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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Sexos


A energia feminina é fortíssima e se mistura - não sei mais o que sou, homem ou mulher.
Olho os homens como meu espelho, as mulheres deveriam ser meu alvo e mesmo assim apenas me dão medo.
Todas as mulheres com que me relacionei me deixaram.
As mulheres costumam me deixar, eu costumo me deixar.
Sonho com o animus em yang e descubro que acordei homem mais uma vez
Freud estava errado, estava errada
Nem todas as respostas encontraremos em um fator comum sexual, mesmo que isso mova o mundo inteiro.

Confesso, nunca fui apaixonado por carros ou futebol, apenas ostentei.
Os seios me chamam atenção, mas é com as nádegas que eu deliro.
Nos seios sou minha alma,
no meio de todos estou perdido,
(perdido sem reclamar de nada).

Meu querer é paixão e tudo que o envolve erro em seguir
...Mas é quando sigo o erro que percebo que Eros estava certo.

Feromônios e estamos todos loucos,
dentro de nossos corpos temos o que explode nossas mentes.
Dentro de nossas mentes organizadas uma tela, uma rede de conexões que, enfim.

A ciência interrompe o que achei debaixo das cobertas.



05\11

quinta-feira, 8 de março de 2012

Oito de Março assim por extenso





Os negros, as mulheres, as crianças, os pais, as sogras, os avós, os namorados, as mães têm ''seu dia''. Nos primeiros casos é interessante frisar que ''seu dia'' é mais para relembrar das lutas pela igualdade de
direitos e dificuldades que todos passam com os preconceitos enraizados na sociedade, tanto mulheres quanto homens, portadores de deficiência ou não, fora do padrão comum, idosos ou que fazem parte de uma minoria.

Enfim, hoje é intitulado o 'dia da mulher' porque em 8 de março de 1857, mais de uma centena de operárias de uma fábrica de tecido de Nova Iorque se mobilizaram na primeira greve (reconhecida historicamente) conduzida apenas por mulheres. Elas reivindicavam melhores condições de trabalho que, à época, eram sub-humanas, incluíam agressões físicas, sexuais e uma jornada muito extensa.
A resposta dos patrões e da polícia foi muito violenta e fez com que as mulheres permanecessem dentro da fábrica, que foi estrategicamente trancada e incendiada, causando a morte de todas elas, carbonizadas.

Houve uma época que as mulheres não haviam direito ao trabalho e ao voto, assim como julgadas incapazes de qualquer intervenção pública.

Vale ler o techo do livro ''8 de março, dia internacional da mulher e muitas histórias" de Carmen Lucia:

''É a partir da Revolução francesa, em 1789, que as mulheres passam a
atuar na sociedade de forma mais significativa, reivindicando a melhoria das
condições de vida e trabalho, a participação política, o fim da prostituição, o
acesso à instrução e a igualdade de direitos entre os sexos.

É nessa época que surge o nome da francesa Olympe de Gouges. Em
1791, ela lança a "Declaração dos Direitos da Cidadã", onde reivindicava o
"direito feminino a todas as dignidades, lugares e empregos públicos
segundo suas capacidades". Afirmava também que "se a mulher tem o
direito de subir ao cadafalso, ela deve poder subir também à tribuna".
Olympe de Gouges foi julgada, condenada à morte e guilhotinada em 3 de
março de 1793, por "ter querido ser um homem de estado e Ter esquecido
as virtudes próprias do seu sexo". Nesse mesmo ano, as associações
femininas foram proibidas na França.

''Na Segunda metade do século XVIII, as grandes transformações ocorridas
no processo produtivo e que resultaram na Revolução Industrial, trouxeram
consigo uma série de reivindicações até então inexistentes. A absorção do
trabalho feminino pelas indústrias, como forma de baratear os salários,
inseriu definitivamente a mulher no mundo da produção. Ela passou a ser
obrigada a conviver com jornadas de trabalho que chegavam até 17 horas
diárias, em condições insalubres, submetidas a espancamentos e ameaças
sexuais constantes, além de receber salários que chegavam a ser 60%
menores que os dos homens.

Em exemplo típico do ambiente fabril na época era a tecelagem Tydesley,
em Manchester, na Inglaterra, onde se trabalhava 14 horas diárias a uma
temperatura de 29º, num local úmido, com portas e janelas fechadas e, na
parede, um cartaz afixado proibia, entre outras coisas, ir ao banheiro,
beber água, abrir janelas ou acender as luzes.''

Tudo isso é muito surreal para mulheres e homens do século 21, parece até caricato, mas isso acontecia realmente, assim como também aconteceu a escravidão, onde as condições eram ainda mais precárias.
(Imagine então como era tratada a mulher negra?)

A luta de muitas mulheres e muitos homens é pela igualdade entre os gêneros, por um mundo que não pague salários segundo o sexo e a raça/etnia, mas de acordo com a capacidade e desempenho de cada pessoa.
Podemos encontrar vários casos de coragem para lutar a favor da igualdade entre os sexos, inclusive de homens. E sinceramente vejo uma quantidade muito grande de mulheres machistas, que sem perceber se colocam moralmente menores que os homens em várias questões.
Hoje em dia resquícios de machismo são vistos em casos bem diferentes daqueles bizarros de antigamente, porém ainda sim inegáveis injustiças acontecem com o sexo feminino, até por elas mesmas.

Muitos apontam a criação machista que tiveram como grande motivo para
terem impressões ruins de certas atitudes das mulheres ("não se dão o respeito") que, tomadas pelos homens, são perdoáveis ou até parabenizadas.

É uma estranha hipocrisia, em outros assuntos conseguiram ser mais liberais, mas justamente nesse não progrediram. Paciência.  Também precisamos compreender a dificuldade das pessoas e que realmente em casos de criação mais antiga (geração dos avós) é mais comum não conseguirem absorver as idéias atuais, assim como a tecnologia.

Nada disso é regra. Conheço uma avó feminista e uma mãe machista.
Assim como não é dificil encontrar pessoas mais novas machistas, racistas ou com qualquer outro preconceito.

Hoje temos vários meios de democratização de informações, assim sendo podem - tanto homens quanto mulheres - conhecer a história triste dos preconceitos humanos e dados antes camuflados e tirarem suas conclusões, refletindo se vale mesmo a pena continuar com qualquer tipo de sexismo ou preconceito.

Também vale lembrar das conquistas dos direitos e deveres sociais de todos e das mulheres que fizeram parte da história (e também as que, por preconceito, não fizeram) e refletir se estamos sendo preconceituosos com alguém, se estamos mesmo fazendo nossa pequena grande.  

Não é ser alguém que não brinca, mas é saber que é uma brincadeira e fazer isso apenas entre amigos. E isso vale em vários aspectos: xingamentos sobre o peso, cor, religião, modo de se vestir, idade ou escolha sexual.
Julgar as pessoas externamente é SIM opcional. Só precisamos ter uma referência de bondade e empatia para que a cor, marca da roupa, peso ou qualquer outra coisa não serem relevantes.

Vale também questionar o que vemos na TV, em revistas, seriados e outros meios manipuláveis. O marketing inescrupuloso usufrui de muitos de nossos preconceitos enraizados e não percebemos isso, continuamos alimentando nosso ego com porcarias que enfiaram em nossas mentes como bonitas. .

A mídia é sexista, nossos desejos são influenciados e acabamos por fazer coisas que se questionássemos, faríamos diferente.

Enfim, hoje é um bom dia para lembrar que todos os dias são especiais. 

domingo, 22 de janeiro de 2012

Ilusão


Pornografia, a ilusão do prazer

A partir de making of de filmes pornográficos, filme francês reflete sobre a representação idealizada do sexo e do prazer.

Por Bruno Carmelo, do Discurso-Imagem.
Il n’y a pas de rapport sexuel (“Não há relação sexual”) nasceu do encontro improvável entre Raphaël Siboni, famoso artista plástico, e HPG, diretor e ator de filmes pornográficos. Por coincidência, o trabalho de ambos é financiado pela mesma produtora, a marginal Capricci filmes, que propôs a Siboni pegar milhares de horas de making of do diretor pornô e fazer um documentário a respeito. Cada um impôs suas condições: Siboni exigiu que HPG não tivesse influência nenhuma na escolha das imagens, enquanto este último impôs que não se falasse na remuneração dos atores. Acordo fechado.
O título, o irônico “não há relação sexual”, faz referência ao psicanalista Jacques Lacan, que sugeria que mesmo no ato sexual a dois, o verdadeiro prazer não está na outra pessoa, e sim nos fantasmas projetados nela. Assim, o prazer seria mental mais do que corporal, e principalmente individual. Esta escolha dá uma boa noção do conteúdo bastante acadêmico e teórico que se pode ver, contra todas as expectativas, nesta colagem de cenas de coito, esperma, pênis, vaginas, penetrações duplas, sodomia, sexo grupal e todos os tipos de fetiches.
O início representa de maneira excepcional o discurso do diretor: uma bela atriz pornô espera sentada numa cadeira, enquanto HPG prepara a iluminação e a câmera. Ao seu lado, um homem se masturba para manter a ereção. Ela boceja de um lado, cutuca algumas pequenas feridas da pele, enquanto seu parceiro aumenta o ritmo frenético da masturbação. HPG grita: “Ação!”. Imediatamente, ela monta sobre seu parceiro, faz caras e bocas, geme, insinua todos os tipos de posa. A cena termina, ela volta para o seu canto, novamente entediada. Ele continua a se masturbar para a cena seguinte.
Este filme não é um ataque moralista sobre a “objetificação dos corpos”, sobre a exploração das mulheres nem nada do gênero. Ele tampouco é um tratado social, do tipo que observa a integração da profissão pornográfica com a vida cotidiana dos atores, com a família, amigos, salário, planos de carreira etc. Evitando a narração ou o desenvolvimento de uma história, a direção prefere colar cenas, uma ao lado da outra, sem grandes explicações, “como se faz nos vídeos da Internet de hoje em dia”, comenta Siboni.
Assim, o efeito produzido não é de crítica, nem de excitação – poucos filmes com tal quantidade de sexo explícito conseguiram ser tão pouco excitantes, aliás. Esta foi uma das razões pela qual Il n’y a pas de rapport sexuel foi classificado “apenas” um filme proibido para menores de 18 anos, e não um filme X, o que teria reservado sua projeção às salas de cinema pornográficas. E para a surpresa geral, a obra chegou aos cinemas independentes coroada de excelentes críticas.
De fato, Siboni efetua um mosaico um tanto triste, patético e mecânico da ilusão de prazer, da idealização do sexo, tanto heterossexual quanto gay. Os atores são vistos na espera entre as cenas, ensaiando frases ridículas como “Ai, como é gostoso o esperma dos desconhecidos!”, proferida por uma jovem cercada por três pênis em ereção. Raramente os atores se olham no rosto, de tão concentrados em suas performances individuais. A ausência voluntária de contexto, o confronto constante entre os personagens fetichizados e as pessoas comuns que os encarnam gera um efeito cômico, despretensioso, e uma certa forma de distanciamento em relação ao material – o que é contrário ao próprio princípio de imersão da imagem pornográfica.
Curiosamente, este discurso sobre a ilusão do sexo faz referência à ilusão da própria imagem. Enquanto os making of tradicionais, publicitários, revelam a parte técnica da realização mas mantém o fetiche do estrelato, Il n’y a pas de rapport sexuel ignora o aspecto técnico para humanizar estas figuras dotadas de uma imagem sobre-humana, com pênis imensos, seios superdimensionados e orgasmos múltiplos. O filme escolhe as imagens que as mostram apenas como pessoas comuns, sem prazer particular pelo que fazem, sendo penetradas com o mesmo profissionalismo indiferente de um operário padrão que produz a mesma peça dez vezes por dia. A pornografia é acima de tudo um trabalho, e as aulas de “como simular uma felação” dadas pelo diretor aos atores iniciantes no “softporn” (filmes sem penetração nem imagem de órgãos genitais) é um ótimo exemplo disso.
A cereja do bolo é o fato de Siboni ter conseguido aproveitar, e muito bem, a estética involuntária deste making of. A câmera está colocada num tripé, numa altura fixa, e ela permanece nesta posição por muitas horas, de modo que tanto o diretor quanto os atores se esquecem da sua existência. Esse enquadramento aleatório produz momentos interessantes do uso do extra-quadro, além de algumas composições que dificilmente teriam sido escolhidas por HPG ou o próprio Siboni (uma atriz, de pernas abertas sobre o sofá, geme enquanto sua vagina e seu ânus ocupam praticamente todo o enquadramento, durante longos minutos). Os corpos são reduzidos a um material plástico, órgãos genitais são vistos como ferramentas de trabalho e os gemidos de prazer parecem tão artificiais quanto os sorrisos em propagandas de margarina. Il n’y a pas de rapport sexuel é um excelente estudo sobre a ilusão e o fetiche dos corpos, do sexo, da imagem e do cinema.
——–
Il n’y a pas de rapport sexuel (2011)
Filme francês dirigido por Raphaël Siboni.
Com HPG, William Lebris, Phil Hollyday, Cindy Dollar, Stacey Stone, Dolce Elektra, Sexy Black, Nymphy, Superpussy.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Arnaldo Jabor_

'' Crônica do Amor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.''

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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Inconsequências didáticas

A culpa não é do cérebro!
Por que temos tantos “Pitágoras” para tão poucas “Theanos”?! Será que o cérebro das mulheres é menos inclinado a entender a Matemática?! Não é o que diz o estudo de Janet Hyde e Janet Mertz da Universidade de Wisconsin-Madison, publicado em junho de 2009, na PNAS. Para as pesquisadoras o potencial “biológico” feminino para a Matemática é igual ao dos homens, mas elas acabam tendo menos incentivo para se empenhar nesta área de conhecimento. O que não ocorre no Oriente, já que meninas criadas em países asiáticos costumam ter, em média, notas maiores que as dos EUA. Sendo assim, ao invés de uma diferença biológica inerente ao sexo, a chave do problema parece ser uma questão sociocultural! (LSBP, jun 2009)
Hyde J S, Mertz J E (2009). Gender, culture, and mathematics performance. PNAS 106 (22), 8801-8807.''


  "Matemática em meninas não vem do berço, e sim de estereótipos... e da professora...

O gosto pela matemática divide as opiniões dos estudantes desde que estão nos primeiros anos do ensino fundamental. Há os que adoram o mundo dos números e há os que torcem o nariz só de pensar em fazer uma multiplicação. Muitos destes últimos manifestam uma grande ansiedade em relação à matemática, que pode ser definida como uma resposta emocional desagradável à matemática, e que é mais comum em mulheres do que em homens. O fato dessa ansiedade em relação à matemática ser mais comum em mulheres, ou meninas, é usado por alguns como evidência de que já na infância as mulheres seriam menos aptas para a matemática do que os homens.
Isso, no entanto, não é necessariamente verdade – e, aliás, há evidências de que não há uma inaptidão inata de qualquer dos sexos para a matemática. Ao contrário, a ansiedade em relação à matemática poderia ser... aprendida. E aprendida, por exemplo, da própria professora de matemática.
Isso é o que descobriram Sian Beilock e colegas, da Universidade de Chicago, em uma pesquisa com estudantes e professoras do ensino fundamental nos EUA, onde 90% dos professores do ensino fundamental são mulheres. O grupo testou as habilidades matemáticas e o grau de ansiedade com relação à matemática de 17 professoras da 1ª e 2ª série do ensino fundamental (mas não professores). Também os estudantes, nos três primeiros meses de aula e nos dois últimos, tiveram testadas suas habilidades matemáticas e sua crença no estereótipo acadêmico de gêneros (“meninos são melhores em matemática e meninas são melhores em leitura”). Afinal, seria possível que a ansiedade matemática das professoras levasse a um menor desempenho das alunas em matemática se estas se acreditassem intrinsicamente ineptas, como sua professora, para a matemática.
Para avaliar a crença no estereótipo acadêmico, os pesquisadores contavam duas histórias isoladas sobre um estudante (sem distinção de sexo, o que funciona em inglês) bom em matemática e um estudante (também sem distinção de sexo) bom em leitura e pediam às crianças para desenhar cada um dos personagens. Os cientistas perguntavam, então, às crianças se os personagens que haviam desenhado eram menino ou menina. O exercício foi realizado duas vezes: no início e no fim do ano letivo.
Resultado: no fim, mas não no início do ano letivo, as meninas lecionadas por professoras com ansiedade matemática tinham maior propensão a acreditar no estereótipo “meninos são bons em matemática e meninas são boas em leitura”. Ao final do ano, essas meninas, alunas de professoras com ansiedade matemática, também tinham menor desempenho matemático em relação aos meninos de sua classe e em relação às meninas da mesma classe que não acreditavam no estereótipo – embora no começo do ano todos tivessem desempenho igual. Os meninos, aliás, não parecem ser afetados pela ansiedade da professora, tenham eles ou não crença no estereótipo acadêmico.
A influência da ansiedade das professoras somente sobre as meninas pode ser atribuída ao fato de crianças em idade escolar (1a e 2a séries) tenderem a se espelhar nos adultos de mesmo sexo para compor seu repertório de comportamentos socialmente aceitáveis. Além disso, essas crianças já conhecem crenças comumente aceitas sobre gêneros e habilidades a elas atribuídas, e tendem a adotar comportamentos e atitudes que elas pensam ser adequados a cada sexo. Sendo assim, se a professora demonstra ansiedade em relação à disciplina e o senso comum diz que os meninos são melhores do que as meninas em matemática, muitas meninas acreditam nisso e sentem-se desmotivadas em desafios matemáticos. Essa falta de motivação tem uma influência direta no desempenho dessas meninas, que acaba sendo pior do que o esperado. Aliada à aceitação do estereótipo, a ansiedade matemática da professora, portanto, leva a queda do desempenho na disciplina, mesmo que a pessoa tenha habilidades suficientes para obter sucesso com os números.
Não se deve, contudo, colocar a culpa só na professora: há muitas outras fontes prováveis de influência no desempenho matemático das meninas, como professoras anteriores, pais, mães e irmãos, que reforçam ou não o estereótipo de habilidades acadêmicas.
O importante é lembrar que o desempenho geral de meninas e meninos não apresenta diferenças inatas: as habilidades são as mesmas entre os sexos, e o que difere é o estímulo que é dado a meninos e meninas para desenvolver suas competências.
(SAC, 12/03/10).

Fontes: Beilock SL, Gunderson EA, Ramirez G, Levine SC (2010) Female teacher´s math anxiety affect girls’ math achievement. PNAS 107, 1860-1863.

sábado, 10 de julho de 2010

O que mais fazem na internet



 http://www.krcdesign.com.br/fotos/pessoas.jpg

  O que as pessoas mais fazem na internet? 

Particularmente adoro saber esses dados, adoro gráficos e as porcentagens
e enfim.... Existem muitas pesquisas, eis algumas:


"O Instituo Nielsen acabou de divulgar uma pesquisa que aborda o comportamento das pessoas na internet. Esse instituto trata os usuários como consumidores, estejam     eles usufruindo de produtos ou apenas consumindo conteúdo.
Segue o resultado da pesquisa:
  • Visualização de conteúdos (navegação em sites, tais como blogs úteis ou engraçadinhos): 42%
  • Redes sociais (Orkut, Facebook, Twitter): 22%
  • Outras Atividades (incluindo e-mails, comércio eletrônico e buscas): 36%
  • Porcentagem em relação as redes sociais:
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(Imagem do lado: Percentual de pessoas que usam redes sociais, divididas por país.)
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Pesquisa realizada com usuários americanos revelou o que eles fazem na internet:

Envio ou leitura de emails: 45%
Utilização de mecanismos de busca: 40%
Visualização de notícias: 30%
Internet banking: 18%
Visualização de vídeos: 15%
Redes sociais: 15%
Leitura de blogs: 10%
Compras on-line: 5%
Jogos virtuais on-line: 5%


 *   55% das pessoas fazem todas essas coisas na internet com regularidade.
 ...

Mas peraí, a pornografia fica aonde?

"Novas pesquisas revelaram que a pornografia anda meio “murcha” nesses últimos tempos, pelo visto as pessoas andam mais interessadas em redes sociais do que qualquer outra coisa.
Atualmente, apenas 2,7% do tempo gasto na internet é relacionado a sites adultos, já as redes sociais ocupam 22,7% do tempo que se passa navegando (esses dados são de pesquisas realizadas na Europa).
Hoje em dia até os sites de relacionamentos andam tendo melhores resultados que sites pornográficos. O portal Online Schools revelou que esse tipo de site movimenta incríveis 1,5 bilhões de dólares por ano.

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 (O analista de mídias José Calazans, garante que aqui no Brasil a pornografia continua em alta, ele acredita que os vídeos estão fazendo com que os internautas naveguem menos, mas vejam mais. “A navegação em sites adultos não foi afetada pela popularização dos sites de redes sociais”, comenta Calazans.
Segundos dados do Ibope, 30% dos brasileiros têm o costume de entrar em sites adultos, além disso, sabe-se que existe muita pornografia em redes sociais. ¬ ¬)

 Dados sobre o conteúdo pornográfico
- São Francisco é a capital mundial da pornografia (nada de novo)
- 12% dos sites são de conteúdo pornográfico
- 25% das pesquisas efectuadas são relativas a pornografia
- 35% dos downloads efectuados na Internet são pornografia
- A cada segundo que passa 28.258 internautas estão a ver pornografia
- Gastam-se 89USD/segundo em pornografia
- Surgem 266 sites de pornografia por dia
- “Sex” é a palavra mais pesquisada na Internet
- Os resultados financeiros dos EUA em pornografia na Internet são 2.84 mil milhões de dólares
- 72% dos “clientes” a pornografia são homens
- 70% do tráfego relativo à pornografia ocorre durante o horário normal de trabalho
- Estima-se em 372 milhões o número de páginas pornográficas
- Destes 372 milhões, 4% são do Reino Unido (capital do puritanismo), 3% da Alemanha e 89% dos EUA
- Países como a Arábia Saudita, Barém, Egipto, Emiratos Árabes Unidos, Kuwait, Malásia, Indonésia, Singapura, Quénia, Índia, China e Cuba baniram a pornografia!



Vídeo sobre dados elucidativos sobre o acesso à pornografia =D.

http://www.overbo.com.br/portal/wp-content/uploads/2009/07/crianca_internet_thumb15.jpg

terça-feira, 29 de junho de 2010

Mitos estúpidos



"

 Falsos mitos sobre as diferenças dos sexos


''Ao longo das últimas décadas, os livros de auto-ajuda têm pintado um retrato das relações homem-mulher como algo entre uma batalha em curso e um exercício de futilidade completa. Na verdade, a investigação psicológica recente mostrou que as mulheres e os homens são muito mais parecidos do que diferentes, e muitas das coisas que nós somos ensinados sobre as supostas diferenças entre cérebros de homens e de mulheres nada mais são que meros mitos, confira.

Mito 1: As mulheres são mais Comunicativas
Um estereótipo popular afirma que as mulheres falam dezenas de milhares de palavras por dia, enquanto os homens conseguem expressar apenas algumas centenas. Na verdade, não há virtualmente nenhuma diferença entre o número de palavras pronunciadas por homens e aquelas faladas por mulheres. Um estudo de 2007 da Universidade do Arizona, onde foram monitorados 396 estudantes universitários descobriu que os homens e as mulheres falavam uma média de cerca de dezesseis mil palavras por dia, sem nenhuma diferença estatisticamente significativa entre os sexos. Em Junho de 2007, questão da Science Magazine, o pesquisador Matthias Mehl informou que o estudo de três temas chattiest realmente aconteceu para todos os homens, cada um deles falou cerca de quarenta mil palavras por dia.


Mito 2: Os homens são mais competitivos
Em muitas sociedades, o estereótipo é que os homens são competitivos e as mulheres são colaborativas. Alguns estudos de disciplinas ocidentais confirmam esta tendência, mas um estudo realizado por professores da Universidade de Columbia e da Universidade de Chicago encontrou resultados surpreendentes em culturas que não tenham sido submetidos a esse viés, como os Masai, uma tribo patriarcal da Tanzânia, e o Khasi, um grupo matrilinear da Índia. Na sociedade patriarcal, os homens eram mais competitivos do que as mulheres, mas na sociedade matrilinear, foram as mulheres as mais competitivas. Os pesquisadores interpretaram seus resultados como prova de que não existe uma base biológica para a unidade competitiva, e que as diferenças entre os sexos são apenas preconceitos sociais, refletindo o fato de que meninos e meninas são socializados de forma diferente.

Mito 3: As mulheres são mais emocionais
Em um estudo conduzido pelo psicólogo da Universidade Vanderbilt Ann Kring, estudantes universitários do sexo feminino e masculino assistiram filmes e relataram sentir os mesmos níveis de emoção, mas as mulheres se sentiam mais confortáveis em expressá-las. De fato, muitos estudos têm mostrado que não há diferença nas experiências de emoções entre homens e mulheres, mas como as mulheres já são consideradas o sexo mais emocional, elas têm pontuação consistentemente superior a dos homens em testes de expressão emocional. De acordo com um estudo publicado em fevereiro de 2004 emissão de Sex Roles: um jornal da pesquisa de sexos, ambos os sexos tinham a mesma probabilidade de expressar sentimentos de simpatia ou o apoio aos amigos, mas muitas vezes as circunstâncias que cercam a expressão externa da emoção são altamente dependentes sobre o contexto, como se o assunto está sendo acompanhado por curiosos.


Mito 4: os homens são melhores em matemática
Foi estabelecido que os meninos tendem a se sair melhor em testes de matemática e são mais prováveis do que meninas de escolher caminhos na carreira matemática, tais como engenharia, tecnologia e computadores. O verdadeiro problema, porém, não é uma desvantagem biológica real, mas a percepção que as meninas são inferiores em matemática. Muitos testes, como o que um professor realizou na Universidade do Texas e New York University, constatou que, quando testados grupos de pessoas que foram condicionados a pensar sobre o preconceito contra as mulheres, as mulheres pontuaram mal, mas em grupos que foram condicionados a pensar “neutro” em termos de questões de gênero, a diferença de pontuação desapareceu. Essa ansiedade “estereótipo” é um conhecido fenômeno psicológico “bem nos testes”, e muitos pesquisadores acreditam agora que é responsável em muito pelo desempenho inferior em testes de matemática das meninas.


Mito 5: As mulheres são mais intuitivas
Muitas mulheres se orgulham de seu poder de intuição, mas uma nova pesquisa revela que intuitiva, empática, não é especificamente feminina. Um estudo realizado na Universidade de Hertfordshire, na Grã-Bretanha testou a capacidade dos indivíduos para decifrar sorrisos reais dos falsos. Embora mais mulheres do que homens relataram que eram “altamente intuitivos”, não houve praticamente nenhum correspondente de melhora no desempenho. Homens detectaram 72 % de sorrisos reais a 71 % de mulheres. Quando perguntado especificamente para decifrar as expressões do sexo oposto, os homens fizeram ainda melhor. Eles detectaram 76 % do sorrisos falsos do sexo feminino, enquanto as mulheres escolhidas apenas 67 % dos sorrisos falsos dos homens. A intuição é tradicionalmente considerada um atributo feminino, mas uma pesquisa como esta mostra que os homens e as mulheres têm as mesmas habilidades.
Reforçar os estereótipos sobre homens e mulheres é prejudicial, pois pode impedir as pessoas de se expressarem e se solidificar desatualizados papéis de gênero. Algumas mulheres podem falar mais do que seus maridos e alguns homens podem ser mais competitivos do que suas esposas, mas essas diferenças são criadas pela sociedade, não pela biologia. Qualquer um que for em um argumento marital pode atestar que, por vezes, parece que seu parceiro é de um planeta à parte. Mas a verdade é que homens e mulheres são muito mais semelhantes do que diferentes.

FONTE: MiniLua