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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Joy division - Ian curtis



Queria ver de forma terna Ian Curtis enforcado, mas não sei se a foto que encontrei é verdadeira. Na verdade isso não deveria importar, mas é que só consigo imagina-lo enforcado com o corda de estender roupa em um suicídio aos 23 anos. Por que o vocalista do Joy division logo antes da primeira turnê americana de seu sonho concretizado (sua banda) fez isso?

                                
Ian curtis tomava uma porrada de remédios contra sua epilepsia - fontes dizem que no palco mesmo suas danças malucas tinham a ver com isso... Bem, podiam ter a ver com seus remédios, mas não sei se realmente tinha ataques graves. A questão é que alguns dizem que esse foi um motivo que pesou muito em seu suicídio, até uns meses antes chegou a ser internado por overdose de um de seus medicamentos.

As prováveis razões se seu suicídio é a depressão causada por sua epilepsia, pelos efeitos das drogas que ele tomava para controlá-lo, pela dissolução do seu casamento com Deborah blablá e seu relacionamento extra conjugal com a jornalista Annik Honoré, preocupações sobre o futuro da turnê americana, seu descontentamento com a indústria musical e talvez também seu desejo mórbido de  ter um ''fim'' cedo como de seus ídolos. 

Ian ficava ansioso demais antes dos shows, talvez por isso as supostas crises no palco - que por sinal o pessoal adorava. Achavam sensacional e faziam o mesmo, como se ele estivesse fazendo uma espécie de coreografia. Bem, de repente estava, o inconsciente desequilibrado é como um paixão obsessiva.
A mídia adora falar uma coisas macabras, mas sua esposa Deborah chegou a dizer: "As pessoas o admiravam por aquilo que o estava matando". A mulher pode ter dito algo menor que isso ou dito isso só pra chocar mesmo, sabe lá.
Ian algumas vezes ficava acordado esperando um ataque pra, depois de terminado, dormir direito sem ansiedades etc. e no dia seguinte ir ao show.


                                   

Apesar de uma juventude problemática cheia de dorgas, depois de casado Ian tinha arranjado um emprego como assistente social pra reintegração de deficientes e atendia com especial carinho uma, olha que coisa, epilética. Quando soube que ela havia morrido, fez She's Lost Control.


                                    
Queria saber mais a respeito de sua relação com a filha Nathalie, onde só vejo uma foto e relatos sobre o que ela sente em relação a ele, durante muito tempo não quis saber quem era o pai ou o que fazia. "Sabia que ele estava morto, mas até aos oito anos não quis saber mais nada". Depois ela veio com o papo de que toda tristeza podia ter sido evitada, que o pai tinha uma fama de melancólico, mas dançava nos palcos... Enfim, resolvi deixar só a foto mesmo.


Já li que na música In a Lonely Place, Ian meio que antecipa seu suicídio, falando sobre um enforcamento "(...) Hangman looks round as he waits, Cord stretches tight then it breaks, Someday we will die in your dreams (...)". Mas sinceramente se for contar pelas letras ele ''antecipa'' em um monte de outras letras. É algo triste, mas as músicas são muito boas, dá pra sentir um desespero, uma catarse silenciosa, motivo que acredito demonstrar uma dor verdadeira por uma impressão até inocente da vida.



''(...)A 13 de Maio regressa a casa para ver mulher e filha. Tira uma fotografia com Natalie, a sua última fotografia. Nos dias seguintes está com amigos e colegas, discutindo com aparente entusiasmo a viagem à América. No dia 17 tem uma longa conversa com a mulher. Esta, no seu relato, recorda que nas primeiras horas da manhã ele tinha visto um filme de Herzog, bebido café e estava animado. Falaram da degradação da relação, de Annik, do seu receio em que ela conhecesse um homem enquanto ele estivesse fora. Deborah acaba por ir dormir a casa dos pais. Ian pedira-lhe para não regressar antes das dez da manhã, hora a que deveria apanhar um comboio para Manchester.
Bebe mais café, acaba a garrafa de whisky que tinham na despensa. Tira a fotografia da filha da parede, ouve The Idiot de Iggy Pop e escreve uma longa carta à mulher. Pedia-lhe para não entrar em contacto com ele durante algum tempo porque lhe era difícil falar com ela, revelou Deborah mais tarde. Esta regressa de manhã a casa. Sente a falta do cheiro a tabaco na sala. Vê a carta sobre a lareira, e, olhando para o lado, constata que Ian ainda ali está, ajoelhado, na cozinha. Fala com ele. Só então repara na cabeça tombada, as mãos sobre a máquina de lavar, a corda em volta do pescoço.(...)"

                            

Queria ver ''Joy Division'' - Documentário realizado por Grant Gee [2007, 93'], com entrevistas aos membros da banda, me parece mais confiável que Control, filme baseado no livro de Deborah contando a vida de Ian.

                        O nome '' Joy division'' veio do livro "House of Dolls", de Karol Cetinsky. Nesse livro Joy Division (Divisão da Alegria) é o nome dado para a área onde as mulheres judias são mantida prisioneiras e "oferecidas" sexualmente aos oficias nazistas.


integrantes

Ian Curtis ( vocal e guitarra )
Bernard Sumner ( guitarra e teclado )
Peter Hook ( baixo e vocal )
Stephen Morris ( bateria ) (tiveram uma porrada)




O melhor artigo sobre Ian curtis no site artes-DN , baseado em matéria suplemento DNmúsica a 13 de Maio de 2005.


"Nós fazemos música para nós mesmos , más esperamos que ainda assim outras pessoas gostem dela" . (Ian Curtis)

"A amizade sempre foi o mais importante , ela é que produz a música." (Bernard Sumner)

"Ian era um catalisador para todos nós. Ele consolidava nossas idéias. Nós compunhamos toda a música, mas Ian nos dirigia." (Peter Hook)

                              http://1.bp.blogspot.com/_hxjZf613r1w/TT35z5bIigI/AAAAAAAAAT8/O3RNdvt3Evo/s1600/1426193257_d168d826e8.jpg
www.joydiv.org/

No Love Lost

So long sitting here,
Didn't hear the warning.
Waiting for the tape to run.
We've been moving around in different situations,
Knowing that the time would come.
Just to see you torn apart,
Witness to your empty heart.
I need it.
I need it.
I need it.


Through the wire screen, the eyes of those standing outside looked in
at her as into the cage of some rare creature in a zoo.
In the hand of one of the assistants she saw the same instrument
which they had that morning inserted deep into her body. She shuddered
instinctively. No life at all in the house of dolls.
No love lost. No love lost.


You've been seeing things,
In darkness, not in learning,
Hoping that the truth will pass.
No life underground, wasting never changing,
Wishing that this day won't last.
To never see you show your age,
To watch until the beauty fades,
I need it.
I need it.
I need it.


(Second verse on Warsaw album)
Two-way mirror in the hall,
They like to watch everything you do,
Transmitters hidden in the walls,
So they know everything you say is true,
Turn it on,
Don't turn it on,
Turn it on.

Nenhum Amor Perdido

Tanto tempo sentado aqui.
Não ouvi o aviso.
Esperando a fita funcionar.
Temos nos movimentado em situações diferentes,
Sabendo que aquele tempo poderia vir.
Só para ver você se despedaçando,
Testemunha do seu coração vazio.
Eu preciso disso.
Eu preciso disso.
Eu preciso disso.


Através da tela de arame, os olhos aqueles em pé lá fora olhando
para ela como olhando para jaula de uma rara criatura de um zoológico.
Na mão de um dos assistentes ela viu o mesmo instrumento
que eles naquela manha inseriram profundamente em seu corpo.ela tremeu
instintivamente. Sem vida alguma na casa das bonecas.
Nenhum amor perdido. Nenhum amor perdido.


Você tem visto coisas,
Na escuridão, não na aprendizagem,
Esperando que a verdade passe.
Nenhuma vida subterrânea, gastando nunca mudando,
Desejando que este dia não dure.
Para nunca ver você mostrar sua idade,
Para ver até que a beleza desvaneça.,
Eu preciso disso.
Eu preciso disso.
Eu preciso disso.


(Segunda versão no album Warsaw)
Espelhos nos dois lados do corredor,
Eles gostam de ver tudo o que vocês fazem,
Transmissores escondidos nas paredes,
Então eles sabem tudo que vocês dizem é verdade.
Ligue isso.
Não ligue isso.
Ligue isso.

I Remember Nothing

We were strangers, we were strangers
For way too long, for way too long
We were strangers, for way too long
(Violent, violent, were strangers)


Get weak all the time, may just pass the time
Me in my own world, yeah you there beside
The gaps are enormous, we stare from each side
We were strangers for way too long


Violent, more violent, his hand cracks the chair
Moves on reaction, then slumps in despair
Trapped in a cage and surrendered too soon
Me in my own world, the one that you knew


(For way too long, we were strangers)
We were strangers, for way too long
We were strangers, for way too long
Way too long...

Nada Recordo

Nós éramos estranhos
Éramos estranhos
Por muito tempo distantes
Por muito tempo distantes
Nós éramos estranhos por muito tempo distantes
violentos violentos
Éramos estranhos


Enfraquecidos o tempo todo, só para poder passar o tempo
Eu em meu próprio mundo, sim você aí ao lado
As aberturas são enormes, olhamos de cada lado
Nos éramos estranhos por muito tempo distantes


Violento, mais violento, a mão dele destroça a cadeira
Move-se sob reação, então desfalece em desespero
Preso numa jaula e rendido cedo demais
Eu em meu próprio mundo, a pessoa que você conhecia
Por muito tempo distante
Nós éramos estranhos
Éramos estranhos
Por muito tempo distantes
Por muito tempo distantes

Shadowplay

To the centre of the city
Where all roads meet looking for you
To the depths of the ocean
Where all hopes sank searching for you
I was moving through the silence
Without motion, waiting for you
In a room with no window
In the corner I found truth
In the shadowplay, acting out your
Own death, knowing more
As the assassins all grouped
In four lines, dancing on the floor
And with cold steel, odour on their bodies
Made a move to connect
I could only stare in disbelief
As the crowds all left

I did everything, everything I wanted to
I let them use you for their own ends
To the centre of the city
In night waiting for you
To the centre of the city
In night waiting for you

Jogo de Sombras

Para o centro da cidade
Onde todas as ruas se encontram, procurando por você
Para as profundezas do oceano,
Onde todas as esperanças afundam, procurando por você
Eu estava me movendo através do silêncio
Sem movimento, esperando você
Em um quarto sem janelas
No canto, encontrei a verdade


No jogo de sombras, expressando em ações a sua
própria morte, conhecendo mais
Como os assassinos, todos agrupados
Em quatro linhas, dançando sobre o chão
E com aço frio, o odor sobre seus corpo deles,
Fez um movimento para conectar
Pude apenas olhar em descrença
Enquanto toda a multidão se foi


Eu fiz tudo, tudo o que eu queria fazer
Deixei eles usarem você, para os próprios fins deles
Para o centro da cidade
Na noite, esperando por você
Para o centro da cidade
Na noite, esperando por você

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Lapa PeB

Lugar sujo, poças de lama e tanta gente pra lá e pra cá.
Uma barraca parecida com aquelas que colocam brincos e cordoes etc
nas ruas cedo, fora transformada em um bar itinerante com garrafinhas pet
de várias cores fluorescentes diferentes, verde, rosa shock, laranja shock, amarelo-marca texto. Achei que as bebidas seriam servidas ali, mas não, era em um copo grande desses de plástico - de colocar guaraná e cantar parabéns com música da xuxa.
Pedi  uma caipirinha de morango que mais tarde parecia tripa, em um vermelho fígado tenebroso. Mas era alimento e bebida ao mesmo tempo, valia a pena.
Um rapaz de cabelo comprido chama o ''barmen'' da tal barraca de família. "E AÍ FAMÍLIA, ME VÊ UMA FODCA". Rio alto, ele olha pra mim risonho, comento que achei engraçado chamar de "família" e ele: "somos todos uma família, esse aqui é meu primo".
Eu disse que o barmen era meu irmão. Meu irmão nos ofereceu mais açúcar.

Dos becos molhados músicas diversas, um funk antigo e mulheres grandes
dançando com gays pequenos. Do meu lado cai um cara, empurrado por outro,
que mais parecia ter saído da possa de lama (e assim levava o outro em seu lugar).


Marchando, tudo estranho, pessoas conhecidas, tudo aquilo parecia um maldito bloco fora de época teoricamente. Prático era ser daquele jeito mesmo. 
Um garoto extremamente bêbado tinha o nome do meu pai e repetia coisas caóticas que bebados repetem, pois era um menino ainda, queria parecer um velho bêbado que fala coisas caóticas que bêbados falam e por isso assim agia e dizia que amigo meu era um irmão pra ele, apontando, abraçando e discorrendo várias bandas de gosto comum aos dois.
Vejo uma cara conhecida, ali fico até sair dali e ir pro tal gramado "calvo''. Achei
isso engraçadinho. Caras de cabelo comprido, projetos de mutantes.
Apresentações de meninas simpáticas.
Signos à parte. ''Vamos no banheiro perto do arco íris"
Ok, vamos.
Era um bar/restaurante, não podia entrar com bebida - então deixei minha tripa com cachaça no lado de fora e entramos no banheiro quente. As meninas mijaram, acho que falei coisas de meninas e saímos, estava quente demais mesmo.

Tinha um bar com nome tipo ''deleite'', com luz vermelha e uma escada misteriosa.
Queria ir ali, mas supostamente era caro. Uma menina dava dicas de como varrer
para um lixeiro que varria uma porrada de coisas do chão, onde as pessoas acham super normal jogar copos e papéis. Sabe, é como se limpo não fosse o lugar que queriam
estar e sabiam que estavam. Ou seja, se lá estivesse limpo eles não estariam ali, ficariam desconfigurados. Enfim, rinocerontes de Ionesco em seu Teatro nonsense.
 
Pés doendo, bares fechados - isso é a famosa lapa? ok, ali todos eram irmãos,
mas as coisas boas fechavam cedo. Desculpa, se for assim prefiro rio das trevas, perto da roça. Nos restara um bar com forró que as 8 da manhã tocava "chupa que é de uva". Achei justo, tinha um cara que parecia o hit - o palhaço  que come crianças na obra prima do medo. Uma das bebidas era gengibre  com cachaça. ''Quero isso aí mesmo''. Pombos voavam meio putos da vida e construções históricas me deixavam menos perturbada com aquilo tudo.
 
Dá pra beber e voltar pela manhã sem problema se é justamente nessa hora
que  a bebedeira te rouba a consciência e assim não se cansa de andar e andar.
MAS estava consciente e por isso essa parte não foi legal - tirei os sapatos
e andei pela lama nada poética já que era dia. Um casal colocou uma toalhinha
em cima de uma mesa no meio da calçada e pôs-se a vender café, chocolate quente e café com leite. Ela nos deu um copinho (estilo copo grátis de café do mercado) com um outro copinho embaixo, já que estava muito quente. Tentamos comprar um pão com manteiga,
mas cobraram quase 5 reais, achei um absurdo e quase coloquei as mãos pro alto.
"Pastel chinês, pastel chinês", amigo meu repetia, e  repetia também "cigarro, cigarro,
varejo!" há, e parando no meio do caminho pra comentar com olhar sensacional, completando: "ficarei por aqui, o bar numseioquê (nao lembro o nome e seria antiético dizer também) precisa de mim".
"Se comprar um cigarro a varejo eu juro que vou embora daqui no 1o ônibus". -
digo. 

Treme o ônibus e pra mim é como estar em um berço, já que meus pés estavam doendo demais e finalmente havia sentado.

Mais um tempo e páro em um ponto, pensando: "ó, e agora, quem poderá me defender?".
Antes do chapolim colorado aparecer, um cara de moto amarela parou e disse: "oi, sou eu". Eu disse: "não conheço você" e ele ficou olhando. Repeti: "não te conheço". Bem, finalmente ele se foi - fiquei pensativa, será que era o chapolim? Não era.
Logo estou sã e salva, com os pés em uma água maravilhosa. Uma hora acordo e sou feliz por lavar os pés durante mais duas horas.




foto


Só fica legal em preto e branco.

O mundo é um moínho


 É contado que a filha de um amigo de Cartola queria fugir de casa,
até fugiu, creio (será que era a natasha, 17 anos??) pra viver um grande amor ou se prostituir ou qualquer coisa fora de casa. Cartola, ao ver o sofrimento do amigo, fez uma música pensando nessa menina (nathashaempotencial), já quão querida mas iludida estaria.
Cazuza e Ney matogrosso chegaram a regravar essa música, mas... 
A voz do Cartola, tão natural de quem canta por viver a cantar (e não que canta pra viver) é inigualável... Fica na cabeça, grudada, e no coração.


Cartola

Ainda é cedo amor
Mal começastes a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção querida
Embora eu saiba que estás resolvida
em cada esquina cai um pouco a sua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem amor
Preste atenção que o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões à pó

Preste atenção querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares que estás à beira do abismo
Abismo este que cavastes com teus pés