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segunda-feira, 6 de junho de 2011

times deserved technology

Fico com medo pensando em merecimentos. 
Fico horas olhando fotos, imagens, matérias, desenhos, pinturas. 
É como fazer um tour por várias mostras culturais, exposições do mundo inteiro.
A internet é um veículo maravilhoso, como alguém pode julgar? 
Quando menor sentia vontade de conseguir ler vários livros ao mesmo tempo,
daí deixava os mais importante ao lado da minha cama, pra pelo menos ter a segurança
de saber que qualquer coisa é só pegar e procurar. Na internet é como se
tudo fosse interdisciplinar, um momento estou vendo desenhos geniais de Norma Bar, outro fotos de castelos de Roma, outro tatuagens das mais diversas, outro kawais, outro quadrinhos de piadas nerds anos 90 que rio abeça. 
Merecemos ter tanta informação, sim, espero poder dizer isso. Somos fruto de muitos estudos, experiências, sonhos. 
Eu agradeço todos os dias por tudo isso que a humanidade alcançou.
É uma ciência movida pela paixão, aquela em que esquecemos de pensar no depois de amanhã, achando que até lá já teremos resolvido. Assim é nossa questão ambiental.  
A natureza nos inspira a tudo que fazemos, absolutamente. Sem ela, não tem o que
pesquisar, o que deslumbrar-mo-nos. A reciclagem não é um paliativo, ela é genial se posta em prática realmente. Nossos sentimentos são da natureza de nossos pensamentos, também frutos de um sistema biológico complexo, lindo. Nossos pensamentos também podem ser reciclados.
Contudo, ainda considero os humanos frágeis demais. Talvez a tecnologia nos esteja mimando, já que com ela deixamos de nos interiorizar e assim, carentes, nos apoiamos demais em redes sociais virtuais e riquezas materiais, nos tornando dependentes dessas coisas. Não as acho erradas, mas depender
e viver apenas na superficialidade (nem sempre fútil) que todos apresentam nesses meios, já que viramos vitrines, é negativo. 
Pra nós dos anos 90 esse avanço enorme tecnológico pode ser ou muito bom ou muito ruim. Para os mais antigos essa tecnologia atual costuma a ser desesperadora e dá pra entender o por quê. Rapidez, informação, plágio. A trivialidade passa em bandejas, o sexo também. A energia sexual faz o marketing, o marketing faz de nossas mentes mecanismos mais fáceis. 
As teorias borbulham. O preconceito ainda existe, não importa, sempre existirá. Os padrões são pra rotular, os rótulos excluem muitos. A mídia ilude porque nós gostamos de nos iludir. Talvez seja fácil reparar isso... Difícil é tentar não se influenciar por nada disso. Diria impossível. Na busca do sentido a curtição é inevitável, o deleite em tantas formas grosseiras. Antigamente usávamos melhor o ócio? 
Mas há muitos que transformam em arte o que vêem e sentem. É maravilhoso! Meus olhos brilham. a criatividade que o jovem atual apresenta é impressionante. As teorias de estudos antropológicos e sociológicos não servem só pra livros de auto-ajuda. 
Papo furado sempre existiu. A quantidade de pessoas aumenta, é normal, mas a porcentagem produtiva é maior, a democracia fez isso brilhantemente.  
Enfim, agradeço, tudo é interessante e o mundo merece tanto quanto merece o caos que também se cria com as sobras. 

domingo, 22 de maio de 2011

Seguros - Joanna de Angelis

UM RECANTO SEGURO
  Há, em cada criatura, um recanto seguro para falar ou escutar a Deus ...
Uma paisagem desértica, um jardim florido, um córrego em festa...
Um amanhecer risonho, uma tarde chuvosa ...
Uma canção ao longe, um rosto de criança, um campo bucólico, alguém em sofrimento ...
A magia de um poema, a glória de um amanhecer, a policromia de uma pintura ...
Uma frase da Bíblia, uma conversação edificante, um relato comovedor, um gesto de sacrifício, uma oração ...
Há, em toda criatura, um recanto seguro, que se alcança através de algum desses convites naturais, onde se sente, se fala, se ouve a Deus, e o seu amor está mais próximo, é mais envolvente.

Joanna de Ângelis (espírito), psicografia de Divaldo P. Franco; Filho de Deus; LEAL, Salvador, BA, Brasil, 1997

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Onde estiveres

Onde estiveres, não percas a oportunidade de semear o bem.
Se a conversa gira em torno de uma pessoa, destaca-lhe as virtudes, recordando que todos ainda nos encontramos muito longe da perfeição.
Se o assunto descamba para comentários maliciosos, à cerca de certos acontecimentos, procura, discretamente, imprimir um novo rumo ao diálogo, sem te julgares superior a quem quer que seja.
Onde estiveres, não permitas que o mal conte com o teu apoio para se propagar.
Se muitos falam em tom de pessimismo sobre os problemas que afligem a Humanidade, demonstra a tua confiança no futuro, recordando aos interlocutores que nada acontece sem a permissão de Deus.
Se outros se transformam em profetas da descrença, quais se fossem eles mesmo os únicos a se salvarem do naufrágio dos valores morais em que o homem se debate neste ocaso de milênio, trabalha com todas as tuas forças na construção de um mundo melhor, porquanto um só exemplo tem mais poder de persuasão sobre as almas do que um milhão de palavras.
Onde estiveres, não te esqueças de que o bem necessita de ti como instrumento para manifestar-se e não cruzes os braços, como se nada tivesses a ver com o que acontece ao teu redor.


(Do livro "Confia e Serve", André Luiz, Francisco Cândido Xavier, Carlos A. Baccelli)

 

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Sobre os sonhos



(Salvador Dali, “Sonho Causado Pelo Vôo de uma Abelha ao Redor de Uma Romã um Segundo Antes de Acordar”)


Talvez nem todos saibam que a interpretação profunda dos sonhos não pode ser feita por sites que generalizam, já que cada um tem seu esquema mental. 
Para não me alongar demais, posto aqui um texto resumido muito bom sobre
a interpretação dos sonhos através dos tempos, em especial na visão de Freud e Jung. Claro que além deles há muitos especialistas, na contemporaneidade 
podemos encontrar mais ligados na parapsicologia e os temas espiritualistas 
que sempre foram fonte de interpretações, seja por análise antropológica ou 
mesmo da metafísica, mas no caso achei mais propício de dois ícones do assunto.

Bem, eis o texto:

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O que é a interpretação do significado dos sonhos
A interpretação dos sonhos é um processo para atribuir significado a eles. Em muitas sociedades ancestrais --- como o Egito e Grécia --- os sonhos eram considerados uma comunicação sobrenatural ou significado de intervenção divina. Segundo tais sociedades ancestrais, pessoas com certos poderes poderiam decifrar o significado dos sonhos. Em tempos modernos, várias escolar de psicologia oferecem teorias para decifrar o significado dos sonhos.

História da interpretação do significado dos sonhos
Os gregos ancestrais construíam templos que chamavam Asclepieions, onde pessoas doentes eram mandadas para ser curadas. Eles acreditavam que a cura poderia ser feita através da graça divina ao encubar sonhos dentro do confinamento dos templos. Os sonhos também eram considerados de significado profético por videntes de particular importância. No Egito Antigo, sacerdotes também atuavam na interpretação do significado dos sonhos. Hieróglifos descrevendo sonhos e a interpretação do seus significados são evidentes. Os sonhos têm recebido considerável importância através da história pela maioria da culturas.


No mundo ocidental, o primeiro grande trabalho de interpretação do significado dos sonhos foi o Oneirocritica, escrito por Artemidorus no segundo século, o qual interpretou o significado de muitos temas de sonhos. No século nono "Sobre as Causas dos Sonhos", de al-Farabi (conhecido como Alpharabius no ocidente), foi o primeiro trabalho a claramente distinguir entre a natureza e causa dos sonhos e sua interpretação. Em tempos modernos a interpretação dos sonhos foi levada como parte da psicanálise no final do século 19. O conteúdo dos sonhos foi analisado para revelar o significado latente da psique da pessoa. Um dos trabalhos sobre esse tema foi "A Interpretação dos Sonhos" de Sigmund Freud.

Freud e a interpretação do significado dos sonhos

Foi no seu livro "A Interpretação dos Sonhos", publicado primeiramente em 1899 (mas datado 1900), que Sigmund Freud argumentou que a fundação do conteúdo dos sonhos é de satisfação de desejos, e que sua instigação é sempre encontrada em eventos do dia que o precedeu. Freud defendia que, no caso de uma criança muito nova, isso poderia facilmente ser visto, uma vez que os sonhos destas quase diretamente representavam a satisfação de desejos que despertavam no dia anterior. Porém, em adultos a situação é mais complicada. Neles os sonhos seriam sujeitos a distorções, com o sentido manifesto (a fachada) e o sentido latente (o significado) presente no inconsciente. Como resultado dessa distorção e disfarce, o significado real do sonho ficaria oculto: a pessoa não é mais capaz de reconhecer o significado verdadeiro do seu sonho. 

Freud listou as operações de distorção que seriam aplicadas para reprimir que os desejos se formassem nos sonhos como recordáveis. Por causa dessas distorções, o conteúdo manifesto dos sonhos diferia tanto do sentido latente que poderia ser alcançado através da análise. Essas operações incluiriam:
* Condensação - O objeto do sonho suporta várias associações e idéias, desta forma os sonhos são breves e lacônicos em comparação com a riqueza dos pensamentos.
* Deslocamento - Um objeto do sonho de significado emocional é separado do seu objeto ou conteúdo real e ligado a um completamente diferente que não levante suspeitas para censura.
* Representação - O pensamento é traduzido em imagens visuais.
* Simbolismo - Um símbolo substitui uma ação, pessoa ou idéia.

A essas operações pode-se adicionar a "elaboração secundária", que é o resultado da tendência natural da pessoa dar algum tipo de sentido ou história ao que recordou do conteúdo manifesto no sonho.
Freud considerava que a experiência de pesadelos eram resultado de falhas na elaboração do sonho, de modo a não contradizer sua teoria de satisfação de desejos. Sonhos traumáticos (os quais meramente repetiam experiência traumática) eram admitidos como exceções à teoria.


Jung e a interpretação do significado dos sonhos

Jung acreditava que a noção de Freud, de que os sonhos representavam desejos não atendidos, era simplista. Jung era convicto de que os espoco da interpretação do significado dos sonhos era maior, refletindo a riqueza e complexidade de todo o inconsciente, tanto pessoal como coletivo. Jung acreditava que a psique era um organismo auto-regulatório no qual as atitudes conscientes eram provavelmente compensadas nos sonhos pelo inconsciente.
Jung acreditava que arquétipos como o animus (força masculina na mulher), anima (força feminina no homem), a sombra, entre outros, se manifestavam nos sonhos como símbolos ou figuras. Tais figuras poderiam tomar forma como um homem velho, jovem donzela ou aranha gigante. Cada um representaria uma atitude inconsciente que era escondida do pensamento consciente. Embora parte integral da psique do indivíduo, essas manifestações eram em grande parte autônomas e percebidas pela pessoa sonhando como personagens externos. Jung defendia que os sonhos não eram quebra-cabeças inventados pelo inconsciente para se decifrar, de modo que a efeitos causais "verdadeiros" fossem extraídos.    "