir. Quem sente de coração não ignora a natureza, não ignora sensações, sente verdadeiramente.

Somos iludidos, destruimos e construímos sem entender o mundo por trás do sistema. Forjamos felicidades, somos alegres e somos específicos demais, numa intensidade que não vejo outra intenção se não a de não saber realmente sentir, apenas identificam o referencial e se encaixam, como se fosse obrigação.

A direita não precisa anular a esquerda, o direito não precisa ser o certo e o esquerdo não precisa ser procrastinador. A política não precisa ser mais crucificada, nem a fé, nem a vontade. Nada disso causa guerra ou fúria de verdade.

Ganhar ou perder, escolher alternativas, achar que grito não é música, que não sentir como o resto
é simplesmente não sentir.
Precisar das coisas, preferir não enxergar, fingir pra sí mesmo e se assustar com os próprios pensamentos quanto a vida e a morte.
Definir únicos, líderes, perdedores, excluídos.
Misturar ciência com estatísticas, prometer, cumprir, destinar, sentir mais a temperatura do que compaixão.

Tudo que eu vejo de baixo são julgamentos de massas, culturas falidas por guerras, cópias de cópias,
idéias que não tiveram apoio e idéias que destruíram vidas. As pessoas se jogam para a morte,
esperam por um Deus ou buscam na crítica sobre Deus também um sentido, um ateísmo que o possa libertar das carências tanto quanto a reencarnação para os esperançosos que não aguentam.

Quando formos sacrificar nosso tempo,  nossos sonhos prontos, ambições e vaidades;
Vamos sacrificar nossas verdades e ordem fálica em troca de libertação?


quinta-feira, 7 de julho de 2011

Mais sobre o pensamento

Reto pensar

Pessoas  bem  intencionadas  acreditam  que  algumas  ações  boas  lhes  bastam  para  a  paz  de
consciência, no mundo, e a conquista do “reino dos Céus” logo depois.
Entre  nada  fazer  e  algo  realizar,  é  sempre  melhor  o  bem  produzir.  Todavia,  a  ação  generosa,
periódica, não é suficiente para equilibrar os valores humanos no campo de batalha da personalidade, em
detrimento do ser real em si mesmo.
O homem se torna aquilo que cultiva no pensamento.
A vida mental irregular, geradora de mil conflitos e disparates, não fica anestesiada face à ingerência
de alguns atos de solidariedade ou mesmo de beneficência.
O reto pensar é o método único para atingir o reto atuar.
Somente o pensamento bem direcionado, impede que germinem as sementes da perturbação mental
geradora dos tormentos que procedem dos vícios ancestrais.
O esforço para  insistir no reto pensar preenche os espaços do pensar mal ou não pensar, ambos do
agrado da ociosidade e da acomodação.
Mediante o reto pensamento, o homem se descobre também agindo retamente.

*

Inclina tua mente para o mais saudável.
Não  te  faças  fiscal do  lixo moral da sociedade, nem  te permitas coletar os detritos do pessimismo
como da vulgaridade.
De maneira nenhuma censures o teu próximo, especialmente quando este se encontre ausente.
Busca os valores positivos que existem nos outros e aprimora aqueles em ti existentes.
Sê equânime no teu foro íntimo e nas tuas expressões exteriores.
Fala menos e reflexiona mais em torno do amor.
Insiste nas idéias que estimulam a vontade a tornar-se forte quão disciplinada.
Planeja a ascensão e pensa sobre ela,  raciocinando a  respeito da perda de  tempo com as ilusões e
futilidades.
Supera o  temor de qualquer natureza com a confiança de que nenhum mal de fora poderá fazer-te
mal se estiveres bem  interiormente, e que somente  te sucederá o que venha a contribuir para a tua paz e
progresso espiritual.

''Momentos de meditação'',

DIVALDO PEREIRA FRANCO
Pelo espírito Joanna de Ângelis

terça-feira, 7 de junho de 2011

Bhagavad-gita verso 35




ksetra-ksetrajnayor evam
aantaram jnana-caksusa
bhuta-prakrt-moksam ca
ye vidur yanti te param

Bhagavad-gita, Cap. 13, Verso 35



Tradução:
Aqueles que com os olhos do conhecimento vêem a diferença entre o corpo e o conhecedor do corpo, e podem também compreender o processo que consiste em libertar-se do cativeiro da natureza material, alcançam a meta suprema.





segunda-feira, 6 de junho de 2011

times deserved technology

Fico com medo pensando em merecimentos. 
Fico horas olhando fotos, imagens, matérias, desenhos, pinturas. 
É como fazer um tour por várias mostras culturais, exposições do mundo inteiro.
A internet é um veículo maravilhoso, como alguém pode julgar? 
Quando menor sentia vontade de conseguir ler vários livros ao mesmo tempo,
daí deixava os mais importante ao lado da minha cama, pra pelo menos ter a segurança
de saber que qualquer coisa é só pegar e procurar. Na internet é como se
tudo fosse interdisciplinar, um momento estou vendo desenhos geniais de Norma Bar, outro fotos de castelos de Roma, outro tatuagens das mais diversas, outro kawais, outro quadrinhos de piadas nerds anos 90 que rio abeça. 
Merecemos ter tanta informação, sim, espero poder dizer isso. Somos fruto de muitos estudos, experiências, sonhos. 
Eu agradeço todos os dias por tudo isso que a humanidade alcançou.
É uma ciência movida pela paixão, aquela em que esquecemos de pensar no depois de amanhã, achando que até lá já teremos resolvido. Assim é nossa questão ambiental.  
A natureza nos inspira a tudo que fazemos, absolutamente. Sem ela, não tem o que
pesquisar, o que deslumbrar-mo-nos. A reciclagem não é um paliativo, ela é genial se posta em prática realmente. Nossos sentimentos são da natureza de nossos pensamentos, também frutos de um sistema biológico complexo, lindo. Nossos pensamentos também podem ser reciclados.
Contudo, ainda considero os humanos frágeis demais. Talvez a tecnologia nos esteja mimando, já que com ela deixamos de nos interiorizar e assim, carentes, nos apoiamos demais em redes sociais virtuais e riquezas materiais, nos tornando dependentes dessas coisas. Não as acho erradas, mas depender
e viver apenas na superficialidade (nem sempre fútil) que todos apresentam nesses meios, já que viramos vitrines, é negativo. 
Pra nós dos anos 90 esse avanço enorme tecnológico pode ser ou muito bom ou muito ruim. Para os mais antigos essa tecnologia atual costuma a ser desesperadora e dá pra entender o por quê. Rapidez, informação, plágio. A trivialidade passa em bandejas, o sexo também. A energia sexual faz o marketing, o marketing faz de nossas mentes mecanismos mais fáceis. 
As teorias borbulham. O preconceito ainda existe, não importa, sempre existirá. Os padrões são pra rotular, os rótulos excluem muitos. A mídia ilude porque nós gostamos de nos iludir. Talvez seja fácil reparar isso... Difícil é tentar não se influenciar por nada disso. Diria impossível. Na busca do sentido a curtição é inevitável, o deleite em tantas formas grosseiras. Antigamente usávamos melhor o ócio? 
Mas há muitos que transformam em arte o que vêem e sentem. É maravilhoso! Meus olhos brilham. a criatividade que o jovem atual apresenta é impressionante. As teorias de estudos antropológicos e sociológicos não servem só pra livros de auto-ajuda. 
Papo furado sempre existiu. A quantidade de pessoas aumenta, é normal, mas a porcentagem produtiva é maior, a democracia fez isso brilhantemente.  
Enfim, agradeço, tudo é interessante e o mundo merece tanto quanto merece o caos que também se cria com as sobras. 

domingo, 22 de maio de 2011

Paz em ti - Joanna de Angelis

PAZ EM TI
  É muito importante a paz.
Governos a estabelecem fomentando guerras, gerando pressões, submetendo as vidas que se estiolam sob jugos implacáveis.
A paz é imposta, dessa forma, mediante a coação e, depois, negociada em gabinetes.
Vem de fora e aflige, porque é aparente. 
Faz-se legal, mas nem sempre é moralizada.
Tem a aparência das águas patanosas, tranqüilas na superfície, asmáticas e mortíferas na parte submersa.
Assim se  apresenta a paz do mundo, transitória, enganosa.
A paz legítima emerge do coração feliz e da mente que compreende, age e confia.
É realizada em clima de prece e de amor, porque, da consciência que se ilumina ante os impositivos das Leis Divinas, surge a harmonia que fomenta a dinâmica da vida realizadora.
Essa paz não se turba, é permanente. Não permite constrangimento, nem se faz imposta.
Cada homem a adquire a esforço pessoal, como coroamento da ação bem dirigida, objetivando os altos ideais.
Não basta, no entanto, programar e falar sobre a paz. Mas, visualizando-a, pensar em paz e agir com pacificação, exteriorizando-a de tal forma que ela se estableça onde estejas e com quem te encontres.
Seja a paz, na Terra, o teu anseio, em oração constante, que se transforme em realização operante como resposta de Deus.
Orando pela paz, esse sentimento te invade, e o amor, que de Deus se irradia, anula todo e qualquer conflito que te domine momentaneamente.
A paz em ti ajudará a produzir a paz no mundo.


Joanna de Ângelis (espírito), psicografia de Divaldo P. Franco; Filho de Deus; LEAL, Salvador, BA, Brasil, 1997


segunda-feira, 16 de maio de 2011

athem


Painel e blablabla



(Quando interpretamos o que sonhamos e o que fazemos o bastante pra expor de alguma forma, nós temos nossa própria obra prima; e como todas as nossas obras, um dia serão lembranças, não exatamente como todos os nossos sonhos...)


Tento sentir seu cheiro (misto de canela, água de coco, algodão doce, livro velho e caixa vazia), tento formar nosso diálogos na minha cabeça doentia e desenhar seus traços com todas as cores que me fazem esquecer do resto e trazer você a tona;
Eu penso nos comodos claros e limpos da sua casa, na sua roupa branca, em como você vê a eleição que passou, o que você vê nos quadros que vemos, o que acha de comprar coisas que adoramos, o que voce gasta seu tempo e dinheiro; como voce tem dinheiro e como você deixa de ter, na sua mania de correr e de paralisar, na sua mania de me alongar, se você faz comida bem e se o seu mundo é quente ou frio;
A idéia que eu faço é que eu te faço idêntico a minha outra metade, na linha tênue de todas as vezes que também a sou; então você é como eu, e como eu, aonde você vive?
31/10/08 - fotolog



quarta-feira, 13 de abril de 2011

inconscientize-se


Da forma inconsciente explicite o que é e viva a sinceridade.
Prometa ao mundo a vida feita para ser continuação de si.
Em todas as mensagens aspire o extrair delas:
julgar apenas o que você mesmo escolhe para sua própria vida.
Respeitar o próximo e até mesmo crer que os que mais cometem o desumano são os que mais precisam de ajuda. 

A inocência de que as pessoas ''são o que são'' e as verdades são somas da sociedade é tão pouco quanto se auto-flagelar. É preciso ver além da sociologia.
Confiar que nunca será magoado é o mesmo que além de se iludir, mentir e assim, magoar.
A falta de dialogo sincero e de coração nas relações é imensa.
A dor e a violência, por conseguinte, também são. Precisamente imensa como o mundo e todos nós.
Basta termos a consciência de levar a luz e a paciência do dialogo de coração, juntamente aos projetos do mesmo. 

Quanto mais se é você mesmo e se quer a felicidade sincera, buscando sabedoria coletiva e harmonia, mais isto se multiplica entre nós e suas metas.
É o plano, meta, destino ou o que eu acreditar como fonte da minha luz eterna.
A fortaleza se constrói em si mesmo, mas é preciso criar a ponte que socorre os que precisam.
Não sinta a inveja, use a admiração como propulsora e siga no melhor propósito.
 

Viver bem é saber lutar, saber reaver, saber que o erro é necessário para o acerto e que a sorte não existe e sim a força interior. 

Usar as palavras, prosa ou música (ou a forma que mais o agrada de arte), como o melhor de sí -  para levantar-se e levantar o mundo. 
Posso levantá-lo sozinha, porque todos sem exceção precisam de mim, precisam de alguém, precisam de você. 
 
E meu maior sonho não é covarde: Ele é o que eu faço para realizá-lo e ser sempre eu mesma, a maior ferramenta para o bem, honestidade e compaixão. 

Não sugiro religião, sugiro sua própria personalidade e o que você sente ser verdade neste mundo e a evolução dele e de si mesmo.
A consciência universal: O bem como corrente, que não me basta dizer.
Sinto na pele a dor e a felicidade de ser honesta à mim e a isto. Mas juro, prometo à mim a capacidade de continuar, mesmo eu sendo o sacrifício, trago a mesma ferida que me fez estar aqui, para ascender aonde for.
As feridas do sofrimento e trauma é o que mais precisamos para sermos felizes, realmente felizes.

 
Felicidade é sabedoria interna. 


diário 2007

Salvador Dali


domingo, 10 de abril de 2011

meio

http://kateduffyartpaintings.files.wordpress.com/2008/05/mondrian-grey-tree-painting.jpg
Mondrian, grey tree



Quando me vejo sendo outra pessoa, não me vejo fazendo o que eu faço
nem lidando como eu lido.

Quando eu penso em lidar como outra pessoa,
sinto dor e faço sentir.

Quando sou eu, a dor é libertadora, a verdade é libertadora e
ao mesmo tempo não consigo olhar pra ela. Não consigo sentir
o calor do sol e saem lágrimas dos meus olhos só de olhar pra ele,
já que arde demais.

Fujo da dor - quando me coloco em outra pessoa ainda sim sinto minha dor, mesmo com atitudes diferentes - e não quero me colocar nela. Ao mesmo tempo só consigo vivê-la pra ter uma alegria feliz, algo que me faz ser normal até o momento que demonstro as anomalias.

Ninguém é capaz de entender uma dor multiplicada,
nem uma felicidade multiplicada.
Só entendem as divisões.




terça-feira, 29 de março de 2011

BARATA

Uma Barata Chamada Kafka

Inimigos Do Rei 

Composição : Luiz Guilherme/Marcelo Marques/Paulinho Moska

Encontrei uma barata na cozinha
Eu olhei prá ela
Ela olhou prá mim
Ofereci a ela
Um pedaço de pudim
O curioso foi que ela...
Ela disse: Sim!
Vem cá ficar comigo
Sim! Goste de tudo que eu gosto
Sim! Vem cá ficar comigo
Sim! Vem, kafka...
Ofereci a ela
Um disco do Sex pistols
Ofereci a ela
Uma batida de limão
Perguntei se ela
Gostava dos Beatles
Perguntei se ela
Era de escorpião...
Ela disse: Sim!
Vem cá ficar comigo
Sim! Goste de tudo que eu gosto
Sim! Vem cá ficar comigo
Sim! Vem, kafka...
Você mora na barata ribeiro
Num edifício
Que tem um buraco
Perto do chuveiro
Já se drogou com detefon
Insetizan, fumou baygon
Tudo quanto é tipo de veneno
Você acha bom...
Sim!
Vem cá ficar comigo
Sim! Goste de tudo que eu gosto
Sim! Vem cá ficar comigo
Sim! Vem, kafungá...
Como posso evitar
Essa coincidência
Encontrar uma barata
Com a minha aparência
Como posso evitar...
La Cucaracha La Cucaracha
Tome cuidado com a
Sandália de borracha...(2x)
Sim!
Vem cá ficar comigo
Sim! Goste de tudo que eu gosto
Sim! Vem cá ficar comigo
Sim! Vem, kafka...
La Cucaracha La Cucaracha
Tome cuidado com a
Sandália de borracha...(2x)

domingo, 20 de março de 2011

Abismo em carne viva

Existem muitas imagens difíceis de ver e procurar, mas é preciso. Quando muito pequena, perguntei pro meu irmão: - Nós matamos os animais pra comer? . Ele disse: "Não, quando eles morrem naturalmente, de velhinhos, é que usamos sua carne". 
É ridículo confessar que acreditei nisso durante muito tempo, julgando que criavam bois em uma fazenda feliz pra depois, quando morressem naturalmente, recolhessem pra alimentação. 
Hoje em dia temos muita informação, mas antigamente era um problema. Imagine ainda em uma família que têm carne todos os dias e vê caminhões da ricca passando com desenhos de galinhas felizes =s.
Depois que meu irmão me respondeu isso, fiquei pensando porque então não comemos carne de pessoas que já morreram, sei lá, de um avô morto por ex. ''de repente nossa carne não é comestível (...)". E cheguei a ler também: "Não podemos comer carne de animais mortos por velhice etc. pela doenças que podem ser causadas (...)". Até concordei um pouco e escapei ainda ao pensar que não é algo horrível comer carne, já que jesus comia peixe. Escapismos de merda, confesso². Depois, já tendo parado de comer carne, li um pequeno livro (quase que folheto) com perguntas  feitas por para Srila Prabhupada (fundador da Sociedade Internacional da Consciência de Krishna e responsável por trazer a mesma filosofia para o ocidente) que continha algo muito interessante:  comemos comidas feitas de várias formas, inclusive estragadas propositalmente. Tem uma porrada de exemplos desse tipo, além de lembrar que bebemos bebidas prejudiciais, fumamos cigarros e outras coisas que também não são "apropriadas". Coca-cola por exemplo, cadê o benefício? É bizarro. Desconhecemos pelo menos 70% do que é constituído as coisas que compramos e comemos! 
Enfim, não gosto de interferir no livre-arbítrio de ninguém e nem mesmo julgar as pessoas, não faz sentido fazer algo assim se a sociedade ocidental inteira alimenta nossos pensamentos com essas coisas. 
Acho que também seria legal colocar os malefícios da carne e tal, só que ao mesmo tempo perde o sentido da questão da matança, toda aquela questão da dor que cada ser vivo sente. Dizem que o mais importante é nossa consciência - mas como se não temos informação?
 




terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Onde estiveres

Onde estiveres, não percas a oportunidade de semear o bem.
Se a conversa gira em torno de uma pessoa, destaca-lhe as virtudes, recordando que todos ainda nos encontramos muito longe da perfeição.
Se o assunto descamba para comentários maliciosos, à cerca de certos acontecimentos, procura, discretamente, imprimir um novo rumo ao diálogo, sem te julgares superior a quem quer que seja.
Onde estiveres, não permitas que o mal conte com o teu apoio para se propagar.
Se muitos falam em tom de pessimismo sobre os problemas que afligem a Humanidade, demonstra a tua confiança no futuro, recordando aos interlocutores que nada acontece sem a permissão de Deus.
Se outros se transformam em profetas da descrença, quais se fossem eles mesmo os únicos a se salvarem do naufrágio dos valores morais em que o homem se debate neste ocaso de milênio, trabalha com todas as tuas forças na construção de um mundo melhor, porquanto um só exemplo tem mais poder de persuasão sobre as almas do que um milhão de palavras.
Onde estiveres, não te esqueças de que o bem necessita de ti como instrumento para manifestar-se e não cruzes os braços, como se nada tivesses a ver com o que acontece ao teu redor.


(Do livro "Confia e Serve", André Luiz, Francisco Cândido Xavier, Carlos A. Baccelli)

 

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

(1) Sobre o inteiro só existir verdade

(título 2: Gênios marinhos que vomitam fadas já cheias do fogo capitalista)

 Nem parece que é o final do ano. Na verdade nem em dezembro parecia ser natal. Não é um comentário qualquer, realmente sinto isso... Mas de fato é qualquer coisa pra introduzir e traduzir algo que não esteja explodindo no peito.

...Comparar aos outros finais de ano não dá certo, mas sei que novembro e dezembro já não são tão tristes como eram, e que consegui uma estabilidade emocional, como ser serena com os acontecimentos e que uma unidade não se divide.

Tantas notícias boas, algumas coisas superaram minhas expectativas esse ano, sério... Principalmente aqui no Rio de Janeiro, coisas incríveis, meu Deus, que até uma pessoa que se diz apolítica deveria reconhecer. A educação vai melhorar, sério, e já entendi essa coisa de Dilma, não tem jeito. As discrepâncias da nossa desigualdade vão continuar existindo, culpa das pessoas que continuam a perpetuá-la com sonhos sobre rodas, sobre marcas, sobre estrelas que não brilham - são apenas as pontas delas, feitas de qualquer outro material que não seja luz.

Essa coisa de que o mundo está perdido não é verdade, do mesmo jeito que
atos bondosos, atos horrendos também existem e assustam.

Na palavra cruzada caiu o seguinte: "Destruidor de ídolos". =zzz Como assim, é uma máquina? Eu achei engraçado, ficamos pensando o que era e no fim tive que ver no final da revista... Era "iconoclasta", cara, sem noção, até onde eu sei iconoclasta é o cara que não gosta de cultuar imagens e é isso aí.

Achei escrota também a definição da diferença entre"cinestesia" e "sinestesia" wikipédica. Dá uma olhadela, voce vai ter vontade de olhar mais umas vezes e não vai adiantar.

''Neste primeiro momento destacamos a existência de uma certa confusão com relação aos termos cinestesia e sinestesia, o primeiro termo refere-se ao sentido muscular, a um conjunto de sensações que nos permite a percepção dos movimentos (Michaelis, 98); o segundo termo, objeto de nosso estudo neste trabalho, refere-se a uma sensação secundária que acompanha uma percepção, ou seja, uma sensação em um lugar originária de um estímulo proveniente de um estímulo de outro (Michaelis, 1998 e Dorsch, 1976). Portanto, é importante termos em mente que o termo sinestesia empregado neste trabalho não se restringe à percepção do movimento e suas propriedades (peso e posição dos membros), mas engloba um conjunto geral de percepções e sensações interconectadas por processos sensoriais.''

Depois o cara vem falar que  tudo tem a ver com a idéia do subjetivo e do objetivo, o que é coeso, só que esse paradigma é causado pela história e seu contexto vai ser óbvio até alguém vir e revolucionar isso. Sabe, estamos rodando muito rápido,tanto que não dá pra enxergar direito e ficamos confusos, assim o único jeito é rever teorias antigas.

...Faz um tempo não tenho uma sensação sinestésica e confesso que as poucas vezes que senti foram desesperadoras: algumas tem a ver com remédios, outras podem ser interpretadas pela metafísica. Estamos novamente na corda bamba entre o objetivo e  subjetivo? Estamos novamente no cordão da bola preta?


E aí volto nessa coisa característica que destrói meus sonhos lindos e minhas ilusões horríveis: a desconfiança. Não que tenha a ver com o subjetivo e o objetivo, talvez se interliguem sinestesicamente (zagana), mas só tem a ver pelo cordão da bola preta, sabe, um dia de samba e outro dia você queima cartas em puro meio dia, em um sol
idiota.

Manuel Bandeira está errado, eu te digo, bastante errado e foda-se essa merda de ótica, de ângulo, de verdade relativa. Ele fala que pra sentir o amor devemos esquecer a alma, que os corpos se entendem, mas as almas não. O cara com certeza guardava um sentido pra essa afirmação, obviamente essa coisa simbólica da alma se torna uma sutileza pra ateus fervorosos, sabe, ateus com fé no ateísmo. Bem, a questão é que as almas são capazes de se entender, os corpos não, os corpos não se entendem, eles se fodem, se encaixam, movimentam, mas o que move isso tudo?

...Quero dizer que amor existe e só a alma pode compreender isso, afinal a paixão é facilmente explicada cientificamente, já o amor não e Einstein e carinhas legais abeça concordam e eu acho que são gênios sim, mas não da lâmpada.

Lembrei de um professor meu que mostrou a verdade sobre Nelson Rodrigues,
ao comentar que na realidade suas obras critícam a forma como as pessoas vêem o amor. Ele expõe uma realidade, é  verdade, e eu concordo com ela e com ele, mas não mais com o professor, ele é ''iconoclasta'' demais, é um destruidor de ídolos, um psicopata, um serial killer. Mas no final todos estão ali falando de amor e tal, e pimba na gorduchinha.

Deixo de dizer, explicar, não há como. Sabe quando você sente uma coisa e não tem como prová-la? É bem diferente de quando você prova uma coisa e sente. Só que a segunda opção tem a ver com se conectar com o mundo inteiro e isso é chato, isso é fanho e um acontecimento fanho é muito escroto, um dia você terá um e assim entenderá. Pior que acontecimento fanho é acontecimento nu, cru, uma delícia de acontecido e assim mesmo é ''pior'' e o pior é libertador, uma verdade que te consome, você vomita verdades e limpa depois, e aí fica com vontade de vomitar de novo e perde o sentido da porra toda. Então, tudo isso é pra dizer que a verdade dói, mas cura, cura muito.

Eu agradeço todas os momentos maravilhosos de um ano inesquecível com pessoas
inesquecíveis e aperto as patinhas do dragão marinho que solta fogo. Por quê? Porque ele é foda, ele mostra que contos de fadas são machistas e que as fadas são racistas sim e muito. Mas essas espécies existem em um mundo bem mais real que todas as questões culturais que você e seus amigos e familiares seguem ridiculamente a risca, todas essas pequenezas sobre comportamento, rótulos, meu Deus. 

E eu fico com raiva, caralho, tomar no cú, pro inferno essa porra toda, 
nego é chato pacaralho, porra, por que diabo é difícil só calar a porra da boca?
As pessoas são extremamente insensíveis, puta que pariu. E ainda acham que insensibilidade é falar palavrão, que amor é casar e que omitir é diferente de mentir. Se isso é ter a cabeça no lugar, eu quero mais é andar sem cabeça por aí,
e que se dane se alguém vai achar horrendo. Horrível é não se preocupar, não se colocar no lugar das pessoas. Isso é horrível.

Bem,
Nem parece que é o final desse texto.. Na verdade nem o começo parecia tão começo e esse é um comentário qualquer, só pra perpetuar a tradução do que explode no peito.

sábado, 10 de julho de 2010

O que mais fazem na internet



 http://www.krcdesign.com.br/fotos/pessoas.jpg

  O que as pessoas mais fazem na internet? 

Particularmente adoro saber esses dados, adoro gráficos e as porcentagens
e enfim.... Existem muitas pesquisas, eis algumas:


"O Instituo Nielsen acabou de divulgar uma pesquisa que aborda o comportamento das pessoas na internet. Esse instituto trata os usuários como consumidores, estejam     eles usufruindo de produtos ou apenas consumindo conteúdo.
Segue o resultado da pesquisa:
  • Visualização de conteúdos (navegação em sites, tais como blogs úteis ou engraçadinhos): 42%
  • Redes sociais (Orkut, Facebook, Twitter): 22%
  • Outras Atividades (incluindo e-mails, comércio eletrônico e buscas): 36%
  • Porcentagem em relação as redes sociais:
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(Imagem do lado: Percentual de pessoas que usam redes sociais, divididas por país.)
timespentonline-large















Pesquisa realizada com usuários americanos revelou o que eles fazem na internet:

Envio ou leitura de emails: 45%
Utilização de mecanismos de busca: 40%
Visualização de notícias: 30%
Internet banking: 18%
Visualização de vídeos: 15%
Redes sociais: 15%
Leitura de blogs: 10%
Compras on-line: 5%
Jogos virtuais on-line: 5%


 *   55% das pessoas fazem todas essas coisas na internet com regularidade.
 ...

Mas peraí, a pornografia fica aonde?

"Novas pesquisas revelaram que a pornografia anda meio “murcha” nesses últimos tempos, pelo visto as pessoas andam mais interessadas em redes sociais do que qualquer outra coisa.
Atualmente, apenas 2,7% do tempo gasto na internet é relacionado a sites adultos, já as redes sociais ocupam 22,7% do tempo que se passa navegando (esses dados são de pesquisas realizadas na Europa).
Hoje em dia até os sites de relacionamentos andam tendo melhores resultados que sites pornográficos. O portal Online Schools revelou que esse tipo de site movimenta incríveis 1,5 bilhões de dólares por ano.

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 (O analista de mídias José Calazans, garante que aqui no Brasil a pornografia continua em alta, ele acredita que os vídeos estão fazendo com que os internautas naveguem menos, mas vejam mais. “A navegação em sites adultos não foi afetada pela popularização dos sites de redes sociais”, comenta Calazans.
Segundos dados do Ibope, 30% dos brasileiros têm o costume de entrar em sites adultos, além disso, sabe-se que existe muita pornografia em redes sociais. ¬ ¬)

 Dados sobre o conteúdo pornográfico
- São Francisco é a capital mundial da pornografia (nada de novo)
- 12% dos sites são de conteúdo pornográfico
- 25% das pesquisas efectuadas são relativas a pornografia
- 35% dos downloads efectuados na Internet são pornografia
- A cada segundo que passa 28.258 internautas estão a ver pornografia
- Gastam-se 89USD/segundo em pornografia
- Surgem 266 sites de pornografia por dia
- “Sex” é a palavra mais pesquisada na Internet
- Os resultados financeiros dos EUA em pornografia na Internet são 2.84 mil milhões de dólares
- 72% dos “clientes” a pornografia são homens
- 70% do tráfego relativo à pornografia ocorre durante o horário normal de trabalho
- Estima-se em 372 milhões o número de páginas pornográficas
- Destes 372 milhões, 4% são do Reino Unido (capital do puritanismo), 3% da Alemanha e 89% dos EUA
- Países como a Arábia Saudita, Barém, Egipto, Emiratos Árabes Unidos, Kuwait, Malásia, Indonésia, Singapura, Quénia, Índia, China e Cuba baniram a pornografia!



Vídeo sobre dados elucidativos sobre o acesso à pornografia =D.

http://www.overbo.com.br/portal/wp-content/uploads/2009/07/crianca_internet_thumb15.jpg

segunda-feira, 27 de julho de 2009

"Desfato"

Navegando no maior meio de informação livre (me limitando,
obviamente, ao método de abordagem sobre informações interligadas
ou vividas no dia dia das pessoas etc etc etc....)a Internet, encontrei algo
maravilhosamente interessante, um texto, simples texto e complexo em seu tema.

((((Pausa pra observação: tento explicar o que digo de um jeito formal, isso é bonito, mas percebo que a clareza tem a ver com acessibilidade de conhecimento comum.))))))

Enfim, o que quis dizer sobre "etc etc etc", é que navegar na internet nos abre uma porrada de informações verídicas ou não, depende de quem as aborda, as repassa. Ou seja, somos limitados ao impreciso, portanto se algo é interessante pesquisaremos antes suas raízes, e assim refletimos a respeito por meios de informação básica, sem necessariamente copiar. Como disse: se algo é interessante, não só pesquisaremos no google, temos que realmente pensar a respeito, ponderando informações! Bem comum as pessoas concluírem as coisas apenas pelo que lêem nos meios mais populares. Assim, quanto mais lêem coisas em sites, mais "sabem" por achar real (aliás, nem contestarem se é ou não, acham-se "conhecedores"!) e aí caem na contradição de não ter como acreditar em informações diferentes de um mesmo caso, elitizarem opiniões, o mais popular é considerado a verdade. Normalmente isso acontece com assuntos de ordem divina. Essa elitização é que causa a desigualdade, pensam: "ou é uma coisa ou é outra coisa", ninguém vê todas as manifestações ricas em mitos, fatos e culturas, que podemos nos conectar, não escolhendo uma, e sim realizando nossa própria. Mas, precisam ter uma informação formadíssima sobre a realidade - realidade relativa, ninguém tem a verdade!-, por isso
se dividem as religiões, opiniões sexuais e muitas outras coisas de muitas outras formas diferentes de canal desigual.
Isso não é conceito! Sócrates não pensou na dialética como verdade,
e sim um meio, e um meio necessariamente não requer conceitos, os conceitos são usados pra facilitar o diálogo, e não como uma opinião.
( Por que eu cismo que opinião tem o "p" mudo? Sempre, sempre! )

Pode parecer confuso e normalmente as pessoas acham que refletir e pesquisar sobre várias "concepções" é irreal, dando preferência ao olhar científico, que dão nomes pras coisas já ditas (o que seria perfeito se as pessoas não começassem a achar todo o resto, uma mentira)Causa o fanatismo religioso ou ateísta, dividindo pessoas e relacionando opiniões à classes.
A verdade é que acreditam que questionar o dito "realidade" é é perguntar demais, é ser vagabundo ocioso com tempo de fazer isso. É mentira? Só a parte do vagabundo. Essa é, na verdade, uma crítica não às classes e sim à desigualdade de informação. Li uma parte de "A política", e frisado estava sua afirmação: Operários trabalham pra outros e outros pra outros e pra outros, e assim nascem os filósofos, que são os que não precisam trabalhar, menos ainda com a força física. - Ele não falou assim, obviamente, mas a idéia é essa. *

"Do sistema é banida toda forma de inatismo, também os elementos primeiros do conhecimento - conceito e juízos - devem ser, de um modo e de outro, tirados da experiência, da representação sensível, cuja verdade imediata ele defende, porquanto os sentidos por si nunca nos enganam. O erro começa de uma falsa elaboração dos dados dos sentidos: a sensação, como o conceito, é sempre verdadeira. Por certo, metafisicamente, ontologicamente, o universal, o necessário, o inteligível, é anterior ao particular, ao contigente, ao sensível: mas, gnosiologicamente, psicologicamente existe primeiro o particular, o contigente, o sensível, que constituem precisamente o objeto próprio do nosso conhecimento sensível, que é o nosso primeiro conhecimento"


Opa, Brasil?
No caso do Brasil é complicado (melhor dizer "complicado" do que definir sem tantas certezas)e é óbvio que há uma manipulação de informações. Como alguém pode ser burro se nem sabe da existência de certas informações, por falta de acesso? As pessoas são inteligentíssimas, sabem conduzir a vida e isso é pura inteligência também ocasionada pela necessidade. A escola das informações pra muitas comunidades são as vivências dificultosas.

Estou a embaralhar tudo? Não! Tudo é interligado, é só pensar o por quê de cada coisa, até chegar o momento de simplesmente não ter o que responder, somente refletindo de verdade. A gente precisa disso, por mais difícil que seja o dia-dia, a mente não deve ser anulada por toda a movimentação social e urbana existente. Parece fácil, mas não é. Temos conceitos isolados enraizados em nós, e é difícil pensar o que está fora da própria realidade. Televisão,
boate, slogans, revistas, jornais, cacete, é muita informação, muita imagem fixada como ideal, muitos valores relacionados ao material, cacete, o Estado é manipulador. Generalizar demais dizer isso? A verdade é que os que estão no comando foram criados de diversas formas diferentes, valores diferentes. Isso exerce vital influência e ninguém tem coragem de ''se libertar'' desses conceitos, por pura insegurança. Somos todos extremamente inseguros. O Brasil ainda não é independente, dependemos da "sabedoria" do primeiro mundo, que afinal, em suas respectivas culturas é que foi introduzida nossa Cultura, somos fruto deles, eles nos criaram e por isso achamos impossível estarmos no caminho certo sendo alheios a certas tecnologias do primeiro mundo, com isso tentamos sempre nos atualizar com tudo isso. Mas não olhamos o que temos! E é justamente o que temos, que o primeiro mundo queria ter. Quando deixaremos de depender das tendências internacionais? Cacete, estamos importando até os desastres naturais do primeiro mundo! Meu Deus, ninguém quer viver no paraíso, colocaram máquinas, grandes construções, urbanizaram o paraíso! Imagine um paraíso, veja sua degradação e conclua
o quanto, até mesmo sem perceber, influenciamos nisso. Devemos lutar pra nos libertar. Uma vez puta da vida, contei ao diário que o Brasil é uma criança afro-descendente com uma arma na mão. Não temos papai ou mamãe em outro País, e se muitas vezes não nos libertamos, é por medo de apanhar, e somos frágeis. Existem um meio termo e o Brasil acontece em todos os atos das pessoas. Muita gente realmente capaz (experientes pela vida) não tem acesso
a informação que os rebelariam - e é esse o tema inicial, a questão inicial - a maioria dos que têm acesso à muita informação são 'burros' e nem mesmo as valorizam. Pode isso?
Queremos mais, sempre, não conseguimos ser inferiores. Mas essa questão de inferioridade não é real! Somos inferiores no que diz respeito à tecnologia e organização sócio política etc, mas se não dependêssemos disso, não seríamos inferiores e sim diferentes. Se for pensar assim, somos superiores na maioria das coisas naturais! Mas não é essa a comparação que valorizam, e sim a da tecnologia. Por quê? Por que eles não conseguem valorizar o que são inferiores. A inferioridade natural não é discutida, e sim a tecnologia que implementaram.
Tudo isso é relativo, e na realidade ia falar sobre o texto a seguir, que não só diz respeito à religião, mas à subjetividade de nossas ações também!

Minha mão tá doendo, quero fazer xixi, queria escrever mais, só que me incomoda pensar que em cadernos tenho esses mesmos temas mais explicados, e que aqui não está acessível o suficiente. Que merda, por que não pensar no prazer que temos de nos comunicar indiretamente com o mundo, de nos preocupar e interagir? A internet é pra isso, considero. Toda explicação aflita é verídica e compreensível. Creio que preciso explicar de uma forma mais clara, mas se assim fosse eu copiaria do que já escrevi antes. É como se eu reaquecesse algo que tava na geladeira, no microondas! Fica horrível!


Enfim, o texto!
"O Buda, muito longe de negar que havia um Absoluto, garantiu que aqueles que alcançassem a iluminação deveriam se fundir com Isso e assim perceber a Realidade em oposição ao mundo das ilusões e dos fenômenos. O que ele realmente disse, contudo, que tem levado pessoas a acusarem-no de ateísmo, é que não temos nenhum meio de expressar qualquer coisa sobre Isso. Palavras pertencem ao universo dos fenômenos e são aplicáveis apenas à ele. Quando alguém vai além dos fenômenos, em direção à Realidade, palavras precisam obrigatoriamente ser deixadas para trás. Nenhum ensinamento, nenhuma descrição, nenhum pensamento podem expressar o Absoluto -- mas podemos experimentá-lo, se suficientemente evoluídos.

O que Buda combateu foram as numerosas tentativas que foram feitas, estão sendo feitas e continuarão a ser feitas, de dizer que o Absoluto é isso ou aquilo, um Deus pessoal, um Criador, um Deus-Pai. Ele insistentemente recusou responder qualquer pergunta sobre o assunto porque isso era inexprimível em palavras. Ele não iria permitir a seus discípulos imaginar um Absoluto a semelhança deles, como é a tendência do homem em todo lugar. Ele assinalou sutilmente que é melhor se ajustar para tentar alcançar a iluminação e, assim, experimentar o Absoluto por si próprio, em vez de perder tempo tentando ineficazmente falar sobre isso, já que nada que possa ser dito sobre Isso pode ser verdade em absoluto. Palavras iriam inevitavelmente modificá-Lo e moldá-Lo, resultando no máximo em uma aproximação grosseira. Palavras podem ser verdadeiras apenas em certo nível, mas apenas nesse nível, portanto serão apenas verdades relativas. Assim, como um entendimento que só funciona por meio de palavras pode conter o que não pode ser colocado em palavras? Apenas pela experiência direta.

Se esse fato tivesse sido assimilado, às custas do orgulho humano, teria havido muito menos intolerância, violência e sofrimento cometidos em nome da religião, entre os vários adeptos de seus seus próprios credos; todos afirmando de maneira confiante e dogmática que somente eles receberam a Verdade e que todos os outros estão errados e devem ser salvos de sua ignorância voluntária.

...

Então, se não há nenhum Deus no sentido de um Deus pessoal -- ou se for compreendido que conceitos de um Deus pessoal, um Criador ou um Deus-Pai, são apenas relativamente verdadeiros e adequados apenas a alguns estágios do desenvolvimento humano -- porque há tantas referências aos "deuses" [no budismo tibetano], sugerindo toda uma hierarquia?

A palavra páli "deva" é traduzida como "deus", mas na verdade significa "espírito", um ser de um reino superior que, no budismo, pode influenciar seres humanos, ajudar e protegê-los. A Terra não é o único mundo de seres da cosmologia budista. Há incontáveis universos em diferentes planos de existência, isto é, em diferentes estágios de desenvolvimento (espiritual). Alguns são mais elevados que nós (que somos a maioria). Alguns são inferiores. Há muitas referências a seres humanos renascendo em reinos superiores ou inferiores.

Mas, no budismo, não há lugar para a hierarquia massiva da religião Hindu, que acrescentou o próprio Buda a essa hierarquia (até os cristãos fizeram Dele um dos seus santos), nem para a Trindade de Criador, Preservador e Destruidor, nada exceto um Absoluto inexprimível. Em Sua direção as pessoas estão evoluindo ou involuindo, alguns se tornando espíritos de planos superiores, outros afundando em mundos inferiores. E todos pertencem ao mundo dos fenômenos, não à Realidade. Apenas o Absoluto é Real. E nem podemos realmente dizer isso sem declarar algo menor que a Verdade. Mas Ela está lá para ser realizada por alguém com o desejo e determinação como os de Milarepa.

...

Todo ser humano, todo ser, é um Buda em potencial. Depende de cada um realizar sua própria Natureza Búdica.


Lobzang Jivaka
"The Life of Milarepa"